Pedestres somos todos

O Código de Trânsito Brasileiro – CTB, é de 1997 e ainda tem muitas partes desconhecidas. Todos somos pedestres até mesmo um ciclista, basta estar desmontado e empurrando seu veículo (art. 68 – § 1º). Além disso, “(…) os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.” (art. 29 – parag. XII – § 2º.)

Todos podemos ser também educadores, basta diplomacia e o conhecimento das regras em vigor. Algumas condutas podem trazer bons resultados.

Dicas do Engenheiro E. J. Daros, especialista em Planejamento e Economia de Transportes além de membro da Associação Brasileira de Pedestres – ABRASPE:

o Art. 69 do código determina que, quando a distância for superior a 50 metros o pedestre terá de cruzar a pista no local e no instante que julgar conveniente. E nesse caso a sua presença na pista cria uma faixa virtual que deve ser respeitada, isto é, ele tem a preferência e os veículos devem parar. SE na saída da escola não existe faixa o pedestre pode cruzar a via nesse ponto. E para não ser atropelado, já que nossos motoristas não leram o código e não sabem que o pedestres SEMPRE TEM A PREFERÊNCIA (art.214, item IV), seria conveniente cruzar a via em grupo e carregando uma bandeira. (…) Além da autoridade de trânsito, a entidade geradora de trânsito de pedestres e a prefeitura também têm responsabilidade em dar-lhes condições de atravessar a via com segurança.

O grupo da Bicicletada de São Paulo já colocou uma massa crítica de pedestres em prática com bons resultados.

Duração: 4 min 50 seg

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4 comentários para Pedestres somos todos

  1. Eduardo diz:

    Volta e meia me sinto oprimido na rua. Carros sobre a calçada, avanço de sinal (principalmente se for só de pedestres), buzinadas, aceleradas ameaçadoras, fumaça negra na cara, pouca ou nenhuma atitude huamana. Mas na quinta passada extrapolaram. Num percurso de 20 minutos passei um pouco por tudo o que descrevi e mais o absurdo, dois motoristas, em lugares distintos, quase me atropelaram ao saírem de suas garagens.
    Reclamei com ambos, um se desculpou, o outro nem deu bola.
    Ódio, tristeza, impotência e a sensação de que nem o mais básico dos direitos (ir e vir) pode ser reclamado numa grande cidade.

  2. ninki diz:

    Primeiro quero parabenizar a idéia de vcs.Frizar que a faixa de segurança deve ser respeitada foi realmente muito interessante.Só uma resalva;ciclista deve desmontar da bike para atravessar a faixa e vi que um ou dois não faziam isso.Respeito se pede respeitando.

  3. Bruno diz:

    Por Lei, qual a distância da faixa virtual para ciclistas, 1m ou 1,5m?

  4. gabriel diz:

    eu queria uma parodia com saúde e meio ambiente para um trabalhoo!!

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