Complexidade minimalista

Pedais, um par de pneus com baixa calibragem, guidão largo e bons freios. Nada de marchas, nem mesmo um selim.

Trata-se de uma modalidade ciclística bastante radical chamada “Trial”. A idéia nesse caso é “negociar” maneiras de se transpor objetos construídos e naturais. Na sua vertente profissional essa variante esportiva em bicicleta parece fruto de talento divino. No entanto controle sobre os freios e equilibrar-se na bici sem por os pés no chão são manobras básicas que podem ser úteis a qualquer ciclista.

Nesse segundo vídeo, vale ouvir o estridente barulho dos freios.

Fica a recomendação:
Crianças, não façam isso no parque ao lado de casa!

Mais informações sobre Trial (em inglês).

Pedalar no Escuro

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Foto Zé Lobo

A noite é agradável companheira do ciclista urbano. Principalmente nos dias de semana. Ruas livres, mais silêncio e uma aprazível solidão. Aos que conhecem e admiram a cidade, sair de bicicleta com a benção das estrelas é um prazer inigualável.

O horário varia de acordo com as vias escolhidas. Pedalar na madrugada

A segurança viária e pessoal são fatores importantes. Enquanto durante o dia a possibilidade de ser “colhido por trás” por um automóvel varia em torno de 1%, durante a noite esse tipo de acidente passa a ser estatisticamente relevante e medidas preventivas devem ser tomadas. Refletivos e luzes na bicicleta, além de um colete reflexivo no corpo. Tudo para ver e ser visto. Em relação a segurança pessoal, seguir pelo trânsito normal dos motorizados é a melhor atitude. Num ritmo constante e silencioso, a bicicleta torna-se imune a ação de gatunos. Atenção as paradas e trechos estreitos.

Há uma maneira diferente de pedalar no escuro disponível para um grupo mais restrito. Os deficientes visuais tem sempre a possibilidade de pedalar em uma tandem, como foi relatado anteriormente. No entanto, um grupo norte-americano chamado de “Time Morcego” (Team Bat), é capaz de praticar o Mountain Bike sozinho na sua própria bicicleta. Para isso, eles utilizam o princípio da ecolocalização, ou biosonar. Através dessa técnica, os deficientes visuais tornam-se capazes de realizar atividades não esperadas.

A bicicleta serve não só para ter um olhar diferente sobre a cidade, mas também pode ser usada para abrir um mundo de possibilidades e visualizações.

Capacetes e Cabelos

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Imagem do Video.

Os ciclistas que utilizam o capacete costumam apresentar pequenas deformações no penteado. A expressão para traduzir esse inconveniente poderia ser “Cabeça de Capacete” (CC), ou “Helmet Head” em inglês. Para resolver o problema foi criada a revolucionária loção “Preparado CC”, ou “Preparation HH”. O vídeo abaixo é em inglês, mas as imagens falam por si.

Depois de 20 milhas sem a loção, o cabelo fica uma droga. Ao usar o preparado antes das pedaladas, tudo muda de figura e o penteado permanece perfeito.

Assista em quicktime:

 

Uma produção Biketv.org. Mais vídeos aqui.
Também disponível no Youtube.

Pela simplicidade

A bicicleta é filha da revolução industrial. No entanto, nenhuma invenção foi mais bem sucedida no uso de energia para o deslocamento.

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Imagem de Joaquín Barroso Marín

A força do próprio corpo e uma máquina inventada no século XIX são muito mais que eficientes, são ícones de uma necessidade humana ainda nova. Pedalar é usar a inteligência da espécie com vistas a se adequar as necessidades cíclicas da natureza.

Sem marchas, sem motor. Apenas duas rodas dentadas ligadas por uma corrente maximizam a força das pernas gerando um movimento contínuo. Quanto mais simples e incorporada ao dia a dia, melhor para todos.

Um livro chamado “A Bicicleta: Veículo para um Planeta Pequeno” (Marcia Lowe, The Bicycle: Vehicle for a Small Planet. Worldwatch Institute, 1989) aponta as bicis como a maneira mais energeticamente eficiente de se deslocar pessoas.

> mais documentos do World Watch Institute sobre Transporte.

> World’s Most Energy Efficient Vehicle? A Bicycle – treehugger.com

Formas de Ação

Os ativismos podem ser de diversas formas e têm raízes históricas que não cabe aqui ilustrar. Resumidamente, grupos de ação da sociedade civil buscam representar o povo de uma maneira diversa em relação aos governos estabelecidos. Um pequeno parágrafo no livro de treinamento “Sensibilização Cidadã e Mudança de Comportamento” escrito por Carlos F. Pardo do GTZ:

Normalmente espera-se dos governos que sejam mais “diplomáticos” enquanto a sociedade civil deve ser mais “ativista”. No entanto, se ambos os atores políticos puderem agir em sinergia, ações puramente ativistas podem não ser necessárias. Medidas mais formais e diplomáticas tornam-se preferíveis. Caso ambos os grupos possam trabalhar juntos, fica mais fácil promover ações que tragam resultados mais coerentes.

A foto que ilustra esse parágrafo é de Sérgio Jr. e foi publicada no Jornal do Brasil na reportagem “Bicicletas, o jeito ecológico de ir e vir“. A legenda no livro diz: “O grupo brasileiro Transporte Ativo desenvolve diversas ações para promover o uso da bicicleta, inclusive gerando mudanças nas regulações de transporte em suas cidades.”

Numa sociedade democrática, todos têm voz. Tanto para eleger representantes, quanto para pressioná-los. No entanto, mais produtivo para todos é minimizar os conflitos e buscar sempre a maneira conciliatória de dialogar.

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> O GTZ chama-se: Gesellschaft fur Technische Zusammenarbeit GmbH. Eles se auto-definem como um grupo mundial de cooperação para o desenvolvimento sustentável.

> O livro de treinamento que aparece acima está disponível através do site do SUTP, que requer cadastro. Vale a pena conhecer o trabalho desse braço do GTZ. Está disponível em inglês como: “Training Course on Public Awareness and behavior change“. Ou em espanhol: “Curso de entrenamiento en Sensibilización Ciudadana y Cambio de Comportamiento“.

> Mais informações sobre Ativismo na Wikipedia (em inglês).