Capacetes e Cabelos

[photopress:Prep_HH.jpg,full,centered]

Imagem do Video.

Os ciclistas que utilizam o capacete costumam apresentar pequenas deformações no penteado. A expressão para traduzir esse inconveniente poderia ser “Cabeça de Capacete” (CC), ou “Helmet Head” em inglês. Para resolver o problema foi criada a revolucionária loção “Preparado CC”, ou “Preparation HH”. O vídeo abaixo é em inglês, mas as imagens falam por si.

Depois de 20 milhas sem a loção, o cabelo fica uma droga. Ao usar o preparado antes das pedaladas, tudo muda de figura e o penteado permanece perfeito.

Assista em quicktime:

 

Uma produção Biketv.org. Mais vídeos aqui.
Também disponível no Youtube.

Pela simplicidade

A bicicleta é filha da revolução industrial. No entanto, nenhuma invenção foi mais bem sucedida no uso de energia para o deslocamento.

[photopress:bicis_antigas.jpg,resized,centered]

Imagem de Joaquín Barroso Marín

A força do próprio corpo e uma máquina inventada no século XIX são muito mais que eficientes, são ícones de uma necessidade humana ainda nova. Pedalar é usar a inteligência da espécie com vistas a se adequar as necessidades cíclicas da natureza.

Sem marchas, sem motor. Apenas duas rodas dentadas ligadas por uma corrente maximizam a força das pernas gerando um movimento contínuo. Quanto mais simples e incorporada ao dia a dia, melhor para todos.

Um livro chamado “A Bicicleta: Veículo para um Planeta Pequeno” (Marcia Lowe, The Bicycle: Vehicle for a Small Planet. Worldwatch Institute, 1989) aponta as bicis como a maneira mais energeticamente eficiente de se deslocar pessoas.

> mais documentos do World Watch Institute sobre Transporte.

> World’s Most Energy Efficient Vehicle? A Bicycle – treehugger.com

Formas de Ação

Os ativismos podem ser de diversas formas e têm raízes históricas que não cabe aqui ilustrar. Resumidamente, grupos de ação da sociedade civil buscam representar o povo de uma maneira diversa em relação aos governos estabelecidos. Um pequeno parágrafo no livro de treinamento “Sensibilização Cidadã e Mudança de Comportamento” escrito por Carlos F. Pardo do GTZ:

Normalmente espera-se dos governos que sejam mais “diplomáticos” enquanto a sociedade civil deve ser mais “ativista”. No entanto, se ambos os atores políticos puderem agir em sinergia, ações puramente ativistas podem não ser necessárias. Medidas mais formais e diplomáticas tornam-se preferíveis. Caso ambos os grupos possam trabalhar juntos, fica mais fácil promover ações que tragam resultados mais coerentes.

A foto que ilustra esse parágrafo é de Sérgio Jr. e foi publicada no Jornal do Brasil na reportagem “Bicicletas, o jeito ecológico de ir e vir“. A legenda no livro diz: “O grupo brasileiro Transporte Ativo desenvolve diversas ações para promover o uso da bicicleta, inclusive gerando mudanças nas regulações de transporte em suas cidades.”

Numa sociedade democrática, todos têm voz. Tanto para eleger representantes, quanto para pressioná-los. No entanto, mais produtivo para todos é minimizar os conflitos e buscar sempre a maneira conciliatória de dialogar.

[photopress:GTZpg9.jpg,resized,centered]

> O GTZ chama-se: Gesellschaft fur Technische Zusammenarbeit GmbH. Eles se auto-definem como um grupo mundial de cooperação para o desenvolvimento sustentável.

> O livro de treinamento que aparece acima está disponível através do site do SUTP, que requer cadastro. Vale a pena conhecer o trabalho desse braço do GTZ. Está disponível em inglês como: “Training Course on Public Awareness and behavior change“. Ou em espanhol: “Curso de entrenamiento en Sensibilización Ciudadana y Cambio de Comportamiento“.

> Mais informações sobre Ativismo na Wikipedia (em inglês).

Ultrapassagem

 

Uma boa segurança no trânsito para os ciclistas também depende dos motoristas. Por isso, o artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) diz que:

Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta:

Infração – média;

Penalidade – multa.

Já o artigo 220:

Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito:

(…)

XIII – ao ultrapassar ciclista:

Infração – grave;

Penalidade – multa;

XIV – nas proximidades de escolas, hospitais, estações de embarque e desembarque de passageiros ou onde haja intensa movimentação de pedestres:

Infração – gravíssima;

Penalidade – multa.

Em ruas muito estreitas, com passagem para um só veículo, a bicicleta tem, portanto, direito a tomar a faixa. Naturalmente a gentileza de ceder passagem assim que possível ameniza o convívio com os motoristas.

As placas que ilustram esse post buscam reforçar o bom senso que é sempre o foco em qualquer legislação de trânsito. O veículo mais pesado deve zelar pela segurança do mais leve.

“Biciclistas têm direito à faixa inteira. Mude de faixa para ultrapassar”.

Redescoberta da Energia Humana

[photopress:bicyclopolis.jpg,resized,centered]

Imagem: Bicyclopolis

As emissões de CO2 tem sido atacadas principalmente através do Protocolo de Quioto, que a União Européia anunciou que cumprirá. No entanto, a humanidade terá de rumar firme para um futuro mais limpo numa integração mais saudável com o meio ambiente.

Em um exercício de futurismo é difícil imaginar a civilização humana em uma era pós-petróleo. Mesmo para os que não lêem inglês, vale conferir o site Bicyclopolis. Desenhos sombrios mostram um futuro de cidades desertas cobertas de escombros. Asfalto, concreto e aço sem brilho. Mas em meio ao caos, resplandece a tão querida magrela movida a propulsão humana. O meio de transporte do futuro, até mesmo mesmo em um futuro sombrio.