XIII Prêmio Promovendo a Mobilidade por Bicicletas no Brasil | Inscrições abertas!

Estão abertas as inscrições para a décima terceira edição do Prêmio Promovendo a Mobilidade por Bicicleta no Brasil!
Até agora, foram 12 edições, 440 trabalhos enviados com 97 Premiações e 67 premiados, sendo 34 da Sociedade Civil,  25 de Empresas, 4 do Poder Público e 4 de Universidades.

Desde 2014, a Transporte Ativo em parceria com o Itaú Unibanco, realiza a atividade que consiste em premiar as melhores iniciativas de promoção ao uso de bicicletas no país, nas categorias, Ação Educativa e de Conscientização, Levantamento de Dados e Pesquisas, e Empreendedorismo.

Este ano a premiação, para os primeiros colocados de cada categoria, será uma viagem para os Países Baixos, Amsterdam e Utrecht, para conhecer a infraestutura local, encontrar com especialistas nas áreas dos projetos premiados, visitar a Dutch Cycling Embassy e participar do International Cargo Bike Festival.

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Boas ideias merecem ser reconhecidas e homenageadas!

Conheça os resultados das edições anteriores.
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Treinamento ACTIVE em Niterói

Em outubro de 2025 participamos do programa de treinamento ACTIVE –  Alliance for Cycling and Walking Towards International Vitality and Empowerment, em Brasília. Desta vez o treinamento aconteceu em Niterói – RJ que está em um estágio avançado no planejamento da mobilidade por bicicletas, se comparado às outras cidades latino-americanas. A cidade conta com um departamento exclusivo para a pauta, com técnicos muito bem preparados e engajados, que após esse treinamento seguirão ainda mais firmes e qualificados em suas pedaladas.

O treinamento foi voltado para técnicos do programa Niterói de Bicicleta e de cidades vizinhas como Macaé, Maricá, Cabo Frio, Rio de Janeiro entre outras, e contou também com participação da sociedade civil local. Foram dois dias de trocas e aprendizados sobre experiências holandesas e brasileiras, com diversas atividades e jogos combinando teoria e prática, tendo como objetivo principal o compartilhamento e o aprendizado.

Fomos novamente convidados pela equipe ACTIVE para participar da equipe do treinamento como especialistas locais e prontamente aceitamos o convite visando promover a disseminação da cultura do uso urbano de bicicletas em busca de cidades mais pedaláveis e caminháveis.

Após as aulas, no primeiro dia, houve uma pedalada pelas ciclovias e rotas de Niterói finalizando no famoso Bicicletário Araribóia, onde um coquetel aguardava os participantes. No segundo dia o coquetel foi na residência do Cônsul dos Países Baixos, no Rio de Janeiro. Os participantes, todos muito engajados e motivados, receberam certificados e assumiram o compromisso de atuar como multiplicadores do conhecimento adquirido.

O ambiente mais uma vez foi muito agradável e todos se mostraram muito interessados, envolvidos com o tema e dispostos a levar o aprendizado adiante. Que venham novas rodadas pelo país afora!

Treinamento ACTIVE em Brasília

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O Programa de Treinamentos ACTIVE –  Alliance for Cycling and Walking Towards International Vitality and Empowerment, lançado na COP28, é um programa liderado pela Holanda, Bélgica e Luxemburgo com o objetivo de treinar 10.000 especialistas em mobilidade ativa no Sul Global em 10 anos.

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Deste vez, aconteceu em Brasília um treinamento voltado para novos técnicos do Ministério da Cidades, gestores de cidades no entorno do DF e sociedade civil local. Foram dois dias de trocas e aprendizados, sobre experiências holandesas e brasileiras, com diversas atividades combinando teoria e prática, tendo como objetivos o compartilhamento e o aprendizado.  No horizonte deste treinamento está a implementação do Programa Bicicleta Brasil e da Estratégia Nacional de Promoção da Bicicleta.

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Após as aulas, houve uma pedalada por ciclovias e as rotas que compõem a rede cicloviária da capital. Os participantes receberam certificados e assumiram o compromisso de atuar como multiplicadores do conhecimento adquirido, levando a experiência para seus respectivos estados e municípios.

