Empurrão para a Bicicleta

Os países nórdicos têm dado inúmeros exemplos de boas práticas em relação à sustentabilidade. Naturalmente, a mobilidade por bicicleta é um importante fator para se alcançar sociedades mais amigas do meio ambiente.

Em Trodheim na Noruega, uma idéia engenhosa foi implementada. Poderia ser chamado de “bici-elevador” e serve para facilitar o uso da magrela ladeira acima. Funciona também como um símbolo da importância que se dá ao ciclista na cidade.

Desde Estocolmo, na Suécia, que se busca “Nosso Futuro Comum”. Visando atingir um “desenvolvimento que atenda as necessidades do presente sem prejudicar a capacidade das futuras gerações de atender as suas próprias necessidades”.


Mais informações:
Bike lift (em inglês). Ou aqui para os que falam norueguês.
Desenvolvimento Sustentável.

Bairro mais Humano

A festa de Ano Novo na cidade do Rio de Janeiro é mundialmente famosa. Numa única noite mais de 2 milhões de pessoas vão as ruas para celebrar.

Com vistas a facilitar o acesso da população ao bairro, à partir das 18 horas do último dia do ano Copacabana é fechada para automóveis particulares. Barreiras como as da foto abaixo são montadas em todos os acessos viários do bairro.

Tudo isso para que a multidão, essa ilustre convidada, possa desfrutar dos fogos de artifício, shows diversos além da busca por renovar as esperanças com o novo ano que se iniciará.

Há no entanto um grande desafio para as autoridades. Ruas repletas de pedestres geram dificuldades no deslocamento dado o espaço restrito das vias. Essa situação é bastante ilustrativa da necessidade de se repensar a mobilidade urbana e acima de tudo, de se comprovar que pode haver congestionamentos de pedestres, mas sempre com mais mobilidade para todos do que em um engarrafamento causado pelo excesso de veículos automotores.

Indo e vindo pedestres podem negociar o espaço sem maiores conflitos. Tudo na paz, um desejo constante e ainda mais presente na virada de qualquer ano. Caminhando, patinando, de skate ou pedalando, que seja um ativo e pacífico 2007.

fotos Zé Lobo.

Passado e Presente

Num mesmo local, 44 anos de diferença.

O meio de transporte do século XX.
1962

(1962)

E do século XXI.
2006

(2006)

Eficiência energética, bom uso do espaço urbano, poluição zero. Certamente esses e outros fatores serão cada vez mais importantes no milênio que está apenas começando. A bicicleta certamente terá um papel preponderante no futuro, como cada vez mais se pode ver no presente.

Ambas as fotos foram tiradas na estrada do Joá. Uma pequena serra que liga as regiões sul e oeste do Rio de Janeiro. Duas gerações, pai e filho.

Três milhões nas ruas

Ciclovia na Colômbia não é um espaço, mas um evento. Quando as ruas são dominadas só por transportes ativos. Todos os domingos e feriados, mais de 120 km de vias são fechados aos veículos automotores. Nessa última quinta-feira, 14 de dezembro, realizou-se a primeira “Ciclovía Nocturna”.

Saíram 3 milhões de pessoas as ruas. Para caminhar, pedalar, patinar. Houveram engarrafamentos de veículos motorizados, mas a quantidade de pessoas que tornaram as ruas mais humanas comprovaram o sucesso da iniciativa.

Que mais cidades sigam o exemplo de Bogotá.

Confira a notícia no Jornal El Tiempo.

Através da Fundacíon Ciudad Humana pode-se obter maiores informações sobre as “Ciclovías”. Baixe aqui o PDF em inglês.

Trânsito e Qualidade de Vida

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Grandes metrópoles são as que mais tem a se beneficiar de meios de transporte mais humanos. Nelas também que se mostra urgente a necessidade de se difundir os deslocamentos por bicicleta e meios a propulsão humana em geral.

A organização de “Transportation Alternatives” de Nova Iorque tem como missão:

“Encorajar o uso da bicicleta, a caminhada e o transporte público como alternativas ao uso do automóvel. Visando assim reduzir o uso do carro e seus impactos ambientais e danos sociais.”

Em seu informativo de final de ano a “Transalt”, ou simplesmente T.A. divulgou algumas das suas iniciativas ao longo de 2006. Um estudo merece destaque especial chama-se “Traffic´s Human Toll”, ou em tradução livre, “O Custo Humano do Trânsito”.

Vinte e um pesquisadores da T.A. passaram 14 meses estudando a implicação do trânsito de veículos motorizados sobre a população de algumas áreas da cidade de Nova Iorque. A idéia era medir o impacto que o tráfego pesado de automóveis, ônibus e caminhões tem sobre a vida cotidiana das pessoas.

Foram entrevistados 600 participantes que moravam em três tipos de ruas: de “trânsito pesado” (mais de 5.000 veículos/dia), “trânsito médio” (de 2 a 3 mil veículos/dia) e “trânsito leve” (1.000 veículos/dia ou menos).

A conclusão da pesquisa foi que além dos custos econômicos, engarrafamentos têm também uma conseqüência humana que precisa ser considerada.

Confira o estudo completo (em inglês).

Uma reportagem do New York Post abordou o tema: Traffic hurts New Yorkers’ quality of life.