{"id":4173,"date":"2013-07-07T23:53:40","date_gmt":"2013-07-08T02:53:40","guid":{"rendered":"http:\/\/transporteativo.org.br\/wp\/?p=4173"},"modified":"2013-07-07T23:53:40","modified_gmt":"2013-07-08T02:53:40","slug":"bicicletas-meio-ambiente-transportes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/?p=4173","title":{"rendered":"Bicicletas: quest\u00e3o de meio ambiente ou transportes?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/transporteativo.org.br\/wp\/blog\/uploads\/2013\/07\/20130705-224301.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full aligncenter\" alt=\"20130705-224301.jpg\" src=\"http:\/\/transporteativo.org.br\/wp\/blog\/uploads\/2013\/07\/20130705-224301.jpg\" width=\"337\" height=\"450\" \/><\/a><\/p>\n<p>Uma campanha no site &#8220;Panela de Press\u00e3o&#8221; quer pressionar para que a pauta das <a href=\"http:\/\/paneladepressao.org.br\/campaigns\/238\">bicicletas e interven\u00e7\u00f5es ciclovi\u00e1rias no Rio de Janeiro seja levada da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAC) para a Secretaria de Transportes (SMTR).<\/a><\/p>\n<p>H\u00e1 um grande poder pol\u00edtico e simb\u00f3lico em ter a bicicleta tratada diretamente pela pasta de transportes, mas isso pode levar a bicicleta para um terceiro plano, melhor ficar sem simbolismos e ter solu\u00e7\u00f5es indo para as ruas.<\/p>\n<p>Por isso somos contra levar a bicicleta para a pasta de transportes (por enquanto) e para entender o porque, \u00e9 preciso analisar um pouco da hist\u00f3ria do planejamento ciclovi\u00e1rio carioca para se conseguir avan\u00e7os.<\/p>\n<p>O bom planejamento precisa de dados confi\u00e1veis para poder ser exercido e um ativismo focado apenas no simbolismo pode ser um retrocesso, justamente por n\u00e3o levar em conta a perspectiva hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>No inicio dos anos 1990, o ent\u00e3o secret\u00e1rio de meio ambiente Alfredo Sirkis, resolveu iniciar algo para as bicicletas por aqui. Nascia assim a gest\u00e3o ciclovi\u00e1ria dentro da Secretaria de Meio Ambiente.<\/p>\n<p>Ao longo da d\u00e9cada de 1990, a SMAC iniciou a implementa\u00e7\u00e3o da infraestrutura ciclovi\u00e1ria tamb\u00e9m na Zona Oeste e durante uns dez anos a coisa andou devagarinho, mas andou.<\/p>\n<p>Em 2003 o mesmo Sirkis volta \u00e0 prefeitura como secret\u00e1rio de Urbanismo e leva para a SMU a pauta das bicicletas. Assim come\u00e7ou a segunda gera\u00e7\u00e3o de ciclovias com projetos bem diferentes das primeiras, at\u00e9 2008, foi um periodo de poucas obras, mas muito treinamento, pela primeira vez, t\u00e9cnicos brasileiros iam para o exterior estudar bicicletas e infraestruturas ciclovi\u00e1rias, ao mesmo tempo que organiza\u00e7\u00f5es estrangeiras como a Holandesa ICE (atual Dutch Cycling Embassy), a rede Urbal n\u00ba8 (atual Movilization) e o ITDP come\u00e7am a aportar por aqui trazendo seu expertise.<\/p>\n<p>Ao final da gest\u00e3o Cesar Maia, com o novo prefeito j\u00e1 eleito e prestes assumir, ficou definido que as ciclovias passariam para transportes na pr\u00f3xima gest\u00e3o, articula\u00e7\u00f5es foram feitas, reuni\u00f5es e trocas de projetos e objetivos foram trocados entre secretarias e futuros secret\u00e1rios. A Transporte Ativo participou de algumas destas reuni\u00f5es, por vezes comandadas pela Secretaria de Estado de Transportes (SETRANS).<\/p>\n<p>J\u00e1 2009 o ent\u00e3o sub prefeito e secret\u00e1rio de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, se interessou pelas bicicletas por acreditar que promove-las iria ajudar a cumprir as ousadas metas de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de poluentes e gases estufa. Por conta disso a bicicleta foi inclu\u00edda entre os 40 principais projetos da cidade at\u00e9 2016.<\/p>\n<p>Enquanto isso a SMTR continuou focada em BRTs, VLTs, pontes estaiadas e na expans\u00e3o do vi\u00e1rio. Com isso a bicicleta deixaria de ser prioridade na administra\u00e7\u00e3o municipal e passaria a ser apenas um modal que impacta negativamente no fluxo motorizado.<\/p>\n<p>Da decis\u00e3o pol\u00edtica de manter a bicicleta vinculada \u00e0 SMAC, que corre com apoio t\u00e9cnico da SMTR, tivemos no Rio de Janeiro em 5 anos um avan\u00e7o maior que nos 15 anos anteriores.<\/p>\n<p>Naturalmente que a bicicleta precisa mais cedo ou mais tarde ir para a pasta de transportes, mas esse ainda n\u00e3o parece ser o momento. Por hora o corpo t\u00e9cnico do Meio Ambiente est\u00e1 mais capacitado e at\u00e9 mesmo interessado no planejamento ciclovi\u00e1rio do que o transporte.<\/p>\n<p>Os t\u00e9cnicos da SMAC tem sido presen\u00e7a constante nos Velo City desde 2010, e em 2013 estiveram l\u00e1 apresentando o <i>paper:<\/i> <b>Rio\u2018s Cycling Culture: Strategies, Challenges, and Solutions for Integrating the Public and Private Sectors with Social Organisations.<\/b><\/p>\n<p>O ideal para o planejamento ciclovi\u00e1rio no Rio de Janeiro \u00e9 que a bicicleta esteja dentro da pasta de transportes, mas isso ir\u00e1 acontecer no momento certo. Por hora estamos felizes com a maneira que a bicicleta \u00e9 tratada dentro da secretaria de Meio Ambiente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/?p=4173\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-4173","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-planejamento-cicloviario"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4173","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4173"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4173\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4173"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4173"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4173"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}