{"id":2016,"date":"2012-07-05T17:01:14","date_gmt":"2012-07-05T20:01:14","guid":{"rendered":"http:\/\/transporteativo.org.br\/wp\/?p=2016"},"modified":"2022-12-06T08:25:22","modified_gmt":"2022-12-06T11:25:22","slug":"mobilidade-como-servico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/?p=2016","title":{"rendered":"Mobilidade como servi\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p>Estamos em ano de elei\u00e7\u00f5es, mais uma vez a bicicleta entrar\u00e1 em pauta nas promessas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 prioriza\u00e7\u00e3o da bicicleta. Mas \u00e9 importante fazer um retrato da l\u00f3gica que tivemos at\u00e9 hoje em rela\u00e7\u00e3o a mobilidade urbana, seja para bicicletas ou para pedestres.<\/p>\n<p>Tanto por parte das administra\u00e7\u00f5es municipais, do governo federal ou dos estados, mobilidade costuma ser traduzida em obras. Infelizmente grandes somas de recursos seguem ainda para obras vi\u00e1rias e muitas dessas obras privilegiam a mobilidade motorizada individual.<\/p>\n<p>Priorizar a bicicleta e os pedestres come\u00e7a em uma pol\u00edtica p\u00fablica de incentivos, mas os resultados precisam antes passar por um or\u00e7amento organizado e favor\u00e1vel. As obras certamente s\u00e3o importantes, j\u00e1 que infraestrutura ciclovi\u00e1ria \u00e9 uma necessidade em qualquer cidade brasileira. Mas obra n\u00e3o pode ser um fim em si mesmo.<\/p>\n<p>A prioridade para pedestres e ciclistas tem de ser vista como um servi\u00e7o do poder p\u00fablico oferecido \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Uma cidade que apenas oferece espa\u00e7o de circula\u00e7\u00e3o para cidad\u00e3os em ve\u00edculos motorizados \u00e9 uma cidade limitada. Pedestres precisam ter acesso \u00e0 cal\u00e7adas de qualidade, mas tamb\u00e9m precisam de transporte p\u00fablico eficiente para as longas dist\u00e2ncias.<\/p>\n<p>Pensar mobilidade quanto servi\u00e7o \u00e9 tratar pedestres e ciclistas como clientes que precisam estar satisfeitos e bem atendidos para que continuem a optar por caminhar mais. A mobilidade como meio de suprir a oferta por deslocamentos em autom\u00f3vel \u00e9 uma equa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o se fecha. Cada cidad\u00e3o dentro de seu autom\u00f3vel imediatamente dificulta o deslocamento e o uso do espa\u00e7o p\u00fablico por outros. J\u00e1 um pedestre e at\u00e9 mesmo um ciclista que se desloca pelas ruas das cidades faz um uso raciona que garante uma distribui\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria do espa\u00e7o urbano.<\/p>\n<p>Enquanto zelar pela qualidade do piso asf\u00e1ltico for o grande servi\u00e7o oferecido pelo poder p\u00fablico municipal, nossas cidades estar\u00e3o fadadas aos congestionamentos e a perda da qualidade de vida. Mudar o paradigma da mobilidade involve garantir que pedestres e ciclistas sejam atendidos da melhor forma poss\u00edvel em suas necessidades de deslocamento.<\/p>\n<p>O t\u00edtulo e a id\u00e9ia desse post vieram da leitura da entrevista de <a href=\"http:\/\/revistatrip.uol.com.br\/revista\/211\/paginas-negras\/tom-vanderbilt.html\">Roberto DaMatta com Tom Vanderbilt na Revista Trip de junho de 2012<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estamos em ano de elei\u00e7\u00f5es, mais uma vez a bicicleta entrar\u00e1 em pauta nas promessas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 prioriza\u00e7\u00e3o da bicicleta. Mas \u00e9 importante fazer um retrato da l\u00f3gica que tivemos at\u00e9 hoje em rela\u00e7\u00e3o a mobilidade urbana, seja para bicicletas ou para pedestres. Tanto por parte das administra\u00e7\u00f5es municipais, do governo federal ou dos estados mobilidade costuma ser traduzida em obras. 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