Hoje essa Vaga ganhou Vida!

Vaga Viva 2007

Duas fotos iniciais que mostram como foi a edição 2007 da Vaga Viva carioca.

Grama artificial, poltronas, revistas, árvores, um violão. A reconquista do espaço público de uma maneira simples e direta.

Vaga Viva 2007

Nesse 22 de setembro haverá mais uma Vaga Viva, dessa vez em Copacabana. Uma série de eventos acontecerão no canteiro central da Avenida Atlântica entres as ruas Figueiredo de Magalhães e Santa Clara.

08:30h ….. Aula aberto/gratuito de Patinação Iniciante
10h ……… Passeio Ciclístico – Saída do Leblon
10h …….. Oficina de Pipas oferecida pelo SESC-Copacabana
11h ……… Apresentação da Orquestra Cyclophônica.
14:30h …. Apresentação Mímica da CET-Rio.
15:20h …. Apresentação Cia. de Dança sobre Patins
15:30h …. Aulão aberto/gratuito de Dança sobre Patins
16:40h …. Apresentação Street Dance
17h …….. Show Acústico.

  • Mais:
  • > No album de fotos.

    > Copacabana Aberta aos Transportes Ativos
    > Vaga Viva e Dia da Árvore

    Vaga Viva e Dia da Árvore

    Triciclo em Ação

    Amanhã é o Dia da Árvore e na Rua Senador Dantas com a Travessa dos Poetas de Calçada no centro do Rio de Janeiro receberá pelo segundo ano consecutivo a Vaga Viva.
    Durante o dia o espaço equivalente a duas vagas de automóveis receberá grama, bancos, cadeiras, plantas e som ambiente.
    Vaga Viva

    Vaga Viva em 21 de Setembro de 2006 – Fotos Edu

    Venha desfrutar de um melhor uso do espaço público. Traga uma revista, ou leia as nossas, traga um som ou toque o nosso violão, venha bater papo.
    Faça da cidade um espaço mais humano.

    Organização: Transporte Ativo
    Apoio: Recicloteca
    Conceito: Rebar

    Confira o vídeo da edição 2006.
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    Baixe o vídeo do Vaga Viva.

    Uma nova Ciclista

    A Vereadora Soninha redescobriu a bicicleta como meio de transporte regular para ir ao trabalho e relatou sua experiência em seu blog pessoal. Antes de se tornar ciclista, as ruas podem parecer vazias demais, ou com carros demais. Com o hábito, as coisas mudam.

    Eu agora olho para todo lado e só vejo ciclistas. Entregando pizzas, galões de água, material de escritório. Jovens e velhos, moças e moços, passeando e praticando esporte, indo ao trabalho e à escola. (…)

    Incrível como o seu meio de locomoção muda tudo. Mudar o jeito como você sai de casa tem a maior influência sobre o dia todo. Começa do fato de não ter de procurar chave e documento… Para mim, uma bênção (quem já viu minha bolsa e minha mesa pode imaginar). Nem com a chave do cadeado, uma vez que ela não fica amarrada do lado de fora, mas entra comigo nos lugares. Aliás, é gozadíssimo ter um meio de transporte que às vezes me carrega, às vezes eu carrego ele.

    Confira o relato “Bikes pra todo lado…” na íntegra.

    • Mais no blog:

    Relato de um novo ciclista
    Nasce um Novo Ciclista
    Vermelha ou Azul

    Mais Bicicletários Cariocas

    Recebido por email:

    Pedalando
    Estações de metrô, trens e barcas poderão ter bicicletários

    Boa notícia para os usuários de bicicleta e para os amantes de uma boa pedalada. Bicicletários poderão ser instalados nas estações de metrô, trens e barcas do Estado do RIo de Janeiro. A idéia é do deputado João Pedro (DEM), que apresentou o projeto de lei nº 835/2007, com esta finalidade.

    Na proposta, o parlamentar sugere que o bicicletário seja construído com proteção para dias de chuva e suporte para segurança. “O projeto tem como objetivo incentivar o uso da bicicleta no Estado. A proposta também vem contemplar os atuais usuários de bicicleta com a instalação de bicicletários junto aos meios de transporte de massa”, disse o deputado.

