Ciclotransformação Londrina

A cidade de Londres, uma das mais cosmopolitas do mundo está no caminho para lançar mais uma nova tendência. Uma continuação na linha de valorização da mobilidade sustentável na cidade.

Serão “vias expressas” para ciclistas, com prioridade total em cruzamentos, ciclo-redes nos suburbios da cidade, ruas com limite de velocidade de 32km/h (20mph) e até mesmo bicicletas públicas.

O prefeito Ken Livingstone define a ambição dos planos: “Não queremos nada menos do que uma ciclo-transformação.” Que assim seja, afinal Londres protagonizou uma grande mudança na mobilidade de seus cidadãos através do pedágio urbano e não pode parar por aí.

Restringir a mobilidade motorizada é uma idéia que ainda causa bastante estranhamento, no entanto é necessariamente parte da solução para a (i)mobilidade urbana que acomete todas as grandes cidades do mundo. Facilitar alternativas é acima de tudo uma necessidade para mover as pessoas dentro do espaço limitado das ruas e avenidas.

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London´s two wheel transformation.

Vá de bicicleta para o trabalho

52% das pessoas que visitam este blog usam a bicicleta como meio de transporte diário. Deste total, 33% usam a bicicleta para ir ao trabalho e 19% como meio de transporte diverso (confira o gráfico).

ir ao trabalho – 100 – 33%
lazer – 69 – 23%
esporte – 63 – 21%
meio de transporte diverso – 57 – 19%
outros… – 9 – 3%
turismo – 8 – 3%
TOTAL = 306

O resultado parcial foi colhido na pesquisa lançada aqui no dia 30 de abril.
Perguntamos também quais seriam os motivos que impedem as pessoas de usar a bicicleta como veículo para o trabalho. O medo do trânsito foi apontado como a principal dificuldade, atingindo 26% das respostas. Em seguida, vem a falta de um lugar adequado para estacionar/guardar a bicicletas.
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(confira quais são os outros motivos citados para não usar a bicicleta)

Embora tenha sido feita sem critérios científicos ou rigor estatístico, mesmo assim achamos que a pesquisa fornece dados que merecem reflexão. O medo do trânsito e a falta de bicicletários representam 50% dos motivos para o não-uso da bicicleta. Mostra que os problemas concentram-se basicamente em poucas causas. Qualquer melhoria na segurança e na oferta de vagas para bicicletas pode aumentar o número de usuários da bicicleta nas cidades.
Numa análise global, por outro lado, os critérios subjetivos (ter medo do trânsito e achar incômodo o uso da bicicleta, 44%) são maiores que os fatores objetivos (falta de estacionamento e distância, 35%). Isto comprova que o uso da bicicleta depende muito de uma postura pessoal, do modo como cada um de nós vê o problema. Até que ponto, por exemplo, o incômodo do suor e da necessidade de trocar de roupa é maior do que o incômodo de ficar buscando vagas ou ficar presos em engarrafamentos??

Ir de bicicleta para o trabalho tem mais vantagens do que desvantagens. A Transporte Ativo preparou o folheto Vá de bicicleta para o trabalho para incentivar as pessoas a adotarem este hábito saudável e econômico.

Pense nisto. E divulgue!

Ônibus, esse desconhecido

O uso do automóvel particular é sabidamente o grande causador dos engarrafamentos nas grandes cidades. São Paulo é o maior exemplo brasileiro do mau uso do transporte individual motorizado. Taxa de ocupação de menos de 1,5 pessoa por carro particular, capaz de transportar de 4 a 5 ocupantes. Um reflexão de um blogueiro paulistano é digna de nota:

“Engraçado que em São Paulo, quem tem carro em geral não tem o reflexo de verificar se existe uma opção de transporte público. (…) E tem a vantagem de ser bem mais rápido nos corredores: os meus trajetos de ônibus foram sempre pouquíssimo mais longo do que de carro, inclusive em dia de grande engarrafamento. E eu ainda economizo na gasolina, desgaste, estacionamento e sobretudo na paciência.”

Confira a íntegra em “Tem um carro a menos no trânsito paulistano…

O paulistano que quiser experimentar o transporte público ainda conta com a facilidade de um eficiente roteador oferecido pela SPTrans.

Dez pra Um e aumentando…

Em São Paulo estima-se que sejam 300 mil ciclistas e 3 milhões de motorizados em circulação todos os dias. Também segundo a CET são 800 novos carros e motos que chegam as ruas diariamente. O espaço não consegue crescer nessa velocidade. Num horizonte de colapso iminente, ou real, para muitos é difícil ver saídas possíveis.

Quem pedala no entanto já sabe. De bicicleta é mais gostoso e na maioria das vezes, até mesmo mais rápido.

Em uma reportagem para a Veja São Paulo, a repórter Branca Nunes traçou um pequeno panorama da mobilidade por bicicleta na maior cidade do Brasil. A conclusão é simples, quem optou por pedalar diariamente vive alheio aos quilômetros de retenção nas ruas e avenidas da metrópole.

Leia em “Pedaladas em Alta“.