{"id":1708,"date":"2012-04-03T22:59:05","date_gmt":"2012-04-04T01:59:05","guid":{"rendered":"http:\/\/transporteativo.org.br\/wp\/?p=1708"},"modified":"2022-12-06T08:18:27","modified_gmt":"2022-12-06T11:18:27","slug":"para-aumentar-a-seguranca-dos-ciclistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/?p=1708","title":{"rendered":"Para aumentar a seguran\u00e7a dos ciclistas"},"content":{"rendered":"<p>Existe uma teoria de que o aumento no n\u00famero de pedestres e ciclistas est\u00e1 diretamente ligado \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de ciclistas e pedestres mortos no tr\u00e2nsito. A princ\u00edpio a id\u00e9ia pode parecer contradit\u00f3ria, mas uma an\u00e1lise completa dos dados ajuda a apontar a melhor maneira de promover a seguran\u00e7a vi\u00e1ria dos elementos mais fr\u00e1geis no tr\u00e2nsito: o incentivo para que mais pessoas se desloquem \u00e0 p\u00e9 ou em bicicleta. \u00c9 a famosa <a href=\"http:\/\/grist.files.wordpress.com\/2010\/10\/safety_in_numbers2.pdf\">seguran\u00e7a na quantidade<\/a>.<\/p>\n<p>Muitas vezes a seguran\u00e7a vi\u00e1ria \u00e9 dependente de mais e mais regulamenta\u00e7\u00e3o, com vultosos investimentos em sinaliza\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o, sem\u00e1foros e diversos outros dispositivos. Mais simples \u00e9 facilitar e garantir o fluxo seguro de pedestres e ciclistas, pressuposto inclusive previsto e muitas vezes ignorado no artigo 24 do C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro.<\/p>\n<p>Diz ele:<\/p>\n<blockquote><p>Art. 24. Compete aos \u00f3rg\u00e3os e entidades executivos de tr\u00e2nsito dos Munic\u00edpios, no \u00e2mbito de sua circunscri\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>II &#8211; planejar, projetar, regulamentar e operar o tr\u00e2nsito de ve\u00edculos, de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circula\u00e7\u00e3o e da seguran\u00e7a de ciclistas;<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>XVI &#8211; planejar e implantar medidas para redu\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos e reorienta\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fego, com o objetivo de diminuir a emiss\u00e3o global de poluentes;(&#8230;)<\/p><\/blockquote>\n<p>Pela quantidade de incisos desse \u00fanico artigo, fica claro que a legisla\u00e7\u00e3o mergulhar diversos meandros e orienta\u00e7\u00f5es espec\u00edficas e acaba por se perder. Fica em segundo plano o pressuposto mais b\u00e1sico de garantir a vida dos diferentes usu\u00e1rios das vias. <a href=\"http:\/\/www.guardian.co.uk\/politics\/davehillblog\/2011\/may\/04\/conservative-daniel-moylan-on-london-streetscapes\">Nas palavras de um pol\u00edtico conservador ingl\u00eas<\/a>:<\/p>\n<p>&#8220;Regula\u00e7\u00e3o demais diminui a responsabilidade individual, desincentiva a negocia\u00e7\u00e3o interpessoal e na busca por diminuir os riscos, acaba por aument\u00e1-los.&#8221;<\/p>\n<p>Os n\u00fameros j\u00e1 est\u00e3o em favor da bicicleta. No Brasil ciclistas representam s\u00e3o 7% dos deslocamentos e 4% dos \u201cacidentes\u201d, autom\u00f3veis 24% dos deslocamentos e 27% dos \u201cacidentes\u201d, enquanto as motos representam 12,6% dos deslocamentos e 22% dos \u201cacidentes\u201d. A fonte desse dados \u00e9 o cruzamento de dados da &#8220;Pesquisa IPEA \u2013Mobilidade Urbana 2011&#8221; e o &#8220;Mapeamento das Mortes por Acidentes de Tr\u00e2nsito no Brasil \u2013 Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Municipios 2009&#8221;.<\/p>\n<p>No pioneiro estudo sobre seguran\u00e7a vi\u00e1ria de ciclistas e que usa o termo &#8220;<a href=\"http:\/\/grist.files.wordpress.com\/2010\/10\/safety_in_numbers2.pdf\">seguran\u00e7a na quantidade<\/a>&#8221; de maneira pioneira a matem\u00e1tica \u00e9 simples:<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Consideradas diversas circunst\u00e2ncias, se o uso da bicicleta dobra, o risco individual de cada ciclista cai em aproximadamente 34%.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>Portanto desafiar o senso comum em rela\u00e7\u00e3o a seguran\u00e7a vi\u00e1ria \u00e9 sair da bolha e ganhar as ruas. Nelas ser\u00e1 poss\u00edvel entender que se h\u00e1 uma &#8220;guerra&#8221; no tr\u00e2nsito ela se resolver\u00e1 com a humaniza\u00e7\u00e3o. A agressividade que hoje toma conta das ruas e afeta ciclistas, motoristas e pedestres, vitimando sempre os mais fr\u00e1geis, em grande parte se deve ao desenho do espa\u00e7o urbano.<\/p>\n<p>As cidades ao inv\u00e9s de espa\u00e7o de circula\u00e7\u00e3o somada a intera\u00e7\u00e3o humana tornam-se vers\u00f5es mal adaptadas de autoestradas. A segrega\u00e7\u00e3o vi\u00e1ria presente em rodovias visa garantir velocidade e seguran\u00e7a para os ve\u00edculos motorizados, ao ser aplicada no espa\u00e7o urbano, essa l\u00f3gica subverte o sentido das cidades e do espa\u00e7o p\u00fablico das ruas.<\/p>\n<p>Com informa\u00e7\u00f5es do Grist:<br \/>\n&#8211; <a href=\"http:\/\/grist.org\/cities\/2010-10-11-theres-safety-in-numbers-for-cyclists\/\">There&#8217;s safety in numbers for cyclists<\/a><br \/>\n&#8211; <a href=\"http:\/\/grist.org\/biking\/the-a-biker-problem-why-its-hard-to-share-the-road\/\">The a$#&amp;^% biker problem: Why it\u2019s hard to share the road<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitas vezes a seguran\u00e7a vi\u00e1ria \u00e9 dependente de mais e mais regulamenta\u00e7\u00e3o, com vultosos investimentos em sinaliza\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o, sem\u00e1foros e diversos outros dispositivos. 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