Fixação Ciclística

Simples e capazes de sofisticados movimentos, são as bicicletas de pinhão fixo. Chamadas “fixies” em inglês, são populares em Tóquio, Nova Iorque, Londres, Budapeste e etc… e se alastram mais e mais. Dois blogs no Brasil são focados nesse tipo de magrelas, o RodaFixa e o FixaSampa.

As fixas no entanto representam o tipo mais antigo de bicicletas, antes da invenção da roda livre. Já são mais de 110 anos de manobras. Desde 1899 até os dias de hoje.

Filmadas por Thomas Edison:

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Reconstruindo o Mundo

Brooke Fraser é uma cantora gospel da Nova Zelândia que, além de ter um rosto bonito e uma voz marcante, usa seu sucesso para ajudar as vítimas de genocídio na África.

Albertine, canção mostrada no videoclipe, foi escrita em homenagem a uma menina órfã que Brooke Fraser encontrou em Ruanda. Ao som de versos fortes como

agora que eu já vi
sou responsável
a fé sem atos é morta

o vídeo traz imagens das pessoas de Ruanda, com rostos sofridos e marcados. Ao mesmo tempo, mostra cenas com bicicletas, algumas singelas e até belas, como a sequência no final do clipe.

Num mundo destruído que se reconstrói, a bicicleta está presente e ajuda seguir em frente.

Veja mais:

Dilemas na Vida de um Ciclista

Pedalar pode ser vício, os benefícios para a saúde, o prazer, as doses regulares de endorfina. A felicidade e a alegria de mover-se rápido para qualquer lugar. Em casos mais graves, um ciclista é capaz do inimaginável, horas a fio pedalando sem parar só porque é bom.

Face a apelos tão fortes, prazeres tão irresistíveis é comum o dilema, casar-se ou comprar um bicicleta. O twitter que o diga, a frase é dita todos os dias, pelos mais diversos motivos.

O site squidoo.com dá três motivos a mais para amar a bicicleta:

– É um investimento que vale a pena
– Versatilidade é Fundamental
– Vá mais longe

Por fim, experimente o ambiente ao seu redor de uma maneira só possível de bicicleta. “Sinta o cheiro da grama, sinto o vento em seu rosto, abrace a água que bate nos calcanhares. Ame cada pedalada, ame cada segundo pedalando.”

Bicicletas no Banco Central

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O uso da bicicleta pelos servidores do Banco Central, em Brasília, aumentou bastante nos últimos anos.

Por meio de uma rede informal de comunicação entre colegas da instituição, o uso da bicicleta tem sido discutido e difundido. Havia um bicicletário tipo “escorredor de prato”, muito inadequado, preferíamos amarrar as bicicletas na grade. Juntamos forças e começamos a pressionar a administração predial do BC para reformar o bicicletário antigo.

Reclama daqui, conversa dali, conseguimos inserir a reforma do bicicletário dentro da reforma geral do estacionamento externo do Banco. Por uma conspiração do destino, o engenheiro à frente das obras no BC é ciclista e topou o desafio. Faz uns dois anos que estamos nesta lida, que passou por processo de licitação, discussão do melhor modelo, demora da empresa contratada para entregar os suportes…

O novo bicicletário foi matéria de capa na intranet do Banco Central.
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Este bicicletário foi uma sucessão de força, persistência, sorte e oportunidades. Sempre na base do pensamento positivo e atitudes positivas. Atualmente é um dos melhores do DF, o primeiro que usou o suporte em U invertido. Foram instalados 3 conjuntos de suportes: 2 no estacionamento do Banco e um conjunto aberto ao público, no canteiro central em frente ao Edifício-Sede.

A novidade foi divulgada por um vídeo muito interessante, feito pela TV Bacen, e que pode ser conferido clicando aqui.

O Valor de Andar a Pé

O ato de caminhar é a mais primordial forma de deslocamento do ser humano. Foi com os pés que dominamos o mundo e hoje no zoológico urbano em que a maioria da nossa espécie vive, caminhando descobrimos nossos arredores mais imediatos. Indo e vindo, movidos pelas próprias forças andamos até a padaria, a um restaurante na esquina ou ao cabeleireiro.

Caminhar é um ato que carrega consigo uma alta simbologia, a passos lentos e ritmados somos capazes de percorrer grandes distâncias. No entanto em nossas cidades o pedestre e a “caminhabilidade” tem perdido espaço para formas motorizadas de deslocamento. Ainda que as viagens a pé sejam as campeãs dos deslocamentos, mesmo em São Paulo ou no Rio de Janeiro.

Quatro pontos fundamentais acabam pondo de lado o grande valor de andar a pé. Como aponta o documento em inglês: “O Valor Econômico de Andar a Pé” de Todd Litman.

  • Primeiro, é difícil medir a “caminhabilidade”, para contar o fluxo motorizado câmeras e computadores são usados. Já o fluxo de pedestres é errático, é difuso. Levando-se em conta os atrativos de uma determinada região para que mais pessoas caminhem nela, a medição torna-se ainda mais complexa. De qualquer maneira, muito pode ser feito em prol dos pedestres.
  • Um segundo fator ajuda a deixar de lado o valor das caminhadas, o baixo status social dessa ação tão primordial. O que se convencionou definir como “progresso” está associado ao fluxo motorizado, as grandes obras. Felizmente exemplos como o de Bogotá e Seoul nos fazem lembrar que qualidade de vida também rende dividendos políticos.
  • Outro fator contrário a valorização do pedestrianismo é o baixo custo. Quem caminha não precisa se abastecer em postos de gasolina, nunca visita uma oficina mecânica para consertar o motor, nem troca pneus furados. Portanto caminhar não gera dividendos imediatos, nem faz a “roda da economia girar”. Mas essa visão é bastante míope, já que a obesidade e a poluição atmosférica causam enormes prejuízos a toda população. O pedestre portanto tem grande valor na redução de custos sociais associados a mobilidade urbana.
  • Por fim, a última barreira política a ser enfrentada é a crença de que o fluxo de pedestres “se resolve sozinho”. Certamente uma percepção errada e que felizmente tem perdido espaço entre planejadores urbanos. O pedestre é capaz de desbravar caminhos em quaisquer condições, seja em uma calçada esburacada ou em uma trilha de terra a beira de uma estrada asfaltada. Mas as consequências de deixar os atrativos para os caminhantes são graves, comunidades sem calçadas de qualidade tendem a ter mais viagens motorizadas e sofrem mais com os efeitos negativos do uso excessivo dos motores.

Dirigir ou ser passageiro é um ato transitório, todo o ser humano é pedestre. Planejar para quem caminha é portanto mais do que priorizar os mais de 30% da população cujo principal meio de transporte são os próprio pés, trata-se de pensar a cidade em função da figura mais importante no ambiente urbano, as pessoas.

Mais:
– Baixe o PDF “O Valor Econômico de Andar a Pé” de Todd Litman no site da TA.
– Saiba o índice de caminhabilidade de qualquer endereço nas 40 maiores cidades norteamericanas.