Mutirão deixa a ciclovia limpa

Foi um sucesso o mutirão de limpeza da ciclovia Varjão-Paranoá, em Brasília.
Convocado pela Transporte Ativo para cuidar de 3 trechos críticos, o mutirão limpou completamente o trecho 1, onde grande quantidade de terra solta tomava uma das pistas da ciclovia.

O trecho 2 era o mais sujo dos três e exigiu muito trabalho braçal.

Cinco pessoas trabalharam sob o tempo seco de agosto no Planalto Central. Mesmo com todo esforço, não fomos capazes de limpar completamente o local, pois o barro endurecido estava fortemente colado ao asfalto da ciclovia. Tiramos todas as pedras, brita e grande parte da terra solta.

No dia seguinte, os ciclistas já não usavam o desvio de terra e preferiam passar pela parte limpa da ciclovia.

Voltaremos no dia 31 de agosto para finalizar a limpeza nos trechos 2 e 3.

Veja mais no Relatório fotográfico do mutirão.

Mutirão de limpeza de ciclovia no DF


convite para mutirão na ciclovia

No período das chuvas, alguns trechos da ciclovia Varjão-Paranoá (DF-005), em Brasília, foram cobertos de lama e agora estão cheios de terra, pedras e barro endurecido. Para suprir a falta de manutenção nesta infra-estrutura cicloviária, a Associação Transporte Ativo realizará no próximo domingo, 17 de agosto, um mutirão de limpeza dos pontos críticos da ciclovia. Os voluntários irão levar vassouras e enxadas, com a intenção de deixar a ciclovia limpa.

A iniciativa visa agir em prol da melhoria da qualidade de vida de quem faz a opção por se deslocar em bicicleta na capital federal, que traz benefícios tanto para o ciclista quanto para a cidade. Também prevemos que, se a ciclovia não for limpa agora, quando as chuvas voltarem a sujeira ficará pior do que está.

Se o Governo do DF infelizmente não mostra agilidade ou interesse para zelar a contento pelas vias cicláveis implementadas, nós da sociedade civil podemos fazer a nossa parte. Não basta apenas apontar defeitos, carências e fazer cobranças. Já temos quase 40km de ciclovias no DF. Isto é uma conquista de toda a cidade e, para mantê-la e exigir a continuidade destas melhorias, é necessária a participação cidadã de todos.

Conhecer para Melhorar

Ciclista no Cantagalo

Ciclistas muitas vezes utilizam as ruas mesmo sem qualquer melhoria na segurança viária para eles. O planejamento urbano voltado para o automóvel cria areas inadequadas para a circulação de ciclistas e pedestres. Com vistas a lutar para que essa condição seja revertida, a Transporte Ativo foi a campo comprovar o fluxo de ciclistas na principal ligação entre a Lagoa Rodrigo de Freitas e o bairro de Copacabana no Rio de Janeiro.

Os dados oficiais mais recentes apontam apenas 1500 viagens/dia no bairro de Copacabana. Ao fim das 12 horas de contagem, 779 ciclistas haviam passado por apenas uma única avenida de acesso ao bairro.

O corte do Cantagalo é a única via de ligação Copacabana – Lagoa. Em ambos os destinos, dois importantes implementos cicloviários, a ciclovia da Orla e a faixa compartilhada da Lagoa. Há no caminho a Estação do Metrô com um bicicletário modelo a ser implementado e haverão ainda duas estações de Bicicletas Públicas.

Mesmo sem qualquer infra-estrutura adequada, o Corte é via de intenso trânsito de bicicletas e esse movimento tende a aumentar com a inauguração do bicicletário no Metrô e as estações de bicicletas públicas.

Visando confirmar o uso e demonstrar o potencial de crescimento no trânsito de bicicletas, a Transporte Ativo realizou na quarta feira, dia 9 de julho de 2008, uma contagem fotográfica das 7 às 19 horas. O objetivo foi levar às Secretarias de Transporte e Urbanismo e CET-Rio os resultados para permitir uma melhor avaliação da área tendo em vista os projetos futuros.

A contagem fotográfica nos permite contar e re-contar, ver e rever vários itens correspondentes ao deslocamento por bicicletas.

Mais:
Baixe o relatório da Contagem de Ciclistas no Corte do Cantagalo.
Confira todas as imagens da contagem.

Rumo a Estação Bicicleta

São Paulo conta com a mais ativa Bicicletada brasileira. Nos últimos meses pelo menos 200 ciclistas reúnem-se mensalmente para pedalar Avenida Paulista afora.

Na última sexta-feira de julho não foi diferente. Mudou apenas o roteiro. Formou-se o “Bonde de Curitiba”, dessa vez a massa iria seguir mais longe. Embarcar em um ônibus e seguir estrada afora. Em Curitiba a Massa Crítica se reúne nas manhãs de sábado.

Trinta e sete ciclistas seguiram para a capital do Paraná durante a noite e já acordaram de um sono mal dormido prontos para pedalar. A bicicleta em festa é capaz de diminuir o cansaço. A presença do “Bonde Paulistano” garantiu a maior massa crítica do Paraná. Aproximadamente 140 ciclistas tomaram as ruas, pintaram bicicletas no asfalto, fizeram festa e humanizaram o trânsito.

A festa da Bicicletada Paulistana seguiu mesmo depois de parados os pedais. No domingo o ativismo deu lugar ao lazer puro e simples. Rumo a Serra da Graciosa seguiu parte da massa paulistana. Humanizando a estrada, sentindo o cheiro da terra e embarcando no ritual de superação pessoal que só a bicicleta é capaz.

Os quilômetros foram muitos e depois de 4 horas pedalando numa jornada de 6 horas, todos que sairam de Curitiba estavam prontos para embarcar de volta para São Paulo. Talvez tenha sido apenas mais uma viagem, mas foi também a clara demonstração do porque a bicicletada paulistana é a maior e mais alegre do país. A amizade e o contato humano de pessoas que falam a mesma língua sem palavras. O idioma da “cultura ciclística”.

Fotos e Relatos:
Aninha – Ôôô Curitiba…cadê você?! Vim de São Paulo para te ver!
Falanstério – Parabéns Bicicletada
CicloAtivando – Bicicletada de Julho :: Impressões
CicloBr – As Bicicletadas de Julho
Pedalante 1
Pedalante 2
Pedalante 3
Daniel

Aline
Cicloativando
Falanstérios

Ciclobr
Felipe CTB

Videos:
Plá Invasão das Bicicletas
Plá Todo mundo tem um Pouco
Bicicletada Curitiba

Humanização do Concreto

Picnic Intervenção
Fotos Zé Lobo.
Uma ilha de concreto cercada de asfalto por todos os lados. Foi esse o local escolhido pelo Coletivo Nuvem para a realização do “Picnic Intervenção” de junho de 2008. O mote da atividade no entanto é contestar o uso do espaço urbano através de uma “ocupação” com pessoas de um espaço urbano, normalmente subutilizado.

Picnic Intervenção

Numa definição dos participantes: :uma “tática sócio-política” de criação de espaços autônomos temporários que elude as estruturas formais de controle; um espaço não-hierárquico de relação social, criado a partir da libertação da subjetividade de controle que nos foram imposta.

A Transporte Ativo esteve presente para debater o papel da bicicleta nos tranportes do século XXI e realizar uma oficina de manutenção de bicicleta. A reunião informal que tornou amigável um ambiente geralmente tão inóspito. Ao final do piquenique, as bicicletas tomaram a rua Humaitá.

Picnic Intervenção

Mais em:
Picnic Intervenção dia 29/06
Mais fotos.