{"id":1009,"date":"2011-08-04T12:27:54","date_gmt":"2011-08-04T15:27:54","guid":{"rendered":"http:\/\/transporteativo.org.br\/wp\/?p=1009"},"modified":"2017-02-22T14:57:56","modified_gmt":"2017-02-22T17:57:56","slug":"bicicletas-seguranca-e-mobilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/?p=1009","title":{"rendered":"Bicicletas, seguran\u00e7a e mobilidade"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Ciclocaixa em Niteroi\" src=\"http:\/\/www.ta.org.br\/blog\/bbox.jpg\" alt=\"\" width=\"501\" height=\"323\" \/><\/p>\n<p>Quando se discute o uso da bicicleta, a seguran\u00e7a \u00e9 sempre identificada como quest\u00e3o vital.<\/p>\n<p>Para incentivar e apoiar o uso da bicicleta, \u00e9 preciso que a seguran\u00e7a e o engajamento p\u00fablico andem de m\u00e3os dadas.<\/p>\n<p>Usar os benef\u00edcios para a sa\u00fade como argumento e gatilho para uso da bicicleta n\u00e3o \u00e9 bom o suficiente. Ningu\u00e9m pode esperar que pessoas comecem a pedalar se um n\u00edvel m\u00ednimo de seguran\u00e7a n\u00e3o for alcan\u00e7ado. Basicamente isso significa providenciar espa\u00e7o para andar de bicicleta nas \u00e1reas urbanas &#8211; o que pode ser feito de muitas maneiras diferentes.<\/p>\n<p>Um boletim publicado pelo projeto Civitas Mobilis avalia a situa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a em quatro cidades europeias (Ljubljana, Odense, Toulouse e Veneza) e faz uma s\u00edntese das discuss\u00f5es havidas num workshop sobre o assunto, que traduzimos a seguir, com adapta\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p><strong>Li\u00e7\u00f5es aprendidas<\/strong><\/p>\n<p>Para refor\u00e7ar a cultura de mobilidade sustent\u00e1vel e implantar condi\u00e7\u00f5es mais seguras para o uso da bicicleta em \u00e1reas urbanas, as solu\u00e7\u00f5es propostas precisam abranger diferentes \u00e1reas de a\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\u2022 Infraestrutura<br \/>\n\u2022 Regulamentos<br \/>\n\u2022 Consist\u00eancia e equidade<br \/>\n\u2022 Comina\u00e7\u00e3o (fazer cumprir as leis)<br \/>\n\u2022 Educa\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u2022 Sensibiliza\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o m\u00fatua<\/p>\n<p>Especialistas apontaram que as quest\u00f5es de seguran\u00e7a devem ser focadas em:<\/p>\n<p>\u2022 seguran\u00e7a nos cruzamentos<br \/>\n\u2022 seguran\u00e7a da bicicleta contra acidentes e crimes<br \/>\n\u2022 promo\u00e7\u00e3o da cultura de uso seguro da bicicleta<br \/>\n\u2022 coopera\u00e7\u00e3o entre ONGs e Prefeituras<\/p>\n<p>De acordo com a estat\u00edstica de acidentes, a seguran\u00e7a em cruzamentos foi identificada como o ponto mais cr\u00edtico quando se anda de bicicleta. Para maior seguran\u00e7a, v\u00e1rias solu\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas t\u00eam sido identificadas (sinaliza\u00e7\u00e3o, vias e \u00e1reas exclusivas para bicicletas), mas cada um tem vantagens e desvantagens.<\/p>\n<p>A principal solu\u00e7\u00e3o \u00e9 adotar a \u00e1rea de espera (\u201cciclocaixa\u201d) para ciclistas entre a faixa de pedestres e os ve\u00edculos motorizados. Na Dinamarca, por exemplo, uma maior seguran\u00e7a para os ciclistas que v\u00e3o virar \u00e0 esquerda no cruzamento foi obtida com faixas exclusivas paralelas \u00e0 travessia de pedestres. Com faixas exclusivas em interse\u00e7\u00f5es adota-se uma infraestrutura que permite que o ciclista seja visto pelos condutores de autom\u00f3veis e caminh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em Liubliana, o maior problema de seguran\u00e7a s\u00e3o os roubos que acontecem constantemente. Uma das poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es para este problema \u00e9 a introdu\u00e7\u00e3o de chips de identifica\u00e7\u00e3o das bicicletas. Fazer seguro \u00e9 poss\u00edvel somente quando s\u00e3o usados travas e cadeados com qualidade certificada. Neste caso, a quest\u00e3o financeira n\u00e3o \u00e9 o pre\u00e7o do chip, mas o tempo empregado pela pol\u00edcia ao procurar a bicicleta roubada.