{"id":7954,"date":"2016-06-30T22:38:31","date_gmt":"2016-07-01T01:38:31","guid":{"rendered":"http:\/\/transporteativo.org.br\/wp\/?p=7954"},"modified":"2016-06-30T22:38:31","modified_gmt":"2016-07-01T01:38:31","slug":"bicicletas-publicas-sao-mais-seguras-que-as-particulares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/?p=7954","title":{"rendered":"Bicicletas p\u00fablicas s\u00e3o mais seguras que as particulares"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/transporteativo.org.br\/wp\/blog\/uploads\/2016\/06\/bicicletas-publicas-copacabana.jpg\" alt=\"bicicletas-publicas-copacabana\" width=\"596\" height=\"345\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7955\" \/><\/p>\n<p>J\u00e1 foram mais de 35 milh\u00f5es de viagens em bicicletas p\u00fablicas nos Estados Unidos e nenhuma ocorr\u00eancia fatal. Um estudo recente foi atr\u00e1s dos motivos para as estat\u00edsticas mais favor\u00e1veis. Afinal, na terra do autom\u00f3vel, s\u00e3o 21 ocorr\u00eancias fatais com ciclistas para cada 100 milh\u00f5es viagens em bicicletas particulares.<\/p>\n<p>Sim, infelizmente houveram ocorr\u00eancias graves com pessoas usu\u00e1rias de sistemas p\u00fablicos de bicicleta. Mas o que se comprovou at\u00e9 agora \u00e9 que no geral essas pessoas, de maneira geral, envolvem-se menos em batidas, quedas e atropelamentos enquanto pedalam.<\/p>\n<p>O mist\u00e9rio estava nos n\u00fameros, mas a resposta veio atrav\u00e9s de um olhar detalhado nos ciclistas. A conclus\u00e3o passa por cinco pontos principais.<\/p>\n<p><strong>Cinco motivos porque bicicletas p\u00fablicas s\u00e3o mais seguras<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><strong>O desenho importa muito<\/strong> &#8211; As bicicletas compartilhadas dispon\u00edveis no Estados Unidos al\u00e9m de robustas (e pesadas), tem tamb\u00e9m diversos detalhes de projeto que a fazem mais seguras. O principal deles, comum tamb\u00e9m nos sistemas brasileiros, \u00e9 que elas s\u00e3o em geral lentas. Al\u00e9m disso, s\u00e3o coloridas, chamativas e favorecem uma postura mais ereta, todos elementos que facilitam a visibilidade por parte de motoristas<\/li>\n<li><strong>As viagens s\u00e3o feitas, em geral, em zonas centrais densas<\/strong> &#8211; Outro fator tamb\u00e9m comum nos EUA e no Brasil, \u00e9 que as esta\u00e7\u00f5es de bicicletas p\u00fablicas est\u00e3o majoritariamente concentradas em regi\u00f5es densas. Locais com mais tr\u00e1fego motorizado, mas sobretudo com velocidades mais lentas e motoristas mais atentos \u00e0 presen\u00e7a de pedestres, ciclistas e outras &#8220;interfer\u00eancias no vi\u00e1rio&#8221;. Acima dos 50km\/h colis\u00f5es de motoristas com ciclistas tornam-se mais comuns (e mais graves). Sendo o &#8220;fator humano&#8221;, em especial a desaten\u00e7\u00e3o de motoristas, um motivo not\u00f3rio para atropelamentos e batidas, ruas repletas de gente s\u00e3o mais seguras<\/li>\n<li><strong>Quem pedala \u00e9 mais inexperiente, e isso tem algumas vantagens<\/strong> &#8211; Bicicletas p\u00fablicas s\u00e3o utilizadas muitas vezes por ciclistas novatos ou simplesmente inexperientes. A falta de traquejo no tr\u00e2nsito \u00e9 um grande motivo para aten\u00e7\u00e3o redobrada e uma postura mais previdente. Pela maior avers\u00e3o ao risco, esses ciclistas tendem a ficar mais seguros. Os dados s\u00e3o um pouco controversos, j\u00e1 que a pouca pr\u00e1tica tamb\u00e9m pode ser um fator de risco em si.<\/li>\n<li><strong>Bicis compartilhadas s\u00e3o mais seguras, mesmo com baixo uso do capacete<\/strong> &#8211; Sim, existem pessoas que saem de casa caminhando com um capacete na m\u00e3o para utilizar uma bicicleta p\u00fablica. Mas esse comportamento \u00e9 uma completa exce\u00e7\u00e3o. Esse comportamento da maioria em deixar o cabelo ao vento enquanto pedalam n\u00e3o tem qualquer impacto na seguran\u00e7a. Pode, inclusive ajudar, afinal motoristas tem uma tend\u00eancia a manterem-se mais distantes de ciclistas sem capacete. At\u00e9 porque, o capacete nunca ajudou ningu\u00e9m a n\u00e3o sofrer uma queda ou colis\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Ainda n\u00e3o est\u00e1 claro se bicis p\u00fablicas geram &#8220;seguran\u00e7a na quantidade&#8221;<\/strong> &#8211; V\u00e1rios estudos apontam que um aumento de ciclistas nas ruas n\u00e3o significa aumento equivalente no n\u00famero de ocorr\u00eancias graves envolvendo bicicletas. No estudo conduzido nos EUA essa correla\u00e7\u00e3o, quando se trata de usu\u00e1rios de bicis p\u00fablicas, \u00e9 mais direta. Com mais gente pedalando as compartilhadas sendo diretamente equivalente ao n\u00famero de ocorr\u00eancias registradas com elas. Talvez simplesmente ainda n\u00e3o tenhamos um n\u00famero suficientemente grande para obter os benef\u00edcios gerais de seguran\u00e7a necess\u00e1rios.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Esse post \u00e9 uma tradu\u00e7\u00e3o adaptada de um texto no site Vox. Para quem entende ingl\u00eas vale ler o original: &#8220;A new study looks at why bike share is so much safer than regular biking&#8221;, que t\u00eam uma s\u00e9rie de refer\u00eancias. O resumo em v\u00eddeo \u00e9 especialmente impec\u00e1vel.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PgJo7GnGorg?rel=0\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/?p=7954\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[47,12,35],"class_list":["post-7954","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mobilidade","tag-bicicletas-publicas","tag-estudos","tag-seguranca"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7954","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7954"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7954\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7954"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7954"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7954"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}