{"id":4707,"date":"2013-10-10T12:49:36","date_gmt":"2013-10-10T15:49:36","guid":{"rendered":"http:\/\/transporteativo.org.br\/wp\/?p=4707"},"modified":"2013-10-10T12:49:36","modified_gmt":"2013-10-10T15:49:36","slug":"perversoes-urbanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/?p=4707","title":{"rendered":"Pequenas e grandes pervers\u00f5es urbanas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/transporteativo.org.br\/wp\/blog\/uploads\/2013\/10\/Relogio_Itau.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4715\" alt=\"Relogio_Itau\" src=\"http:\/\/transporteativo.org.br\/wp\/blog\/uploads\/2013\/10\/Relogio_Itau.jpg\" width=\"560\" height=\"336\" \/><\/a><\/p>\n<p>Viver em cidades, especialmente em grandes cidades, exp\u00f5e as pessoas a desafios constantes. Muita gente junta \u00e9 algo invi\u00e1vel para o nosso limitado c\u00e9rebro primata lidar com facilidade.<\/p>\n<p>Dentro dos espa\u00e7os poss\u00edveis para os citadinos, existe o espa\u00e7o das pervers\u00f5es. Sem entrar profundamente em conceitos psicanal\u00edticos, nossas cidades hoje vivem a loucura de estruturas perversas que inviabilizam a sanidade mental da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A fuga mais comum, e exatamente por isso mais perversa, \u00e9 a busca por solu\u00e7\u00f5es individuais para problemas coletivos. A velha premissa de comprar (\u00e0 vista ou parcelado) o conforto da (i)mobilidade individual motorizada.<\/p>\n<p>Quando ampliada para a sociedade como um todo, essa pervers\u00e3o retroalimenta cidades que produzem dinheiro e riqueza, mas asfixiam a presen\u00e7a humana. Certamente S\u00e3o Paulo \u00e9 o melhor exemplo brasileiro desse comportamento.<\/p>\n<p>Felizmente existe espa\u00e7o para um desvio de comportamento de outra natureza. O prazer, quase s\u00e1dico, do ciclista em se esgueirar por meio do mar de carros travados no congestionamento.<\/p>\n<p>Aos poucos esse prazer (tende) a se tornar um desejo por mudan\u00e7a na estrutura das cidades. Readequando, principalmente o fluxo, para as reais necessidades humanas.<\/p>\n<p>Para que o ciclo-sadismo n\u00e3o tome conta de quem pedala, \u00e9 sempre bom variar o meio de transporte. Propor-se \u00f4nibus e trens com seus itiner\u00e1rios fixos e paradas delimitadas. Ou at\u00e9 a lenta e reflexiva caminhada, lentamente apreciando os dramas e alegrias da realidade urbana.<\/p>\n<p>Recentemente no entanto uma nova atitude tem se aberto aos cidad\u00e3os, experimentar as cidades em bicicletas compartilhadas. Pontos fixos para pegar e deixar as bicicletas, trajetos livres e por fim uma caminhada em terreno conhecido at\u00e9 a porta de casa, do escrit\u00f3rio ou de qualquer destino que n\u00e3o esteja em frente a uma esta\u00e7\u00e3o de bicicleta p\u00fablica.<\/p>\n<p>Essa pervers\u00e3o certamente est\u00e1 presente na campanha em rel\u00f3gios nas ruas de S\u00e3o Paulo que convida os motoristas presos em seus carros a experimentarem uma outra cidade poss\u00edvel hoje. A cidade em que um servi\u00e7o de mobilidade abra portas para outra mobilidades poss\u00edveis. Longe do conforto perversivo da (i)mobilidade individual e mais ligada \u00e0 independ\u00eancia e o conforto de ter nos deslocamentos um servi\u00e7o.<\/p>\n<p>A campanha de marketing em prol das bicicletas do Ita\u00fa (que patrocina esse blog e outros projetos da Transporte Ativo):<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/a-z8KPuYqKw?rel=0\" height=\"360\" width=\"480\" allowfullscreen=\"\" frameborder=\"0\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dentro dos espa\u00e7os poss\u00edveis para os citadinos, existe o espa\u00e7o das pervers\u00f5es. 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