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Esta rodada foi fruto de uma parceria entre o Ministério das Cidades e o Ministério de Infraestrutura e Recursos Hídricos do Reino dos Países Baixos, sendo a capacitação parte da agenda temática da Pré-COP30. Convidados pela equipe ACTIVE para participar do time de capacitação como especialistas locais, prontamente aceitamos o convite sempre visando promover a disseminação da cultura do uso urbano de bicicletas em busca de cidades mais pedaláveis e caminháveis.

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O ambiente foi muito agradável e todos se mostraram muito interessados e envolvidos com o tema. Que venham novas rodadas pelo país afora!

Transporte Ativo no CRBAM 2025: Pesquisa e Prática em Conexão com o Debate Global da Bicicleta

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Por Juliana DeCastro

Desde 2013, a Transporte Ativo (TA) promove uma série de workshops com um objetivo claro: fortalecer o ecossistema de organizações pró-bicicleta no Brasil. Essa jornada de troca de conhecimento e capacitação é um pilar do trabalho da TA, permitindo aprendizado, capacitação e construções de rede para a promoção da mobilidade ativa. A partir de 2015, iniciam-se os workshop dedicados a Pesquisa Perfil do Ciclista, e para que esse ciclo de aprimoramento continue girando, é essencial buscar referências e validar nosso trabalho no cenário internacional, dialogando com quem está na vanguarda da pesquisa e da ação em ciclomobilidade.

É nesse espírito de troca que, entre os dias 10 e 12 de setembro, estivemos em Amsterdam para participar do Cycling Research Board Annual Meeting (CRBAM) 2025. Mais do que uma simples conferência, o CRBAM é um ponto de encontro da comunidade global de pesquisadores, ativistas e planejadores, organizado pelo renomado Urban Cycling Institute. No melhor palco: Amsterdam, a cidade que respira bicicleta, além de um laboratório perfeito para aprofundar nossas discussões, reconhecermos que não há ausência de conflitos, seja com o incremento da frota de e-bikes, especialmente entre os jovens, com suas Fatbikes “turbinadas” (NLTimes, 2025) que suscitou um debate acalorado no último dia do evento no painel sobre gênero e mobilidade, especialmente quando há um discussão intergeracional sobre comportamentos  ou problemas a serem solucionados, mas aprender a fazer escolhas e implementar políticas públicas que busquem beneficiar a coletividade – saiba mais sobre as políticas de mobilidade de Amsterdam aqui
A programação do evento refletiu sua diversidade, com workshops, painéis e atividades práticas propostas ao ar livre para estimular não apenas a visão, mas a vivência. Confira a programação completa e seus palestrantes.

Programação Resumida – CRBAM, 2025
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O CRBAM é, antes de tudo, um espaço para o encontro e a construção de pontes.  O evento se destaca por sua atmosfera íntima e colaborativa, guiada pelos princípios “CAMPING” (Criativo, Acessível, Mutável, Prazeroso, Inspirador, Nutritivo e Inovador). A proposta é ir além das apresentações formais, incentivando o debate, a co-criação e ações que realmente impulsionam a mudança. Foi exatamente nesse ambiente que tivemos a oportunidade de posicionar o Brasil e a nossa Pesquisa Perfil do Ciclista no debate global. A foto abaixo é um símbolo que registra um misto de profunda alegria pelos dias de trocas e aprendizados vivenciados por todos os participantes, mas também iniciava-se uma potencial articulação para a realização de uma edição especial do CRBAM 2030 no Brasil, quem sabe?! A próxima edição em 2026 será na cidade de Ghent, a mesma que recebeu o Velo-City 2024 e que vem trabalhando forte para ser uma cidade cada vez mais segura, inclusiva e vibrante com a implementação de uma série de políticas públicas que fomentam a mobilidade sustentável que vem se destacando na Europa (Plano Circulatório de Ghent). Dedos cruzados para essa ideia amadurecer. Afinal, já tivemos uma edição do Velo-city 2018 em terras cariocas

CRBAM (1)Interações Transporte Ativo com equipe organizadora do CRBAM 2025 – Crédito Foto: Urban Cycling Institute 

Nossa participação no CRBAM não é um fato isolado. Ela se soma a outros fóruns internacionais, como o PATH Symposium 2025, onde também compartilhamos a metodologia e os impactos do Perfil do Ciclista. Desta vez, nossa proposta aprovada foi um workshop de 90 minutos intitulado “Building a Census of Cycling Mobility: Methodology and Impact of the Brazilian Cyclist Profile Research”.

