Congreso Latinoamericano de Transporte Público e Urbano

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Estão abertas as inscrições para propostas para o XIV CLATPU – Congreso Latinoamericano de Transporte Público e Urbano. Ele será entre 20 e 24 de Novembro de 2007 na cidade do Rio de Janeiro, Brasil e se realizará em conjunto com o XXI ANPET (18 a 21 de Novembro), congresso científico anual organizado pela Associação Nacional de Pesquisa e Ensino de Transportes do Brasil.

O tema central do congresso:

Transporte, integração e mobilidade: desafios para um desenvolvimento socialmente inclusivo na América Latina.

As propostas poderão ser enviadas até 31 de março de acordo com os seguintes temas:

1. Planejamento e Economia de Transporte
2. Modelagem de Redes de Transporte
3. Trânsito e Transporte Urbano
4. Gestão e Operação de Sistemas de Transporte Público
5. Políticas Sustentáveis de Transporte
6. Transporte e Uso do Solo
7. Transporte e Ambiente
8. Financiamento do Transporte e Parceria Público-Privada
9. Aspectos Regulatórios e Institucionais
10. Capacitação de Recursos Humanos
11. Transporte e Exclusão Social
12. Transporte e Integração regional
13. Transporte Urbano de Mercadorias

Maiores informações através do site.

SP: Metrô e CPTM liberam acesso de usuários com bicicletas

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Foto: Flávio Xavero no Apocalipse Motorizado

Novidades em SP!

Os ciclistas poderão circular, a partir de sábado, com bicicletas no Metrô de São Paulo e nos Trens da CPTM. Eles poderão entrar nas estações aos sábados, das 15h às 20h, e aos domingos e feriados, das 7h às 20h. A bicicleta deverá ser transportada ao lado do corpo, não sendo permitido montá-la durante a permanência nas dependências das estações, incluindo passarelas e rampas de acesso.
Leia a matéria completa no Notícias Terra
E ainda no ültimo segundo. E no site da CPTM.

Que sirva de exemplo para outras cidades brasileiras, inclusive o Rio de Janeiro, aonde nos Trens não é permitido, no Metrô já é permitido aos domingos e feriados, desde que não haja “clássico” do futebol no Maracanã, não permitem aos sábados e não tem nenhuma sinalização indicativa ou educativa.

Pesquisa Ciclística

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Imagem Divulgação

Uma empresa de comunicação está fazendo um levantamento sobre o ciclismo urbano com a intenção de quantificar as necessidades e os hábitos de todos aqueles que objetivam viver numa cidade com menos tráfego, menos poluição e menos violência.

Aos que pedalam, ou gostariam de pedalar mais em nossas cidades, fica o convite para responder a um breve questionário.

Rio de Janeiro e o Aquecimento Global

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Foto Edu

O Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro publicou hoje uma notícia sobre o “Protocolo de Intenções do Rio”. Através desse documento, a prefeitura promete unir esforços no combate ao aquecimento global.

O setor de transportes é um dos pontos prioritários para as ações da Prefeitura que, para reduzir a emissão de gases que promovem o aquecimento global, vai criar redes especiais de integração formadas pela Supervia (trens), Metrô e corredores especiais para ônibus de alta capacidade, além de outras medidas para racionalizar o serviço de ônibus.

Um menor número de ônibus circulando certamente irá contribuir para a diminuição da poluição nas cidades. São aproximadamente 8 mil ônibus à diesel que realizam mais de 5 milhões de viagens diariamente. Trata-se do meio de transporte motorizado mais utilizado para o deslocamento dos cariocas. Os automóveis particulares infelizmente não entraram na conta da prefeitura. São quase 2 milhões deles emitindo uma quantidade muito maior de CO2 por passageiro por quilômetro..

