Superpoderes Ciclísticos: Pontualidade

Ciclista e a Luz do Sol

Ciclista em São Paulo – Foto Danilo Siqueira

Os motivos para adotar a bicicleta como meio de transporte são os mais variados, no entanto um deles merece enorme destaque, a pontualidade. Mas esse conceito pode parecer um pouco misterioso para quem ainda não pedala.

A lógica no entanto é muito simples: um ciclista na cidade viaja a uma velocidade média de aproximadamente 15 km/h. Mais do que um dado científico, trata-se acima de tudo de uma comprovação empírica vivida por qualquer ciclista urbano no seu dia a dia.

A experiência cotidiana ensina de maneira definitiva que se um lugar está a 5 quilômetros de distância o ciclista vai precisar de 20 minutos para completar o trajeto sem pressa. Um semáforo fechado a mais ou a menos, a chuva ou o calor, tudo isso interfere pouco. As variações vão sempre cair dentro de uma margem de erro razoável.

O domínio quase que absoluto sobre as variáveis distância e tempo acabam por tornar o ciclista um ser humano capaz de ser mais pontual que a média dos habitantes da cidade. Com as facilidades trazidas pelos mapas disponíveis na internet um ciclista precisa apenas definir uma rota para saber a distância e depois fazer um cálculo matemático simples para aferir o tempo necessário para o deslocamento pretendido.

Com ou sem congestionamentos motorizados, durante as horas de pico, ou no meio da madrugada quem pedala vai sempre saber quanto tempo demora para ir do ponto A ao ponto B dentro da sua cidade. Com os problemas enfrentados rotineiramente por quem depende dos motores para se locomover na cidade, o ciclista urbano torna-se um pouco uma figura mítica. É capaz de prever quanto tempo irá demorar para se deslocar até mesmo na ultracongestionada São Paulo.

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9 comentários para Superpoderes Ciclísticos: Pontualidade

  1. RC diz:

    Verdade. Agora que estou cumprindo um trajeto fixo tenho percebido isso. Fui umas seis vezes para o trabalho e o tempo variou de 15 (2x) a 20 (1x) minutos. Isso porque ainda estou na fase de pegar o ritmo. Acredito que, daqui a mais um pouquinho, ficarei nos 15, com uma variação de 1 ou 2 minutos.

  2. Há 2 meses que tenho feito a maioria dos meus trajetos de bicicleta mas nunca tinha me dado conta disso. Hoje por motivos maiores tive que usar o metrô. Minha previsão do tempo do percurso falhou. Essas paradas inesperadas entre uma estação e outra matam.

  3. Ontem tive que usar ônibus. Não preciso nem falar né?

  4. Isso não podia ser mais verdade. E é algo que passa despercebido…

    Muito bom esse artigo. Vou disseminá-lo aqui em Curitiba no nosso blog.

  5. Gunnar diz:

    Pontual e, em muitos casos, absurdamente rápido.

    O mais legal ainda é poder sair a qualquer hora, para fazer qualquer trajeto, sem sequer parar pra pensar se o horário é “inadequado” por conta dos engarrafamentos.

    E quando se ouve alguém prestes a sair de carro lamentando a esse respeito, dar uma risadinha… não tem preço.

  6. Pingback:Superpoderes ciclísticos: pontualidade « Grupo Transporte Humano

  7. Guilherme diz:

    Sou ciclista urbano há oito anos.

    Toda vez que eu escuto alguém reclamando de ter que andar de ônibus, eu lembro da bicicleta. Só pra ouvir a mesma resposta: “Mas eu tenho preguiiiiiça”.

    Preguiça tenho eu, de ficar mofando num ponto de ônibus, ou andar numa lata velha, cheia de gente.

  8. Pingback:Vocês têm relógio, nós temos tempo « Quintal – Idéias para um mundo melhor

  9. Moro em Belo Horizonte, onde a topografia é igual à arquitetura da igrejinha da Pampulha, mesmo assim dá pra circular numa bicicleta sem muitos problemas além da má educação dos motorizados. Moro na região da Pampulha e trabalho no CEFET, que fica do outro lado, há mais ou menos 16 km de casa, de ônibus, sempre gasto cerca de uma hora e meia, se o trânsito está bom, comecei a ir de bicicleta a partir de julho, a média tem sido de 40 minutos, quando demora, além, é claro, de ter melhorado substancialmente meu condicionamento físico, minha respiração, qualidade de sono e níveis de ansiedade.

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