{"id":1321,"date":"2011-11-24T08:57:45","date_gmt":"2011-11-24T11:57:45","guid":{"rendered":"http:\/\/transporteativo.org.br\/wp\/?p=1321"},"modified":"2011-11-24T08:57:45","modified_gmt":"2011-11-24T11:57:45","slug":"bicicleta-impactos-economicos-locais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/?p=1321","title":{"rendered":"Bicicleta e impactos econ\u00f4micos locais"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.ta.org.br\/blog\/carga6.jpg\" alt=\"Bicicletas cargueiras em Ipanema\" \/><\/p>\n<blockquote><p>Originalmente publicado por Joe Peach em <a href=\"http:\/\/thisbigcity.net\/local-economic-implications-of-urban-bicycle-networks\/\">thisbigcity.net<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>Em tempos de crise econ\u00f4mica global governos em todo o mundo est\u00e3o tentando todos os tipos de truques para manter as coisas funcionando, com diveros n\u00edveis de sucesso (ou diferentes n\u00edveis de insucesso, dependendo de seu grau de otimismo). Mas infraestrutura para bicicletas poderiam beneficiar as cidades, fornecendo uma maneira relativamente barata de melhorar a economia urbana?<\/p>\n<p>O transporte \u00e9 vital para manter a economia em movimento. Quando o governo de coaliz\u00e3o do Reino Unido chegou ao poder em 2010, havia uma preocupa\u00e7\u00e3o sobre a possibilidade do projeto London Crossrail &#8211; uma rede de trilhos subterr\u00e2nea para ligar a periferia de Londres e o centro da cidade &#8211; continuaria a ser desenvolvido. Agora ele est\u00e1 sendo anunciado como uma oportunidade para o crescimento econ\u00f4mico. Se a redes de trens pode impulsionar a economia de uma cidade, poderia uma rede para bicicletas impulsionar a economia das comunidades por onde elas passam?<\/p>\n<p>Certamente custa muito menos implement\u00e1-las. Ciclovias t\u00eam sido elogiadas por oferecer &#8220;<a href=\"http:\/\/books.google.co.uk\/books\/about\/Bicycle_planning.html?id=KzVSAAAAMAAJ&amp;redir_esc=y\">vias expressas pelo pre\u00e7o de cal\u00e7adas<\/a>&#8221; \u00e0s pessoas e, mesmo que os custos relativamente acess\u00edveis das redes para bicicletas sejam vantajosos para incentivar sua constru\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o, h\u00e1 outros benef\u00edcios de longo prazo para a economia.<\/p>\n<p>A forma como um sistema de transportes urbanos opera tem um impacto sobre a forma como as pessoas circulam em suas cidades. Devido ao esfor\u00e7o f\u00edsico no uso da bicicleta, viagens curtas s\u00e3o mais comuns\u200b\u200b, e trazem benef\u00edcios econ\u00f4micos locais:<\/p>\n<p><em>Quando as pessoas caminham ou andam de bicicleta, elas est\u00e3o mais propensas a fazerem compras em lojas que ficam perto de onde vivem, ao inv\u00e9s de dirigirem por toda a cidade &#8211; <a href=\"http:\/\/thirdwavecycling.com\/pdfs\/at_business_case.pdf\">Richard Campbell e Margaret Wittgens<\/a>.<\/em><\/p>\n<p>Um estudo australiano tenta quantificar esse pensamento. Baseado em dados de mais de 1.000 entrevistados, <a href=\"http:\/\/colabradio.mit.edu\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/Final_Thesis_Alison_Lee.pdf\">Alison Lee<\/a> constatou que, apesar de ciclistas gastarem menos, em m\u00e9dia, melhorias nas redes para bicicletas ainda trazem benef\u00edcios ao varejo. Lee sugere que, substituindo uma vaga de estacionamento para carros por seis estacionamentos de bicicletas, o gasto que um ciclista faz, e que na m\u00e9dia \u00e9 menor, poderia ser multiplicado, oferecendo oportunidades de receita melhor para as empresas nas proximidades. \u00c9 claro, esta simples equa\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica, enquanto teoricamente verdadeira, pressup\u00f5e demanda suficiente para manter o estacionamento de bicicletas devidamente cheio.