<\/p>\n<p>A promo\u00e7\u00e3o da cultura para uso seguro da bicicleta pode ser feita de v\u00e1rias formas, utilizando diferentes ferramentas e com foco em p\u00fablicos diferentes.<\/p>\n<p>Apenas projetos educativos s\u00e3o demorados, uma vez que levam, como no caso de Odense, de 20 a 30 anos para alcan\u00e7ar a mudan\u00e7a comportamental. A educa\u00e7\u00e3o deve ser completada: 1) pela comina\u00e7\u00e3o, ou seja, for\u00e7ar o cumprimento das leis, medida geralmente considerada antip\u00e1tica e desestimulante, mas obviamente indispens\u00e1vel quando mudan\u00e7as r\u00e1pidas s\u00e3o necess\u00e1rias; e 2) por medidas de engenharia, fornecendo infraestrutura segura como base.<\/p>\n<p>Em Odense, h\u00e1 30 anos come\u00e7ou a pol\u00edtica de resolver os problemas do uso da bicicleta na cidade, com a\u00e7\u00f5es para tornar a mobilidade por bicicleta melhor e mais segura (nova e melhor infraestrutura ciclovi\u00e1ria) e os pol\u00edticos foram envolvidos, dando apoio \u00e0 bicicleta. Foi estabelecida uma boa comunica\u00e7\u00e3o entre a administra\u00e7\u00e3o da cidade e os ciclistas. Em 1998 a Dinamarca adotou um novo projeto de mobilidade por bicicleta, tendo as quest\u00f5es de sa\u00fade como uma das principais for\u00e7as motrizes. Contudo, a experi\u00eancia em Odense e Louvain mostra que, em termos de educa\u00e7\u00e3o, o mote \u00e9 trabalhar com crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Nas cidades pesquisadas, foram estabelecidas coopera\u00e7\u00f5es de v\u00e1rios n\u00edveis e dimens\u00f5es entre ONGs e administra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Em Veneza, por exemplo, o coordenador de mobilidade por bicicleta costumava trabalhar para ONGs e tem uma abordagem mais cr\u00edtica do que outros funcion\u00e1rios p\u00fablicos, pois conhece diretamente os problemas enfrentados por quem anda de bicicleta. Em Liubliana foi institu\u00edda uma abordagem mais participativa &#8211; h\u00e1 10 anos, por meio de manifesta\u00e7\u00f5es e com propostas de eliminar pontos cr\u00edticos e de haver ciclovias limpas e cont\u00ednuas, ONGs come\u00e7aram a informar a administra\u00e7\u00e3o da cidade sobre os problemas cr\u00edticos que os ciclistas enfrentam na cidade. Em Toulouse, v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es oferecem servi\u00e7os de aluguel de bicicletas, desde volunt\u00e1rios a empresas privadas. Em Munique, juntamente com as autoridades, ONGs realizaram campanhas inovadoras na cidade, como dias sem carro, fechamento de \u00e1reas da cidade ao tr\u00e1fego motorizado e atividades educativas.<\/p>\n<blockquote><p>Para conhecer, com mais detalhes, as medidas adotadas nas cidades citadas, leia o <a href=\" http:\/\/www.civitas.eu\/docs\/CIVITAS%20MOBILIS_bulletin_Cycling.pdf\">Boletim Mobilis n\u00ba 4<\/a> (PDF, em ingl\u00eas).<\/p><\/blockquote>\n<p>&#8212;&#8211;<\/p>\n<p>Mostrando preocupa\u00e7\u00e3o sobre este tema, no dia 22 de julho, a Prefeitura do Rio promoveu o Painel Brasileiro de Segura Vi\u00e1ria, como parte dos preparativos do Dia Mundial Sem Carro &#8211; 22 de setembro. Saiba mais <a href=\"http:\/\/www.rio.rj.gov.br\/web\/smtr\/exibeconteudo?article-id=1944920\">aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/?p=1009\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[4,8],"tags":[68,19,12,22,40,35],"class_list":["post-1009","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-publico","category-planejamento-cicloviario","tag-acalmia-no-transito","tag-espaco-compartilhado","tag-estudos","tag-politica","tag-saude","tag-seguranca"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1009","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1009"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1009\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9651,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1009\/revisions\/9651"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1009"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1009"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1009"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}