Fica a sugestão para que a Prefeitura busque não apenas racionalizar a frota de ônibus da cidade do Rio de Janeiro, mas também, criar incentivos para que cada vez mais motoristas usem menos seus carros. Afinal, segundo dados oficiais, a frota ciclística é de aproximadamente 4 milhões que realizam menos de 700 mil viagens por dia.

Não se trata de uma campanha “anti-automobilista”. Esses cidadãos são também consumidores e parceiros na mudança da realidade urbana que se faz necessária. Têm portanto direito a voz num debate sobre a mobilidade na cidade. Eles precisam ser ouvidos para que possam ajudar a definir soluções para seus problemas. Têm também que obter ajuda para superar o medo de romper barreiras que aumentariam a qualidade de vida de todos. Dada as enormes perdas geradas pelos congestionamentos hoje, buscar alternativas não é tarefa difícil. Basta que se criem condições adequadas para a reflexão e a transição para o uso de meios de transporte mais sustentáveis e menos danosos ao meio ambiente.

> A biblioteca da Transporte Ativo traz alguns artigos que complementam a discussão acerca do tema. Dois deles merecem destaque:
O papel da bicicleta para a mobilidade urbana e a inclusão social – do saudoso Sergio Bianco
Os Automóveis e o Meio Ambiente – Fábio Angeoletto e Patrícia Pinheiro

> Confira a notícia sobre o decreto da Prefeitura no DO.

> A íntegra do “Protocolo de Intenções do Rio“.

Planejamento Cicloviário

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Foto Zé Lobo

A defesa de ciclovias costuma ser uma grande bandeira para a promoção do uso da bicicleta como meio de transporte. No entanto, mais do que simplesmente espaços segregados para os meios de transporte à propulsão humana, deve-se pensar em planejamento cicloviário.

Cinco exigências podem resumir a questão de maneira bastante direta na execução de qualquer projeto de ciclovia ou que simplesmente vise o incentivo ao uso da bicicleta. São eles:

1. Segurança Viária

Todo o planejamento e desenho da infra-estrutura cicloviária tem de ser pensando em conjunto. Redes viárias, pisos de qualidade e cruzamentos que não gerem riscos. Tudo deve garantir deslocamentos seguros para todos os usuários, sejam ou não ciclistas.

2. Rotas diretas/rapidez

Nesse caso tudo deverá ser pensado com o objetivo de minimizar o tempo e o esforço necessário para os deslocamentos por bicicleta. Como a água segue sempre o caminho mais curto e rápido, assim devem ser as rotas cicloviárias de qualidade.

3. Coerência

Ser coerente implica em manter não só uma unidade visual em relação a sinalização e pisos, mas também em rotas completas e fáceis de serem seguidas.

4. Conforto

Para que mais pessoas utilizem a bicicleta com meio de transporte, o fato das vias serem confortáveis certamente representa um fator fundamental. Atingir esse objetivo primordial, requer poucas paradas, piso de qualidade, largura adequada, proteção das intempéries sempre que possível e que o ciclista nunca seja forçado a desmontar da bicicleta durante seu deslocamento.

5. Atratividade

A atratividade requer um grande esforço no planejamento, mas certamente é a mais fácil de visualizar como necessária. Quem não usa a bicicleta como meio de transporte se sentirá convidado a fazê-lo quanto mais atrativa for a infra-estrutura. Para isso, deve-se pensar em rotas que cruzem ambientes diversificados, agradáveis, que não coincidam com vias arteriais de trânsito motorizado e por fim, que não seja zonas inseguras em relação à criminalidade.

Um vídeo feito na cidade de Nova Iorque exemplifica diversas situações de conflito vividas num ambiente que ainda requer um grande esforço no campo do planejamento cicloviário.

– Esse texto foi baseado na apresentação do Engenheiro do I-Ce Jeroen Buis (“As 5 principais exigências para o planejamento cicloviário“) durante o Curso de Planejamento Cicloviário realizado na cidade de Guarulhos em agosto de 2006.