{"id":6401,"date":"2015-03-31T23:02:13","date_gmt":"2015-04-01T02:02:13","guid":{"rendered":"http:\/\/transporteativo.org.br\/wp\/?p=6401"},"modified":"2015-03-31T23:02:13","modified_gmt":"2015-04-01T02:02:13","slug":"vaiterciclovia-mas-as-ruas-continuam-em-disputa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/?p=6401","title":{"rendered":"#VaiTerCiclovia, mas as ruas continuam em disputa"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_6402\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6402\" src=\"http:\/\/transporteativo.org.br\/wp\/blog\/uploads\/2015\/03\/IMG_9549.jpg\" alt=\"Cena de uma cidade com mais bicicletas nas ruas.\" width=\"600\" height=\"400\" class=\"size-full wp-image-6402\" \/><p id=\"caption-attachment-6402\" class=\"wp-caption-text\">Cena de uma cidade com mais bicicletas nas ruas.<\/p><\/div>\n<p>S\u00e3o Paulo sempre se mostrou locomotiva, mas \u00e9 a cidade da hegemonia do motor dependente do asfalto. Aqui os trilhos est\u00e3o aqu\u00e9m do necess\u00e1rio e as ruas e avenidas, 17 mil quil\u00f4metros de mobilidade perdida. A promessa, finalmente em curso, de realizar 400 mil metros de oportunidades cicl\u00edsticas sofreu um grande ataque jur\u00eddico. O planejamento ciclovi\u00e1rio paulistano, compromisso de campanha do atual prefeito eleito e de seu advers\u00e1rio derrotado foi questionado na justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Por mais que as cr\u00edticas e os erros sejam apontados por quem pedalava, passou a pedalar ou quer pedalar, os ciclistas do Brasil e do mundo juntaram-se em uma bicicletada mundial para defender que acima de tudo, ciclovias e ciclofaixas s\u00e3o uma necessidade para o presente e futuro da cidade e que nenhum retrocesso pode ser tolerado na implementa\u00e7\u00e3o de uma malha ciclovi\u00e1ria \u00e0 altura da maior megal\u00f3pole da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>A conquista por uma pra\u00e7a do Ciclista na cidade de S\u00e3o Paulo foi trabalho de poucos, mas que rendeu frutos. Um espa\u00e7o perdido, que quase flutua sobre um buraco na avenida Paulista foi primeiro nomeado informalmente, depois oficializado para finalmente ser ponto de aglomera\u00e7\u00e3o para protestos das mais variadas frentes. Do espa\u00e7o onde nasceu o cicloativismo paulistano em 29 de junho de 2002, partiu a hist\u00f3rica e massiva pedalada de 27 de mar\u00e7o de 2015. E foi nesse dia que a massa cr\u00edtica mostrou-se rea\u00e7\u00e3o em cadeia. O n\u00facleo duro, congrega\u00e7\u00e3o informal de cora\u00e7\u00f5es, mentes e almas pulsantes em favor da bicicleta estava presente. Amigos, velhos conhecidos, grupo de cerca de 300 pessoas que manteve e fez crescer ali, na avenida Paulista com a Consola\u00e7\u00e3o, uma for\u00e7a local e nacional, org\u00e2nica e horizontal em favor de uma paulic\u00e9ia menos desvairada e mais humanizada.<\/p>\n<p>Protesto com prop\u00f3sito claro, reivindica\u00e7\u00e3o coesa e revolta reativa contra as for\u00e7as do retrocesso, a bicicletada de mar\u00e7o de 2015 foi talvez a mais efetiva da hist\u00f3ria das bicicletadas. Desde 2013 mais propensos \u00e0 ouvir a voz das ruas, os l\u00edderes formais constitu\u00eddos atenderam \u00e0 reinvindica\u00e7\u00e3o das ruas e enquanto ocorria a pedalada, a a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica pela paralisa\u00e7\u00e3o das obras do planejamento ciclovi\u00e1rio paulistano foi suspensa.<\/p>\n<p>Alegria, festa. Foi esse o tom depois que pipocou aos poucos a not\u00edcia de que a expans\u00e3o da rede m\u00ednima de infraestrutura ciclovi\u00e1ria em S\u00e3o Paulo iria continuar rumo aos 400km e al\u00e9m. Passaram a ser ent\u00e3o 300 amigos, 2.000, 3.000, 5.000 ou at\u00e9 7.000 pessoas em bicicleta e \u00e0 p\u00e9 comemorando que uma cidade mais humana continuaria a ser desenhada.<\/p>\n<p>Foram os excessos da engenharia que sonhava ser capaz de equacionar a insol\u00favel mobilidade das carruagens motorizadas que levaram nossas cidades ao limite. A fal\u00eancia de Detroit, capital da motorcracia norte-americana, e os congestionamentos paulistanos di\u00e1rios provam que s\u00f3 com a\u00e7\u00f5es e id\u00e9ias do s\u00e9culo XXI ser\u00e1 poss\u00edvel desfazer os estragos do passado.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo est\u00e1 pintando vias para as bicicletas com base em planos que estavam presos no papel e muita gente descobriu a bicicleta atrav\u00e9s desses novos espa\u00e7os de circula\u00e7\u00e3o nas ruas. Foi a liberdade e o direito \u00e0 cidade que levou a maior massa de pessoas em bicicleta a pedalar pela Paulista e ficou claro que quem experimenta ser livre, n\u00e3o volta ao c\u00e1rcere passivamente.<\/p>\n<p>Cada dia mais ser\u00e1 socialmente inaceit\u00e1vel defender o privil\u00e9gio de uma cidade em prol da mobilidade individual motorizada, mas as ruas, antes de um espa\u00e7o f\u00edsico, s\u00e3o espa\u00e7o simb\u00f3lico de dial\u00f3go e disputa de poder. Pela for\u00e7a dos n\u00fameros e alegria da pedalada, houve uma vit\u00f3ria. Ficou claro \u00e0 quem acompanhou que a bicicleta n\u00e3o \u00e9 programa de governo, com filia\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria. Trata-se de uma constru\u00e7\u00e3o global e coletiva, com uma organiza\u00e7\u00e3o dispersa e em rede.<\/p>\n<p>Por conta dos amigos que formaram a massa cr\u00edtica de ciclistas, do esfor\u00e7o apaixonado de quem acredita na bicicleta como ferramenta de transforma\u00e7\u00e3o e da maturidade humana capaz de buscar novas solu\u00e7\u00f5es urbanas \u00e9 que #VaiTerCiclovia. Numa malha cada vez mais extensa, com cada vez mais pessoas em mais bicicletas mais vezes. Com calma, fica o desafio de n\u00e3o se emocionar com o registro sens\u00edvel de Jos\u00e9 Renato Bergo: <\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/123715872?byline=0&#038;portrait=0\" width=\"500\" height=\"281\" frameborder=\"0\" webkitallowfullscreen mozallowfullscreen allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/?p=6401\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[11,54,16,22,25,18,32],"class_list":["post-6401","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-planejamento-cicloviario","tag-ativismos","tag-bicicletada","tag-liberdade-urbana","tag-politica","tag-sao-paulo","tag-ser-ciclista","tag-videos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6401","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6401"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6401\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6401"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6401"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6401"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}