<\/p>\n<p>Apesar disso, as descobertas de Lee s\u00e3o notavelmente semelhantes a um estudo da cidade holandesa de Utrecht, que concluiu que, embora consumidores ciclistas gastem menos por transa\u00e7\u00e3o, eles fazem mais visitas e, <a href=\"http:\/\/www.ocs.polito.it\/biblioteca\/mobilita\/EconomicSignificance.pdf\">como um grupo, gastam mais<\/a>. Este n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico exemplo. Um <a href=\"http:\/\/ec.europa.eu\/environment\/archives\/cycling\/cycling_en.pdf\">estudo alem\u00e3o<\/a> encontrou resultados semelhantes, chamando os ciclistas de &#8220;melhores consumidores\u201d porque eles fizeram onze viagens por m\u00eas em compara\u00e7\u00e3o a sete para os motoristas. E os su\u00ed\u00e7os est\u00e3o nisso tamb\u00e9m: uma investiga\u00e7\u00e3o sobre rentabilidade do espa\u00e7o de estacionamento descobriu que cada metro quadrado de estacionamento de bicicletas gera 7500 euros em compara\u00e7\u00e3o com 6625 euros gerados pelos autom\u00f3veis. Isto parece confirmar a l\u00f3gica b\u00e1sica &#8211; sem espa\u00e7o suficiente para cargas, os ciclistas est\u00e3o propensos a gastar menos e comprar mais vezes.<\/p>\n<p>Pesquisa sobre os benef\u00edcios econ\u00f4micos locais que n\u00e3o sejam sobre varejo tamb\u00e9m sugeriu benef\u00edcios. Em <a href=\"http:\/\/www.peri.umass.edu\/236\/hash\/64a34bab6a183a2fc06fdc212875a3ad\/publication\/467\/\">um estudo de 2011<\/a> Heidi Garret-Peltier observou 58 projetos de redes para bicicletas em 11 estados dos EUA, levando em conta infraestruturas \u201cna rua\u201d, tais como ciclovias e ruas compartilhada; quanto \u201cfora das ruas\u201d, tais como trilhas adjacentes \u00e0s estradas ou vias ferrovi\u00e1rias convertidas; e equipamentos para bicicletas, tais como sinaliza\u00e7\u00e3o, sinais, e estacionamentos. Garret-Peltier descobriu que os projetos de constru\u00e7\u00e3o de infraestrutura para bicicletas criam uma m\u00e9dia de 11,4 empregos para cada US$ 1 milh\u00e3o investido comparados aos 7,8 empregos para a constru\u00e7\u00e3o de estradas (confirmando seu estudo anterior, <a href=\"http:\/\/www.bikeleague.org\/resources\/reports\/pdfs\/baltimore_Dec20.pdf\">espec\u00edfico para Baltimore<\/a>, que indica que os projetos para constru\u00e7\u00e3o de redes para bicicletas geram entre 11,7 e 14,4 empregos por milh\u00e3o de d\u00f3lares).<\/p>\n<p>Garret-Peltier concluiu sua pesquisa afirmando que &#8220;quando confrontado com uma decis\u00e3o de se incluir ou n\u00e3o os pedestres e\/ou instala\u00e7\u00f5es de bicicleta em projetos de infraestrutura de transporte, os t\u00e9cnicos de planejamento devem faz\u00ea-lo, n\u00e3o s\u00f3 por causa da seguran\u00e7a, ganho ambiental e benef\u00edcios para a sa\u00fade mas tamb\u00e9m porque esses projetos podem criar empregos locais. &#8221;<\/p>\n<p>Evidentemente, a cultura, infraestrutura e forma urbana de cada cidade s\u00e3o diferentes. Como resultado, o efeito econ\u00f4mico de desenvolvimento de redes para bicicletas sem d\u00favida diferem de uma cidade para outra. Mas com numerosos estudos de diferentes cidades em todo o mundo repetidas vezes sugerindo benef\u00edcios econ\u00f4micos positivos em escala local, as redes urbanas para bicicletas poderiam fornecer \u00e0s nossas cidades um impulso econ\u00f4mico muito necess\u00e1rio e sustent\u00e1vel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A forma como um sistema de transportes urbanos opera tem um impacto sobre a forma como as pessoas circulam em suas cidades. 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