{"id":842,"date":"2010-04-27T00:01:09","date_gmt":"2010-04-27T03:01:09","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.transporteativo.org.br\/2010\/04\/27\/pela-manutencao-lei-inercia\/"},"modified":"2010-04-27T00:01:09","modified_gmt":"2010-04-27T03:01:09","slug":"pela-manutencao-lei-inercia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/?p=842","title":{"rendered":"Pela manuten\u00e7\u00e3o da lei da in\u00e9rcia"},"content":{"rendered":"<p>Uma lei no estado de Idaho nos Estados Unidos existe desde os anos 1980 e permite que ciclistas cruzem sem parar por placas de &#8220;pare&#8221;. \u00c9 poss\u00edvel tomar tal atitude com seguran\u00e7a pela visibilidade e agilidade que um ciclista em movimento tem. Sem barreiras ao olhar, \u00e9 poss\u00edvel definir quando e se \u00e9 poss\u00edvel parar em um determinando cruzamento, tudo em nome da in\u00e9rcia.<\/p>\n<p>Abaixo um v\u00eddeo explicativo demonstra a simplicidade do conceito e a necessidade de se adotar regra semelhante no estado de Oregon. Infelizmente a legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi aprovada, o que faz do pequeno Idaho pioneiro e \u00fanico em possibilitar que o ciclista julgue se \u00e9 necess\u00e1rio ou n\u00e3o seguir a orienta\u00e7\u00e3o de parar.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/player.vimeo.com\/video\/4140910?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0\" width=\"560\" height=\"322\" frameborder=\"0\" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen><\/iframe><\/p>\n<p>Uma tradu\u00e7\u00e3o aproximada:<\/p>\n<blockquote><p>A bicicleta \u00e9 provavelmente o meio de transporte mais eficiente jamais inventado.<\/p>\n<p>Um ciclista mediano gera apenas 100 watts de pot\u00eancia, aproxidamente a mesma energia necess\u00e1ria para acender um l\u00e2mpada. Compare isso com a pot\u00eancia m\u00e9dia de um autom\u00f3vel, o suficiente para ligar 100.000 l\u00e2mpadas. E ainda assim, uma bicicleta pode ser uma alternativa vi\u00e1vel ao autom\u00f3vel.<\/p>\n<p>A efici\u00eancia da bicicleta \u00e9 quase inteiramente dependente da sua in\u00e9rcia. Uma bicicleta em movimento funciona no seu pico de efici\u00eancia. At\u00e9 mesmo quando diminui a velocidade, ela continua eficiente. Somente uma parada por completo acaba com toda a energia dispon\u00edvel para o ciclista. Por conta disso, os ciclistas fazem o poss\u00edvel para manter sua in\u00e9rcia e usar da maneira mais eficiente poss\u00edvel os seus 100 watts de pot\u00eancia.<\/p>\n<p>Mesmo que desejem manter-se em movimento, a maioria dos ciclistas se aproxima de cruzamentos de parada obrigat\u00f3ria com o m\u00e1ximo de cuidado. Nem que seja pela no\u00e7\u00e3o de que eles tem mais a perder em caso de colis\u00e3o. A maioria dos ciclistas se aproxima de uma placa de &#8220;Pare&#8221; com a cautela que aprenderam nas li\u00e7\u00f5es da autoescola (*). Eles diminuem a velocidade, olham para a esquerda, depois para a direita e para a esquerda novamente. Antes de prosseguir, eles se asseguram de que a passagem est\u00e1 livre e de que tem a prefer\u00eancia no cruzamento. Muitos, ou at\u00e9 mesmo a maioria, s\u00e3o capazes de fazer tudo isso e ainda preservar um m\u00ednimo de in\u00e9rcia. Essa aproxima\u00e7\u00e3o de uma placa de &#8220;pare&#8221; \u00e9 conhecida como &#8220;parada em movimento&#8221;.