A Mobilidade por Bicicleta no Brasil

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Workshop A Promoção da Mobilidade por Bicicleta no Brasil:

Com o objetivo de compartilhar a experiência adquirida em dez anos de atividades e de trocar experiências para qualificar a promoção da bicicleta no país, a Transporte Ativo convida para o Workshop “A Promoção da Bicicleta no Brasil”.

Participe com sua organização!

São 19 vagas para organizações da sociedade civil nacionais. Cada uma poderá enviar 2 representantes.
Quatro serão selecionadas para virem com despesas de viagem,  hospedagem e alimentação pagas pela organização do workshop.

Saiba mais e inscreva-se para a seleção até 5 de fevereiro 2013.

Secretaria de Transporte em bicicleta

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O Secretario de Transportes, Carlos Osório, abriu o seminário.

No final de 2012 a nova diretoria da Secretaria Municipal de Transportes do Rio (SMTR) Rio, nos chamou para dar dicas de soluções rápidas, fáceis, efetivas e de baixo custo para as bicicletas na cidade.

Oferecemos algumas opções e dentre elas, estava informar os tomadores de decisão sobre o mundo das bicicletas e da mobilidade.

Ficou decidido que haveriam seminários mensais para discutir mobilidade.  O objetivo era municiar os profissionais convidados com informações para que possam fazer uma boa gestão.

Fomos chamados para a abertura com o tema “Mobilidade por Bicicletas“. Na apresentação, falamos sobre como o Rio de Janeiro chegou ao estágio atual, o que existe por aí e dados e fatos sobre o cidade.

Para complementar nossa apresentação, convidamos o ITDP para falar sobre os princípios da mobilidade sustentável e pra encerrar Tiago Leitman, do Rio Cycle Chic, falou sobre o estilo de vida carioca

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Foram dois dias de apresentações, primeiro com os técnicos da SMTR e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAC). No segundo dia, compareceram funcionários da Empresa Olímpica, Metrô-Rio, Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconserva), Supervia e outros.

A cada novo passo, a cada evento, a cidade do Rio de Janeiro descobre o potencial e a alegria da bicicleta e em como construirmos uma cidade para seus cidadãos.

A apresentação na SMTR está disponível em nosso site.

Conhecimento em prol da bicicleta

Bicicletário da PUC, lotado diariamente

O Brasil e o mundo vivem um boom no uso da bicicleta e no aumento da infraestrutura cicloviária. Mas todo crescimento precisa vir acompanhado do devido saber teórico.

Desde 2006 a cadeira de jornalismo ambiental, ministrada pelo jornalista André Trigueiro na PUC-Rio tem sempre bicicletas em sala de aula. E todos os semestres nós da Transporte Ativo fazemos uma visita para um bate-papo sobre bicicletas e sustentabilidade. O resultado são trabalhos jornalísticos dos alunos que abordam a mobilidade humana.

Mais do que a presença na sala de aula de bicicletas e trabalhos acadêmicos, as visitas regulares tem rendido bons profissionais sensibilizados para saber lidar com o fenômeno das bicicletas. Com a vantagem de que a cada dia aumenta o número de alunos ciclistas na PUC, em todos os cursos.

No ano de 2012 a cadeira de jornalismo ambiental não foi ministrada. Mas nem por isso as bicicletas ficaram de fora da sala de aula. Esse ano elas fizeram o caminho para além das ciclovias do entorno e do bicicletário da universidade. Fomos convidados para a mesa avaliadora do trabalho final de graduação (TFG) em Arquitetura e urbanismo da aluna Marcella  Kertzman e ainda para um seminário especial no curso de Mestrado Profissional em Engenharia Urbana e Ambiental.

O TFG da Marcella foi a elaboração de um plano cicloviário completo de Madureira e nós fomos o avaliador externo na banca do orientador Pierre-Andre Martin. O projeto surpreendeu e teve como seu maior mérito o respeito aos ciclistas e as suas necessidades, algo que ainda faz falta a muitos planejadores urbanos.

Já a palestra “Bicicleta e o Futuro das Cidades” mostrou para os mestrandos em engenharia Urbana e Ambiental a importância da bicicleta para a sustentabilidade urbana. O convite partiu do coordenador Celso Romanel, foi inspirador estar próximo aos alunos e poder transmitir a simplicidade fundamental da bicicleta para as pessoas e a vida nas cidades.

Mobilidade+ Logística


O Mobilidade+ foi uma realização do Studio-X Rio e ITDP Brasil, com apoio da Comissão Andina de Fomento (CAF) e parceria de C40 Rio de Janeiro, Rede para o Transporte Sustentável de Baixo Carbono (SLoCaT), Transporte Ativo e ONU Habitat, resultando num consórcio composto por alguns dos principais atores globais em transporte sustentável e desenvolvimento urbano.

As palestras agora podem ser vistas online. Para representar a Transporte Ativo, Zé Lobo falou sobre a logística das entregas em bicicleta. Um estudo de caso pioneiro feito pela TA e que mais uma vez ganha destaque. Afinal, os milhões de quilômetros pedalados todos os anos em Copacabana são um indicador claro de qual caminho seguir para viabilizar nossas cidades.

Confiram os vídeos Mobilidade+.

Desafio intermodal, um histórico

Trajeto de deslocamento do “Desafio Intermodal” no Rio de Janeiro.

O Desafio Intermodal é uma excelente ferramenta para divulgar a necessidade de alternativas de deslocamentos para os cidadãos. Mais do que medir o tempo dos deslocamentos urbanos, ele mede as diferenças de custo e eficiência dos deslocamentos das pessoas, independente de qual modal.

No Brasil essa idéia nasceu no Rio de Janeiro, no século XX, mais precisamente em 28 de janeiro de 1993. O nome “Desafio Intermodal” só veio depois, em 2006, e vem de uma tradução livre do termo “commuter challenge”, iniciativa feita no exterior com o mesmo propósito.

Muita coisa mudou nas cidade ao longo de todos esses anos, principalmente em relação a necessidade de equacionar de maneira mais inteligente os congestionamentos. A realidade urbana das grandes cidades brasileiras é bastante similar. Em diferentes graus, todas enfrentam congestionamento e perda de qualidade de vida crescentes.

Dentro desse contexto, é natural que os desafios intermodais tenham ganho tanto espaço no século XXI. A primeira edição dessa segunda etapa histórica, teve início em 2006, no Rio de Janeiro, recebeu enorme visibilidade midiática e iniciou uma tradição, no mesmo ano São Paulo e Santo André realizaram os seus.  Desde então os resultados tem sido bastante similares, a bicicleta é sempre mais eficiente, econômica e sem emitir poluentes.

Quais são as novidades? Em São Paulo já teve até helicóptero e ainda assim a bicicleta chegou antes. Na edição de 2012 o helicóptero chegou apenas 2 minutos antes da bicicleta, mas certamente os custos financeiros, ambientais e sociais continuam proibitivos.

Alguns desafios persistem e ainda não foram equacionados, o maior deles é deixar claro que o evento não é uma corrida, mas sim um desafio cotidiano. Sendo assim, importa menos quem chega primeiro, mas sim o resultado geral e a comparação com anos anteriores bem como a detecção de distorções urbanas que precisam ser corrigidas.

Dentro dessa lógica, é mais importante medir velocidades e lançar luz sobre as dificuldades enfrentadas por pedestres, cadeirantes, ciclistas e usuários de transporte público. A única vitória possível para um desafio intermodal é que o cidadão seja privilegiado e que a circulação urbana seja cheia de opções, seguras, confortáveis, econômicas e sustentáveis.