CRBAM (6)Durante a apresentação da TA sobre a trajetória de uma década da Pesquisa Perfil do Ciclista no CRBAM 2025 – Fotos: Urban Cycling Institute

Seguindo o formato de workshop, nosso objetivo era apresentar além dos dados, como descrevemos em nossa proposta, “promover um diálogo colaborativo”. Discutimos como uma metodologia de ciência cidadã, de baixo custo e alto impacto, pode ajudar a suprir a lacuna de dados sobre mobilidade por bicicleta, uma realidade além do Brasil, mas também em muitas cidades do Sul Global. Apresentamos casos concretos de como a pesquisa influenciou políticas públicas, como o Plano Cicloviário Carioca e o Mapa da Mulher Carioca, e abrimos o debate para que os participantes pensassem em como adaptar o modelo às suas próprias realidades.

O evento ainda oportuniza espaço na programação para vivências nas “Ruas de Amsterdam Outdoor Adventure”. Assim como na conferência EuroVelo 2018, a experiência em campo foi um dos pontos altos. A atividade nos desafiou a analisar a cidade com um olhar curioso de pesquisador de fora, ora como local. Nossa missão nos levou a um dos seus inúmeros cruzamentos vibrantes e complexos no bairro de Amsterdam: a intersecção da Javastraat com a Molukkenstraat e a Javaplein. A intenção era nos levar a reflexões sobre o que ainda pode ser aprimorado, considerando a multimodalidade e o compartilhamento da via pública.

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O ponto de análise: o vibrante cruzamento da Javastraat/Molukkenstratt/Javaplein. Explore o local no Google Maps.

Diferente de uma ciclovia segregada, ali vivenciamos uma aula de coexistência. Aquele espaço, compartilhado por um volume altíssimo de ciclistas, pedestres, carros e VLTs (bondes elétricos), funciona com uma fluidez impressionante. Observamos como o desenho urbano, com o uso de pavimentos diferenciados (os klinkers), a ausência de sinalização semafórica excessiva e a priorização do contato visual, acalma o tráfego e induz um comportamento de cuidado mútuo. É a prova de que segurança viária pode ser alcançada não apenas com segregação, mas com um design inteligente que modera velocidades e promove a responsabilidade coletiva.

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Encontros, Redes de Afeto e Aprendizado – Acervo pessoal

Voltar para casa após uma imersão como essa é como fechar um ciclo e, imediatamente, iniciar outro. A participação no CRBAM nos encheu de novas referências e reforçou a relevância internacional do que estamos construindo no Brasil. Todo esse conhecimento será agora decantado e compartilhado nos próximos Workshops de Promoção da Mobilidade por Bicicleta que realizaremos no país. Ele irá alimentar a próxima edição da Pesquisa Perfil do Ciclista, nos ajudando a refinar perguntas, aprimorar a metodologia e ampliar nosso impacto. A experiência em Amsterdam nos mostrou que, embora os desafios sejam grandes, estamos no caminho certo. O círculo virtuoso de pesquisar, aplicar, compartilhar e aprender continua a girar, nos impulsionando a seguir na transformação das cidades brasileiras em lugares mais justos, sustentáveis e, claro, mais cicláveis. O trabalho continua, e agora, com a bagagem ainda mais cheia.

Realização da Pesquisa Perfil  Ciclista conta com patrocínio do Banco Itaú e a viagem foram realizadas com verba do Prêmio Bicicleta Brasil 2024.

Ocupação Esquenta COP

MdA_PQParticipamos da Roda de Conversa “Papos Quentes” na Ocupação Esquenta COP do Museu do Amanhã, com o tema Cidades & Clima. Na mesa, mediada pela Giovanna Nader, do podcast “O Tempo Mudou”, Marina Marçal – especialista em Política Climática, Justiça Racial e de Gênero; Marie Ikemoto – Subsecretária de Mudanças do Clima e Conservação da Biodiversidade do Estado do Rio de Janeiro; Daniela Mignani Diretora – Executiva de Gestão Corporativa no Conselho Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento Sustentável – CEBDS e Zé Lobo da TA representando a Sociedade Civil. Cada um falou de sua percepção sobre as possibilidades e desdobramentos dos acordos que estão por vir com a COP30 em Belém. O foco principal foi no protagonismo das cidades na busca por adaptação climática / transição energética justa. O papo foi muito bom, apresentando diferentes perspectivas sobre os resultados esperados para a conferência e uma ótima participação do público, formado em sua maioria por jovens universitários.

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