{"id":1367,"date":"2011-12-09T00:05:11","date_gmt":"2011-12-09T03:05:11","guid":{"rendered":"http:\/\/transporteativo.org.br\/wp\/?p=1367"},"modified":"2011-12-09T00:05:11","modified_gmt":"2011-12-09T03:05:11","slug":"informalidade-como-solucao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/?p=1367","title":{"rendered":"Informalidade como solu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.ta.org.br\/blog\/sucata.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"335\" \/><\/p>\n<p>O grande papel da inser\u00e7\u00e3o das bicicletas na cidades brasileiras talvez n\u00e3o seja pelos benef\u00edcios \u00f3bvios, mas por uma caracter\u00edstica por vezes desvalorizada, a informalidade. Quem pedala \u00e9 mais ser humano do que &#8220;condutor de um ve\u00edculo&#8221;. A identidade permanece com a pessoa, n\u00e3o se transfere para o objeto.<\/p>\n<p>Ao manter-se humano, o ciclista \u00e9 capaz de continuar t\u00e3o cidad\u00e3o quanto \u00e9 fora da bicicleta, e no Brasil isso pode significar muito. Em um pa\u00eds que ainda tem muito o que aprender sobre representa\u00e7\u00e3o e representatividade pol\u00edtica o exerc\u00edcio constante da cidadania \u00e9 um bom caminho.<\/p>\n<p>Planejar para a bicicleta \u00e9 buscar entender comportamentos universais ao inv\u00e9s de fabricar um c\u00f3digo de conduto aplic\u00e1vel apenas \u00e0 m\u00e1quinas. Pensar no ciclista \u00e9 incluir o erro humano em tudo.<\/p>\n<p>Uma cidade para ciclistas s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel quando pensada fora de um escrit\u00f3rio com ar condicionado. A cidade brasileira de bicicletas \u00e9 aquela que tem favelas, tem o transporte p\u00fablico como alternativa prec\u00e1ria, tem concentra\u00e7\u00e3o de renda, mas \u00e9 acima de tudo uma cidade que sobrevive \u00e0 desorganiza\u00e7\u00e3o e \u00e9 repleta de redes de relacionamentos.<\/p>\n<p>Pela total incapacidade de organizar o Brasil do zero, estamos fadados a buscar nossas pr\u00f3prias solu\u00e7\u00f5es, fabricar o nosso urbanismo antropof\u00e1gico que v\u00e1 al\u00e9m do modelo milenar europeu e seja capaz de corrigir o rumo do rodoviarismo norte-americano que tamb\u00e9m falhou em terras brasileiras.<\/p>\n<p>Como prop\u00f5e o jornalista Denis Russo Burgierman, talvez nossos problemas urbanos sejam grandes demais e essa seja uma grande vantagem.<\/p>\n<p>Nat\u00e1lia Garcia escreveu sobre esse mesmo tema em um post chamado &#8220;<a href=\"http:\/\/planetasustentavel.abril.com.br\/blog\/cidades-para-pessoas\/\">Solu\u00e7\u00f5es informais<\/a>&#8221; no blog Cidades para Pessoas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O grande papel da inser\u00e7\u00e3o das bicicletas na cidades brasileiras talvez n\u00e3o seja pelos benef\u00edcios \u00f3bvios, mas por uma caracter\u00edstica por vezes desvalorizada, a informalidade. 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