Planejamento Cicloviário

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Muito tem sido discutido sobre soluções para os problemas urbanos ao redor do mundo. A bicicleta tem sido cada vez mais um agente de progresso humano das cidades. Com o intuito de pensar a bicicleta nesse contexto, foi realizado em Guarulhos – de 31 de julho à 3 de agosto – o Workshop Internacional sobre Planejamento e Implementação de Sistemas Cicloviários.

Técnicos, gestores públicos e ativistas de norte a sul do país e de países da América Latina, aprenderam e trocaram informações com consultores internacionais do I-ce, ITDP, GTZ-SUTP, Movilization – URBAL e também do Brasil. Todos em busca de melhores condições para a mobilidade por bicicleta.

As entidades envolvidas na realização deste evento foram: Banco Mundial, Prefeitura de Guarulhos e Ministério das Cidades. Clique aqui para ter acesso a todas as apresentações.

Destaque para:

– Carlos Pardo – GTZ
Sensibilização e Mudança de Comportamento em Transporte não-motorizado.

– Ton Daggers – IBC – Movilization
Comunicação e Promoção ao uso da Bicicleta.

– José Lobo – Transporte Ativo
Comunicação e Promoção ao Uso da Bicicleta.

– Jeroen Buis – I-ce (Interface for Cycling Expertise)
As 5 Principais Exigências para o Planejamento Cicloviário.

Pedalar na Cidade

Foto Zé Lobo

O Banco de Dados da Transporte Ativo está repleto de dicas para quem quer começar a se deslocar por bicicleta na cidade.

Para quem nunca experimentou pedalar até o local de trabalho ou estudo, faça testes. O melhor dia são os domingos e feriados por conta do trânsito mais leve.

Pesquise trajetos ou desbrave um traçado próprio. Lembre-se apenas que para a bicicleta o melhor caminho é sempre através de ruas secundárias e não pelas avenidas principais. O site Bikely tem dicas de traçados para pedalar em diferentes cidades no Brasil.

Durante a semana estude a possibilidade de estacionamento adequado. Faça amizade com o porteiro do prédio, os seguranças. Conquistando a solidariedade de quem lida diretamente com o público fica mais fácil falar com a administração do seu local de trabalho ou estudo. Caso a bicicleta tenha de ficar na rua, invista em trancas.

Lembre-se que de bicicleta o importante é ir devagar e sempre, um pedal após o outro.

Cidades Amigas da Bicicleta

Copenhague, capital da Dinamarca, diversas cidades da Holanda e Bogotá, na Colômbia. Todos esses lugares têm privilegiado nos últimos anos a bicicleta como um meio de transporte urbano. Os resultados mostram claramente um caminho a ser seguido para que tenhamos mais qualidade de vida para todos.

Duração: 15 minutos
Legendado em português

Uma realização do I-CE (Interface for Cycling Expertise) em conjunto com a Fundación Por el País que Queremos.

Clique aqui para baixar a versão original (MPEG, 152MB) .

Asfalto liso e propulsão humana

Sábado de sol, estacionamento do Casa Shopping na Barra da Tijuca.

II Campeonato Carioca e Etapa Rio da Copa Brasil de Patinação de Velocidade.

Não são bicicletas, mas é também um meio de transporte ativo. As rodas são menores ficam presas aos pés, não existem freios. Show de destreza e equilíbrio em altas velocidades. Atletas profissionais são capazes de manter uma média de 40km/h durante uma maratona. Reles mortais passeiam e se deslocam a uns 20km/h pelas ruas ciclovias e áreas de lazer das cidades.

Mais imagens do evento:
[1] [2] [3] e no fotolog Patinação InLine

Organização :
Erika Cordeiro
Rio Inline
Transporte Ativo

Pedestres somos todos

O Código de Trânsito Brasileiro – CTB, é de 1997 e ainda tem muitas partes desconhecidas. Todos somos pedestres até mesmo um ciclista, basta estar desmontado e empurrando seu veículo (art. 68 – § 1º). Além disso, “(…) os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.” (art. 29 – parag. XII – § 2º.)

Todos podemos ser também educadores, basta diplomacia e o conhecimento das regras em vigor. Algumas condutas podem trazer bons resultados.

Dicas do Engenheiro E. J. Daros, especialista em Planejamento e Economia de Transportes além de membro da Associação Brasileira de Pedestres – ABRASPE:

o Art. 69 do código determina que, quando a distância for superior a 50 metros o pedestre terá de cruzar a pista no local e no instante que julgar conveniente. E nesse caso a sua presença na pista cria uma faixa virtual que deve ser respeitada, isto é, ele tem a preferência e os veículos devem parar. SE na saída da escola não existe faixa o pedestre pode cruzar a via nesse ponto. E para não ser atropelado, já que nossos motoristas não leram o código e não sabem que o pedestres SEMPRE TEM A PREFERÊNCIA (art.214, item IV), seria conveniente cruzar a via em grupo e carregando uma bandeira. (…) Além da autoridade de trânsito, a entidade geradora de trânsito de pedestres e a prefeitura também têm responsabilidade em dar-lhes condições de atravessar a via com segurança.

O grupo da Bicicletada de São Paulo já colocou uma massa crítica de pedestres em prática com bons resultados.

Duração: 4 min 50 seg