<\/p>\n<p>A &#8220;lei do Idaho&#8221; iria permitir que ciclistas tratassem uma placa de &#8220;pare&#8221; como uma de &#8220;d\u00ea a prefer\u00eancia&#8221;. Iria portanto legalizar essa pr\u00e1tica corriqueira de &#8220;paradas em movimento&#8221;. Por conta disso iria tamb\u00e9m incentivar o uso seguro e eficiente da bicicleta como meio de transporte. A seguran\u00e7a da proposta \u00e9 inquestion\u00e1vel, j\u00e1 que se baseia em uma lei existente h\u00e1 mais de 27 anos no Idaho. E o hist\u00f3rico de seguran\u00e7a no tr\u00e2nsito para bicicletas \u00e9 excelente no estado. Mesmo sendo majoritariamente rural, Idaho \u00e9 um bom comparativo com o Oregon, j\u00e1 que Boise (a maior cidade no Idaho) seria a segunda mais populosa cidade no Oregon.<\/p>\n<p>\u00c9 bom lembrar que nem a lei do Idaho, nem a lei de Oregon permitem que um ciclista atravesse um cruzamento em alta velocidade. Cruzar direto por uma placa de &#8220;pare&#8221; \u00e9 perigoso, inconsequente e desrespeitoso com o direito dos outros.  Na lei do Oregon, a multa para tal infra\u00e7\u00e3o seria ainda mais alta do que no Idaho. <\/p>\n<p>Por fim alguns exemplos como a lei do Idaho funciona na pr\u00e1tica. Em resumo, o ciclista s\u00f3 tem o direito de &#8220;parar em movimento&#8221; quando o cruzamento est\u00e1 livre de pedestres e ciclistas e ele tem a prefer\u00eancia.  Em todos os casos, a placa para passa a significar &#8220;d\u00ea a prefer\u00eancia&#8221;. <\/p>\n<p>A lei do Idaho iria simplesmente assegurar que usar uma bicicleta continue t\u00e3o seguro quanto \u00e9 agora, mas mais eficiente, prazeroso e portanto mais vi\u00e1vel com um meio de transporte limpo, saud\u00e1vel e de baixo impacto.<\/p><\/blockquote>\n<p>(*) <em>A maioria dos motoristas norte-americanos aprende a dirigir na escola e portanto \u00e9 comum que mesmo ciclistas tenham no\u00e7\u00f5es de dire\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 uma carteira de habilita\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>A abordagem dinamarquesa foi ainda mais eficiente, com uma &#8220;onda verde&#8221; que assegura que o ciclista que mantiver uma velocidade constante n\u00e3o ir\u00e1 parar nunca no principal eixo ciclovi\u00e1rio de acesso ao centro de Copenhague. Confira o post &#8220;<a href=\"http:\/\/blog.transporteativo.org.br\/2008\/10\/15\/prioridade-absoluta\/\">Prioridade absoluta para bicicletas<\/a>&#8220;.<\/p>\n<p>Relacionados:<br \/>\n&#8211; <a href=\"http:\/\/blog.transporteativo.org.br\/2010\/04\/20\/superpoderes-ciclisticos-pensamento\/\">Superpoderes Cicl\u00edsticos: atingir a velocidade do pensamento<\/a><br \/>\n&#8211; <a href=\"http:\/\/blog.transporteativo.org.br\/2007\/07\/09\/simbolo-liberdade\/\">S\u00edmbolo de Liberdade<\/a><br \/>\n&#8211; <a href=\"http:\/\/blog.ta.org.br\/2007\/04\/25\/liberdade-propulsao\/\">A Liberdade da Propuls\u00e3o Humana<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/?p=842\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[7,8],"tags":[68,11,33,12,13,18,32],"class_list":["post-842","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mobilidade","category-planejamento-cicloviario","tag-acalmia-no-transito","tag-ativismos","tag-cultura","tag-estudos","tag-lei","tag-ser-ciclista","tag-videos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/842","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=842"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/842\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=842"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=842"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/transporteativo.org.br\/ta\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=842"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}