    Estudos e pesquisas científicas comprovam que, dia-a-dia, o meio ambiente vem sendo cada vez mais comprometido pelos poluentes provenientes dos veículos automotores, aliado aos transtornos no trânsito dos grandes centros. É necessário a conscientização dos cidadãos do nosso Estado, em contribuir e amenizar os transtornos ocasionados pelo número excessivo de automóveis, que vem aumentando a cada dia. “Entretanto, não basta apenas a conscientização ou incentivos como o acima exemplificado, se não for propiciado ao cidadão, as condições básicas que lhe garanta a segurança e comodidade na utilização da bicicleta como meio de locomoção alternativa”, falou o parlamentar. “Além dos fatores sociais e ambientais, a bicicleta é um meio de transporte excelente para pequenas e médias distâncias; a bicicleta não polui, não emite gases e produz pouquíssimos ruídos; a bicicleta é econômica; o uso da bicicleta é saudável; a bicicleta integra espaços e possibilita a comunicação entre as pessoas”, concluiu.

    O projeto foi encaminhado às comissões técnicas e, se aprovado, será discutido pelos deputados no Plenário da Alerj.

    Flanemos

    Uma excelente crônica de Zuenir Ventura no Jornal O Globo faz um convite a reflexão sobre nossas cidades e a maneira que nos deslocamos nelas.

    PRIMEIRO CADERNO – 08/09/2007

    A ditadura das quatro rodas

    Outro dia, dois amigos vieram andando a pé, à noite, da altura do Posto 4, em Copacabana, até o Posto 9, em Ipanema. Percorreram uns quatro ou cinco quilômetros conversando, olhando a paisagem, sem cansaço e sem medo. Só fizeram isso porque não são daqui, são de Porto Alegre. O carioca já foi definido como o ser urbano que pega o carro, anda uns mil metros, demora a estacionar, desce e então caminha dois, três quilômetros no calçadão. Não lhe passa pela cabeça aproveitar o trajeto de sua casa até a praia para se exercitar. Não que ele seja sedentário ou ocioso; até que se agita muito, é aerobiótico.

    Basta observá-lo numa manhã de sol ao ar livre, mexendo braços e pernas, fazendo exercícios, correndo.

    O que ele não sabe mais é flanar, um verbo que, se não foi inventado pelos franceses, é certamente sua especialidade. O que é flanar? Pergunta João do Rio, nosso cronista maior do início do século passado e um grande “flaneur” pela “alma encantadora das ruas”. Ele mesmo responde: “Flanar é ser vagabundo e refletir, é perambular com inteligência, é ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem. Flanar é ir por aí, de manhã, de dia, à noite”. Sei que há várias alegações para não se fazer mais isso, como a insegurança da cidade. Mas o verdadeiro vilão é o automóvel, com toda a cultura que o acompanha e que dela nos faz dependentes: o culto da velocidade, a obsessão de ultrapassar, a pressa de chegar. O engraçado é que no dia-a-dia cada vez mais se obtém o efeito contrário: a lentidão dos engarrafamentos, a demora, o estresse.Sem falar que os acidentes transformaram o automóvel num dos principais instrumentos de morte nas grandes cidades brasileiras.

    Por isso é que uma notícia como a dessa semana deveria acender um sinal vermelho junto ao governo. Se o Rio ganha 5.500 carros novos por mês, se há um automóvel para cada três habitantes, se a nossa frota já é de 2 milhões de veículos e se nada se faz para compensar essa explosão _ nem novas vias, nem medidas de ordenação do caos _ pode-se prever o que nos espera para breve. São Paulo instituiu o rodízio, outras cidades investiram em transporte público e criaram o pedágio urbano, Paris, Amsterdam, Barcelona, Bogotá, entre outras, adotaram a bicicleta como solução alternativa. O Rio parece que se rendeu mesmo à ditadura das quatro rodas.

    Existe uma idéia, bem radical, que tem muitos adeptos, inclusive o ex-prefeito Luiz Paulo Conde, que
    chegou a lançá-la, mas não a levou adiante: implodir o viaduto sobre a Praça 15. Isso mesmo. Bum! E
    assim comemoraríamos os 200 anos da chegada da família real ao Brasil. A medida de saneamento urbano não só devolveria à cidade um de seus espaços mais bonitos, como seria o marco simbólico de uma nova era. Serviria para mostrar ao mundo que no Rio, daqui pra frente, o pedestre vale mais do que o automóvel

    Há que se discordar do nobre cronista acerca da “rendição” do Rio de Janeiro. Cada vez mais ciclistas tomam as ruas e aos poucos a cidade caminha também para a humanização dos espaço público, basta procurar os exemplos.

    • Mais:

    Calçadas e Democracia
    A Liberdade da Propulsão Humana