{"id":5306,"date":"2014-04-13T20:17:08","date_gmt":"2014-04-13T23:17:08","guid":{"rendered":"http:\/\/transporteativo.org.br\/wp\/?p=5306"},"modified":"2022-12-06T20:09:40","modified_gmt":"2022-12-06T23:09:40","slug":"seguranca-justica-e-desenho-urbano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/?p=5306","title":{"rendered":"Seguran\u00e7a, justi\u00e7a e desenho urbano"},"content":{"rendered":"<p>As cidades brasileiras s\u00e3o em geral partidas. De um lado a popula\u00e7\u00e3o mais rica, estabelecida em moradias formais, com acesso aos servi\u00e7os de infraestrutura, lazer e aquele conceito difuso chamado &#8220;qualidade de vida&#8221;. Do lado de fora das regi\u00f5es ricas, vive a popula\u00e7\u00e3o mais pobre e que em geral n\u00e3o tem acesso a muito do que existe nas zonas nobres.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo essa cis\u00e3o \u00e9 marcada pelo centro expandido e as periferias. No Rio de Janeiro as diferen\u00e7as se manifestam no embate entre o morro e o asfalto. Em ambos os casos, o poder aquisitivo define a cidade que as pessoas tem acesso. Ainda que no Rio elas possam estar extremamente pr\u00f3ximas geograficamente.<\/p>\n<p>Uma separa\u00e7\u00e3o das cidadanias em &#8220;castas&#8221; \u00e9 certamente um drama social que afeta n\u00e3o apenas as duas maiores cidades brasileiras, mas grandes cidades ao redor do mundo. Al\u00e9m disso, um olhar atento nas metr\u00f3poles sulamericanas mostra similaridades ao mesmo tempo que aponta caminhos.<\/p>\n<p><strong>Planejamento urbano na Col\u00f4mbia<\/strong><\/p>\n<p>A imagem que ilustra esse post \u00e9 da cidade de Medell\u00edn na Col\u00f4mbia, constantemente citada nos notici\u00e1rios brasileiros (e mundiais) nos anos 1990 por conta do poder e influ\u00eancia da viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Hoje Medell\u00edn, e tamb\u00e9m a capital Bogot\u00e1,\u00a0s\u00e3o cantadas em slides e prosas em diversas confer\u00eancias sobre mobilidade e planejamento urbano. Deixaram de ser reconhecidas como metr\u00f3poles violentas e passaram a ditar par\u00e2metros no que se refere a transforma\u00e7\u00f5es positivas nas cidades.<\/p>\n<p>Ambas continuam inseridas em pa\u00edses com enormes desigualdades econ\u00f4micas e sociais, mas deram os passos necess\u00e1rios para a cria\u00e7\u00e3o de um modelo latinoamericano de humaniza\u00e7\u00e3o urbana.<\/p>\n<p><strong>Os caminhos para mudan\u00e7as urbanas na Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/p>\n<p>Sentados ao volante, com a vis\u00e3o do mundo atrav\u00e9s do parabrisa de seus autom\u00f3veis, as elites metropolitanas brasileiras ainda encaram as cidades atrav\u00e9s de seus pr\u00f3prios problemas de mobilidade. As respostas est\u00e3o do lado de fora, em cal\u00e7adas, na prioridade ao transporte p\u00fablico, na necess\u00e1ria mistura entre pessoas com diferentes faixas de renda. Todos elementos de uma receita de cidade que seja justa para todos e exatamente por isso, mais segura.<\/p>\n<p>As cidades brasileiras precisam encarar de frente a viol\u00eancia pouco vis\u00edvel nos embates urbanos, as que n\u00e3o aparecem nos notici\u00e1rios televisivos. Assaltos, tiros e persegui\u00e7\u00f5es policiais certamente chamam bastante a aten\u00e7\u00e3o. Mas as sutilezas urbanas e o ordenamento das cidades s\u00e3o a sustenta\u00e7\u00e3o dos crimes que aparecem na televis\u00e3o.<\/p>\n<p>Somente cidades cerzidas ir\u00e3o quebrar muros, trazer pessoas paras as ruas e qualificar o ambiente urbano para que ele possa ser usado por todos. Essa costura se faz pela humaniza\u00e7\u00e3o do tr\u00e2nsito (zonas 30 por exemplo), acesso a espa\u00e7os p\u00fablicos de qualidade, ou seja, a vis\u00e3o de que a infraestrutura deve servir \u00e0s pessoas.<\/p>\n<p>&#8212;-<\/p>\n<p>Leia mais:<\/p>\n<p>&#8211; <a href=\"http:\/\/thecityfixbrasil.com\/2014\/04\/07\/uma-cidade-segura-e-uma-cidade-justa\/\" target=\"_blank\">Uma cidade segura \u00e9 uma cidade justa. &#8211; TheCityFixBrasil\u00a0<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/?p=5306\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[33,16,22,35],"class_list":["post-5306","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-publico","tag-cultura","tag-liberdade-urbana","tag-politica","tag-seguranca"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5306","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5306"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5306\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16987,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5306\/revisions\/16987"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5306"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5306"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5306"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}