{"id":773,"date":"2010-01-19T23:15:15","date_gmt":"2010-01-20T02:15:15","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ta.org.br\/2010\/01\/19\/quem-se-importa-com-aquecimento-global\/"},"modified":"2022-12-04T21:18:44","modified_gmt":"2022-12-05T00:18:44","slug":"quem-se-importa-com-aquecimento-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/?p=773","title":{"rendered":"Quem se importa com o aquecimento global?"},"content":{"rendered":"<p>A popula\u00e7\u00e3o humana cresceu exponencialmente durante o s\u00e9culo XX e continua a crescer. Mas um estudo diz que se colocarmos na balan\u00e7a toda a popula\u00e7\u00e3o de formigas, elas pesam mais do que 6 bilh\u00f5es de pessoas e consomem 5 vezes mais calorias. Interessante notar que elas s\u00e3o parte de um mundo finito e mesmo com o impacto que geram, sobrevivem. Gera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s gera\u00e7\u00e3o as formigas comem muito, reproduzem-se bastante, constroem cidades gigantescas e o planeta segue muito bem com elas.<\/p>\n<p>H\u00e1 algo de errado com os impactos negativos da humanidade, mais errado ainda desde a &#8220;revolu\u00e7\u00e3o industrial&#8221;. A energia que passou a mover o homem deixou de ser a mesma biomassa que move as formigas e passou a vir de combust\u00edveis f\u00f3sseis. Esses combust\u00edveis intensificaram o efeito estufa, e tudo o mais. O caos clim\u00e1tico mostra suas garras, mas o medo de um mundo mais quente na m\u00e9dia e desequilibrado como um todo n\u00e3o foi o suficiente para um tratado clim\u00e1tico convincente. Nem em Quioto em 1997 ou Copenhague 2009.<\/p>\n<p>Paira a pergunta: quem se importa com o aquecimento global? Pa\u00edses ricos querem se eximir das emiss\u00f5es, pobres querem poluir at\u00e9 ficarem ricos e nesse \u00ednterim, o mundo esquenta. Talvez a melhor estrat\u00e9gia para combater o caos clim\u00e1tico, seja deix\u00e1-lo de lado. Tratar o problema por um outro lado.<\/p>\n<p>Estilos alternativos, que minimizam os impactos humanos negativos tem se tornado comum. Pol\u00edticas p\u00fablicas, privadas e particulares que alastrem e modos de vida condizentes com um planeta finito tem de ser promovidos e valorizados.<\/p>\n<p>Seres humanos podem e sabem viver com menos. E menos n\u00e3o significa uma vida de priva\u00e7\u00f5es, mas ter ao dispor mais bens dur\u00e1veis e menos descart\u00e1veis. Ter mais m\u00e1quinas que potencializem efici\u00eancias de toda natureza, gerar menos lixo, viver em cidades mais densas e com pr\u00e9dios mais de acordo com o ambiente local, etc.<\/p>\n<p>O concreto e o a\u00e7o que abriga a tantos e os combust\u00edveis f\u00f3sseis que transportam muitos est\u00e3o a\u00ed, tamb\u00e9m est\u00e3o presentes as energias renov\u00e1veis e meios de transporte sustent\u00e1veis. A li\u00e7\u00e3o das formigas \u00e9 simples, ou bem sabemos usar os recursos finitos do planeta de maneira inteligente, ou quando chegarem os efeitos do caos clim\u00e1tico, os seres humanos ser\u00e3o como as cigarras que na abund\u00e2ncia comemoram e na escassez sofrem e definham. Melhor para n\u00f3s se soubermos ser um pouco mais como as formigas.<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;<br \/>\nLeituras complementares:<br \/>\n&#8211; <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/blog\/denis-russo\/ideias\/hitler-formigas-e-transicoes\/\">Hitler, formigas e transi\u00e7\u00f5es por Denis Russo Burgiermann<\/a> &#8211; H\u00e1 uma infesta\u00e7\u00e3o de humanos na Terra e \u00e9 isso a causa de todo o resto dos problemas.<br \/>\n&#8211; <a href=\"http:\/\/sheldonbrown.com\/bridgestone\/1994\/pages\/06.htm\">Make it last, por Peter Egan<\/a>. As habilidades de um holand\u00eas de dar durabilidade ao que ele j\u00e1 tinha.<br \/>\n&#8211; <a href=\"http:\/\/revistaepoca.globo.com\/Revista\/Epoca\/0,,EMI113617-15227,00-DINHEIRO+PARA+QUE.html\">Dinheiro? Para qu\u00ea? por Rodrigo Turrer<\/a> &#8211; O irland\u00eas Mark Boyle viveu um ano sem um tost\u00e3o para convencer o mundo de que dinheiro \u00e9 bobagem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/?p=773\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[15,34],"class_list":["post-773","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","tag-historia","tag-meio-ambiente"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/773","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=773"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/773\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16808,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/773\/revisions\/16808"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}