União de Ciclistas do Brasil – site

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Foi lançado o site provisório da União de Ciclistas do Brasil.

Lá estão disponíveis os membros e as diversas formas de adesão.

O endereço, o site, o logo e tudo o mais, serão desenvolvidos durante as discussões para a elaboração do estatuto, que ocorrerão durante este semestre. Quando da fundação da UCB no 3º Encontro de Cicloativismo a ser realizado no segundo semestre de 2007, entrará no ar o site definitivo.

Um selo com o logo da UCB já está no site TA. Fica o convite para que todos os parceiros também divulguem o endereço provisório da União.

Bicicletas e Barcas

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Fotos Edu

Desde o começo de 2007, entrou em vigor na linha Praça XV-Niterói das Barcas um aumento de mais de 100% para o transporte de bicicletas e grandes volumes. A tarifa cobrada além do preço da passagem era de R$ 2,10 e subiu para R$ 4,71 durante os dias de semana. Para averiguar os motivos do aumento e a política da empresa concessionária em relação as bicicletas a Transporte Ativo se reuniu com as Barcas S.A. nesta quinta-feira.

Primeiro as boas notícias. Haverão bicicletários em todas as estações. No entato, não devemos esperar que isto seja realidade nos próximos 12 meses, vide o caso Cinelândia aonde desde abril estamos pressionando a administração do estacionamento subterrâneo, tendo inclusive realizado um “test-drive” no dia 22 de setembro. Vejam o relatório e um vídeo.

A gratuidade continua em vigor aos sábados, domingos e feriados. No entanto, devido a casos controversmos, fica a sugestão de imprimir a página de tarifas das Barcas e levar para qualquer eventualidade.

A má notícia, é que o aumento para as bicicletas vai permanecer. Como o catamarã tem um preço promocional nas horas de pouco movimento, vamos sugerir que o mesmo seja feito para a tarifa das bicicletas.

A pressão exercida pelo Daniel Andrade, pelo Grupo Zöhrer e pela Via Pedal, rapidamente restaurou a ordem das gratuidades e facilitou o contato oficial com as Barcas S.A. Saem ganhando os ciclistas.

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> Leia o relatório completo da visita.

Capacetes e Segurança

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Foto do autor

O uso ou não de capacete é polêmico, e exatamente por isso não há opinião “certa”. Eles evoluíram muito desde aqueles modelos só de isopor, “cogumelão”, mas é sempre bom rever freqüentemente os conceitos em relação a esse equipamento. Cada pedalada é uma experiência diferente, não se pode generalizar as situações.

Quanto à questão de “usar pois assim estamos mais protegidos”, é uma meia verdade. Vejo dezenas de pessoas usando capacete, mas só uma pequena minoria usando campainha, refletores e espelho retrovisor, que têm uma eficácia muito maior. A valia desses acessórios está em prevenir o acidente, não minimizar suas conseqüências. Mesmo se formos nos ater a elas, deveríamos todos usar luvas, cotoveleiras e joelheiras, já que previnem a ocorrência de ferimentos que, mesmo de menor gravidade, ocorrem mais frequentemente.

Creio que uma das grandes vantagens da bicicleta é sua “despretensiosidade”. Todos comentamos como é fácil e gostoso simplesmente subir na bici e sair por aí. Portanto em certas situações, pra que complicar, tendo que usar capacete? Pra ir na padaria, não precisa de capacete. Precisa sim, de uma cestinha pra pôr o pão dentro, pois carregar a sacola no guidão tira o controle, é perigoso.

Outro motivo para não usar o capacete: é muito quente. Podem até tentar me convencer que os novos capacetes, com 357 aberturas de ventilação, não são quentes. Na verdade, são menos quentes e custam 700 reais, ou R$ 2 por furo de ventilação. Durante uma pedalada no ano novo, mesmo na serra catarinense o calor estava de rachar e optei por pedalar sem capacete para refrescar. Nesse momento, muito mais importante foi o boné.

