Reduza, Reuse, Cicle

A bicicleta é a máquina de transportar pessoas mais eficiente que a humanidade foi capaz de desenvolver até hoje. Menos calorias por quilômetro do que o milenar caminhar. Mas a junção de catraca, coroa e uma corrente impulsionando uma roda de bicicleta é capaz de muito mais. Gerar energia elétrica para uma casa. Tudo isso foi feito com materiais reaproveitados, criatividade e dedicação de um grupo.

Saiba como fazer seu gerador de “energia alternativa limpadora” e confira os vídeos que ensinam como fazer uma pequena turbina hidroelétrica com partes de bicicleta.


Manual e vídeos vistos primeiro no twitter da @Gira_me.

Super Poderes Ciclísticos: Pertencimento

O uso da bicicleta no meio urbano tem um papel fundamental em reconstruir individualmente o olhar. Quem pedala não é simplesmente mais saudável e pontual, mas principalmente passa a olhar para o ambiente onde vive de uma maneira distinta. As ruas deixam de ser apenas local de passagem rumo a um destino, passam a ser parte indissociável do diário ir e vir.

A cada dia, em cada rua que um ciclista cruza, por breves instantes, o asfalto pertence a quem pedala e vice-versa. A bicicleta é o único veículo capaz de tornar seu usuário proprietário e propriedade do espaço onde circula. Essa ligação efêmera se desfaz e se renova a cada giro dos pneus e segue. Sem deixar marcas, mas capaz de mudar para sempre o olhar de quem se locomove nas duas rodas a pedal.

Mais: Super Poderes Ciclísticos

Transporte de Carga

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A bicicleta é também um excelente Veículo Urbano de Carga (VUC). Uma relação perfeita de peso e potência. Grandes volumes, caixotes e até um sofá. Tudo cabe em uma bicicleta.

A opção pelas magrelas tem fortes implicações econômicas. Uma barra-forte com freios de varão, uma mountain bike com bagageiro ou uma cargueira com aro 20 na dianteira. Veículos com preços acessíveis, ou até mesmo esquecidos sob uma grossa camada de pó. Podem simplesmente sair as ruas e levar o que a imaginação for capaz.

Visibilidade

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Números podem esconder dimensões humanas. Quantidade não pode medir felicidade ou satisfação. Centenas de milhares de paulistanos vão e vem para o trabalho todos os dias pedalando. Economia, talvez. Pelo meio ambiente, quem sabe. Pelo prazer, certamente. No entanto muito há para ser feito para induzir mais viagens em bicicleta por mais pessoas, mais vezes.

São Paulo ganhou pintura nova em grandes avenidas de uma área nobre da cidade. Uma grande bicicleta estampada no asfalto e a indicação de dia e horário. Domingo das 7h às 12h. Pouco ainda, um projeto piloto apenas. Mas uma iniciativa que já reverbera na grande mídia e que ajuda a cumprir uma missão hérculea para todos os que promovem a qualidade vida: dar visibilidade aos ciclistas.

Visibilidades se somam. O poder público age em seu próprio ritmo e a sociedade civil pressiona, demanda e até mesmo viabiliza iniciativas que aos poucos reverberam e promovem a qualidade de vida para todos. Sem líderes e sempre em consenso, a Bicicletada Paulistana em sua edição de agosto tomou o rumo do parque das Bicicletas para preencher os espaços vazios no asfalto sinalizado com bicicletas de verdade.

Números apontam 4 milhões de bicicletas esquecidas em garagens na cidade de São Paulo. São também mais de 300 mil viagens por dia em bicicleta e 700 mil aos fins de semana. Mas quando os números ganham as ruas em uma massa coesa, a alegria toma conta.