{"id":4888,"date":"2013-11-27T19:44:19","date_gmt":"2013-11-27T21:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/transporteativo.org.br\/wp\/?p=4888"},"modified":"2022-12-06T17:13:42","modified_gmt":"2022-12-06T20:13:42","slug":"bicicletas-e-furtos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/?p=4888","title":{"rendered":"Bicicletas e furtos"},"content":{"rendered":"<p>Quando mais pessoas passam a optar por pedalar pode surgir uma consequ\u00eancia nem sempre imaginada, o aumento no furto de bicicletas. A afirma\u00e7\u00e3o soa at\u00e9 mesmo \u00f3bvia e beira o senso comum. Mas \u00e9 preciso encar\u00e1-la como mais um desafio.<\/p>\n<p>Ve\u00edculos baratos, simples, produzidos em larga escala e expostos em estacionamentos ao ar livre, as bicicletas furtadas s\u00e3o dif\u00edceis de serem encontradas ou at\u00e9 mesmo rastreadas. Pelo baixo pre\u00e7o e facilidade de reposi\u00e7\u00e3o, os usu\u00e1rios costumam se preocupar pouco e al\u00e9m disso a facilidade do furto e o baixo custo inviabilizam seguros financeiros.<\/p>\n<p>O exemplo de na\u00e7\u00f5es mais amigas da bicicleta d\u00e1 a pista que toda a bicicleta eventualmente se torna um ve\u00edculo &#8220;p\u00fablico&#8221;, ainda que de maneira for\u00e7ada. Apenas um objeto que eventualmente ter\u00e1 de ser substituido por conta de um furto.<\/p>\n<p>Mesmo em Londres e em toda a Holanda, por exemplo, as autoridades policiais declaram-se incapazes de solucionar o problema do furto de bicicletas. Recomendam medidas de preven\u00e7\u00e3o por parte de quem pedala.<\/p>\n<p>O primeiro passo certamente passa pela escolha de um bom local para estacionar, somado a trancas de qualidade. \u00c9 importante ter a no\u00e7\u00e3o de que trancar bem a bicicleta \u00e9 algo que tem um custo financeiro, na compra da tranca, de tempo, mas que funciona como o seguro da bicicleta. Uma conta aproximada \u00e9 gastar 20% do valor de compra da bicicleta em trancas de qualidade (\u00e0s vezes mais de uma pode ser fundamental).<\/p>\n<p>Mas impactos mais duradouros que enfrentem o aumento nos furtos de bicicleta precisam de iniciativas mais amplas. O mercado paralelo cresce a medida que mais bicicletas entram no mercado formal, ent\u00e3o onde houver pessoas pedalando, haver\u00e3o pessoas que compram bicicletas de origem duvidosa. Campanhas de esclarecimento podem ser \u00fateis e feitas pelo poder p\u00fablico ou pela sociedade civil (<a href=\"http:\/\/www.bbc.co.uk\/news\/uk-22275952\">a imagem que ilustre esse post \u00e9 exemplo disso<\/a>). Medidas para coibir o mercado paralelo s\u00e3o sempre \u00fateis, ainda que por sua pr\u00f3pria natureza informal tornem esse mercado extremamente \u00e1gil em se adaptar.<\/p>\n<p>H\u00e1 portanto poucos motivos para esperar solu\u00e7\u00f5es coletivas para o problema dos furtos de bicicletas. Mas \u00e9 importante fazer uma grande diferencia\u00e7\u00e3o entre os furtos e roubos no Brasil e em na\u00e7\u00f5es europ\u00e9ias com grande uso da bicicleta. Enquanto por aqui \u00e9 comum o roubo com uso de viol\u00eancia, na Europa o comum s\u00e3o apenas os furtos, um il\u00edcito que passa longe de qualquer amea\u00e7a contra a integridade f\u00edsica das pessoas e que simplesmente aproveita a oportunidade de surripiar um bem alheio.<\/p>\n<p>Nessa distin\u00e7\u00e3o entre roubos e furtos no Brasil e no exterior \u00e9 preciso ter algumas pistas sobre como o abismo social brasileiro mostra sua face mais cruel. Por aqui amea\u00e7ar algu\u00e9m para subtrair um bem material \u00e9 algo corriqueiro. J\u00e1 em pa\u00edses em que a diferen\u00e7a entre os muito ricos e os muito pobres \u00e9 menor, a viol\u00eancia f\u00edsica para subtrair uma bicicleta \u00e9 menos comum, pra n\u00e3o dizer inexistente.<\/p>\n<p>Tem at\u00e9 sites para levantamentos de dados sobre viol\u00eancia urbana e pelos pontinhos no mapa, as <a title=\"Onde fui roubado\" href=\"http:\/\/ondefuiroubado.com.br\/\" target=\"_blank\">bicicletas ainda s\u00e3o v\u00edtimas menos frequentes<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/?p=4888\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-4888","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-planejamento-cicloviario"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4888","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4888"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4888\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16970,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4888\/revisions\/16970"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4888"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4888"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4888"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}