Interessante como todo mundo, quando quer dar um exemplo de civilidade e uso da bicicleta, dá o exemplo da Holanda, de como eles têm intimidade com a bici, são o máximo. Vale assistir ao vídeo “Cidades Amigas da Bicicleta” e contar quantas pessoas estão usando o capacete. Claro que a realidade deles é diferente, que estão expostos a menos riscos, têm motoristas e ciclistas mais educados, vias melhores, etc. Mas não precisamos radicalizar, uma coisa é fazer um downhill a 80 km/h numa trilha cheia de pedras ou uma viagem de 200 km por uma BR, com uma bici pesando 40kg. Outra é fazer um passeio à beira-mar, de Ceci. O bom senso é nosso maior companheiro.

Uma outra questão relativa ao “pensamento único dominante” de que devemos todos, sempre, usar capacete, é que acabamos por afastar quem não faz. Acho que não podemos nos dar a este luxo, podemos sim sempre recomendar o uso, mas não obrigar e repreender. O capacete “entrou em cena” só após o mountain bike. Antes, nem os ciclistas de competição de estrada o usavam. Claro que muitos morreram e que inegavelmente é mais seguro usá-lo. Mas há uma diversidade enorme de modos como a bici é usada.

Capacete é legal, mas não é a solução do mundo. Há vida na cabeça pelada. Sentir o vento passar entre os fios de cabelo, é uma garantia de voltar à infância, pois essa é a autêntica sensação de liberdade que a bici traz. Não se prendam a dogmas.

– Mais sobre o tema em dois artigos anteriores:
Uso do Capacete” e “Capacetes e Cabelo

Complexidade minimalista

Pedais, um par de pneus com baixa calibragem, guidão largo e bons freios. Nada de marchas, nem mesmo um selim.

Trata-se de uma modalidade ciclística bastante radical chamada “Trial”. A idéia nesse caso é “negociar” maneiras de se transpor objetos construídos e naturais. Na sua vertente profissional essa variante esportiva em bicicleta parece fruto de talento divino. No entanto controle sobre os freios e equilibrar-se na bici sem por os pés no chão são manobras básicas que podem ser úteis a qualquer ciclista.

Nesse segundo vídeo, vale ouvir o estridente barulho dos freios.

Fica a recomendação:
Crianças, não façam isso no parque ao lado de casa!

Mais informações sobre Trial (em inglês).

Pedalar no Escuro

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Foto Zé Lobo

A noite é agradável companheira do ciclista urbano. Principalmente nos dias de semana. Ruas livres, mais silêncio e uma aprazível solidão. Aos que conhecem e admiram a cidade, sair de bicicleta com a benção das estrelas é um prazer inigualável.

O horário varia de acordo com as vias escolhidas. Pedalar na madrugada

A segurança viária e pessoal são fatores importantes. Enquanto durante o dia a possibilidade de ser “colhido por trás” por um automóvel varia em torno de 1%, durante a noite esse tipo de acidente passa a ser estatisticamente relevante e medidas preventivas devem ser tomadas. Refletivos e luzes na bicicleta, além de um colete reflexivo no corpo. Tudo para ver e ser visto. Em relação a segurança pessoal, seguir pelo trânsito normal dos motorizados é a melhor atitude. Num ritmo constante e silencioso, a bicicleta torna-se imune a ação de gatunos. Atenção as paradas e trechos estreitos.

Há uma maneira diferente de pedalar no escuro disponível para um grupo mais restrito. Os deficientes visuais tem sempre a possibilidade de pedalar em uma tandem, como foi relatado anteriormente. No entanto, um grupo norte-americano chamado de “Time Morcego” (Team Bat), é capaz de praticar o Mountain Bike sozinho na sua própria bicicleta. Para isso, eles utilizam o princípio da ecolocalização, ou biosonar. Através dessa técnica, os deficientes visuais tornam-se capazes de realizar atividades não esperadas.

A bicicleta serve não só para ter um olhar diferente sobre a cidade, mas também pode ser usada para abrir um mundo de possibilidades e visualizações.