Transporte Ativo é finalista do PrêmioTecnologias Sociais

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O Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2017 divulgou recentemente as 18 iniciativas finalistas das seis categorias nacionais e três internacionais. Nove das selecionadas para a fase final são do estado de São Paulo, dentre as outras metodologias, três são da Bahia, duas do Ceará, duas do Distrito Federal, uma da Paraíba e uma do Rio de Janeiro.  Veja aqui a lista das finalistas do Prêmio

Todas as tecnologias inscritas foram avaliadas por comissão composta por assessores da Fundação BB e representantes da Unesco, Banco Mundial, Ministério do Desenvolvimento Social, Secretaria da Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário e o Governo do Distrito Federal.

As categorias da premiação estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela Organização das Nações Unidas para a Agenda 2030. O Prêmio tem como objetivo promover as tecnologias sociais como ferramentas de baixo custo e com envolvimento das comunidades para o desenvolvimento sustentável.

Antes de ser classificada para a fase final, cada tecnologia foi avaliada conforme os parâmetros de mérito da transformação social, efetividade, reaplicabilidade, interação com a comunidade, inovação social, respeito aos valores de protagonismo social, cultural, cuidado ambiental e solidariedade econômica, e ainda, com validação dos documentos exigidos noregulamento ato de inscrição.

“Identificar e reconhecer tais metodologias é muito importante, pois as tecnologias sociais constituem-se em valioso instrumento de transformação social”, declarou Asclepius Soares, presidente da Fundação BB.

Esta edição do Prêmio tem a cooperação da Unesco no Brasil e o apoio do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Mundial, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Este prêmio contempla todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que fazem parte da Agenda da Organização das Nações Unidas com metas para o ano de 2030.

Postagem original e mais sobre o prêmio, clicando aqui.

Connected Smart Cities – Cidades do Futuro

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O Connected Smart Cities é um evento anual que ocorre desde 2015 e que tem como finalidade explorar o conceito de cidades inteligentes e conectadas em um encontro unindo representantes do poder público de diversas esferas, técnicos, empresas de tecnologia de ponta, especialistas de diversas áreas, além de pessoas e entidades engajadas com a otimização das cidades do Brasil, inspirados em soluções já executadas em cidades de todo o mundo.

Dentre as áreas abordadas no evento, tendo a tecnologia e a inovação como ponto central, estão o urbanismo e a sustentabilidade em primeiro lugar, mobilidade urbana e acessibilidade, conectividade (big data, redes inteligentes, etc.), empreendedorismo e resiliência.

No campo da mobilidade urbana, o evento busca explorar e dissecar as soluções relacionadas às políticas públicas de integração dos meios de transporte, transporte público, pedestres, infraestrutura cicloviária, gestão de tráfego e toda forma de mobilidade urbana como serviço serviço da cidade.

Nesta edição de 2017, além de contar com painéis e workshops com a participação de nomes relevantes da indústria de tecnologia, da academia e de governos, é responsável pela criação de um ranking que avalia as cidades brasileiras, indicando quais as que mais aplicam as melhores soluções em sustentabilidade, mobilidade urbana e políticas públicas inteligentes e inclusivas voltadas para as pessoas e também pela premiação das cidades mais bem colocadas.

Tendo a bicicleta um papel fundamental nas cidades inteligentes, por sua aplicação múltipla em soluções relacionadas à mobilidade urbana como meio ambiente, saúde, economia e integração social, certamente a bicicleta não poderia ter ficado de fora, e foram discutidas políticas públicas e soluções tecnológicas já aplicadas e que vêm sendo replicadas dentro e fora do Brasil.

A Transporte Ativo esteve presente em um painel juntamente com Tomas Martins, CEO da TemBici, apresentando o conceito de bicicletas compartilhadas e sistemas de bicicletas públicas e suas diversas aplicações e impactos nas cidades, discutindo experiências de outras cidades do mundo e o futuro desses sistemas.

Trazer a bicicleta para um público que é constituído por agentes que estão na linha de frente do que é pensado e aplicado efetivamente para as cidades, tanto através da indústria e do mercado, quanto do governo, é fundamental para que tenhamos garantido o lugar da bicicleta nas cidades inteligentes e conectadas do futuro.

O Brasil e a TA no Velo-City 2017 Arnhen-Nijmegen

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A delgação brasileira no Velo-City deste ano, superou a de Nantes em 2015. Eram quarenta e dois brasileiros, mais da metade presentes na foto acima. Destes, quinze apresentaram seus trabalhos, moderaram ou participaram de mesas redondas em dezesseis oportunidades sobre os temas Governança, Bikenomics, People, Urban Planing e sessões externas. Levamos um pouco da Cultura da Bicicleta no Brasil para lá e com certeza trouxemos de volta muito aprendizado de experiências ao redor do mundo. Conheça a programação dos Brasileiros clicando aqui.

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A entrada do evento e seu bicicletário com mais de 1000 vagas.

A Transporte Ativo teve participação intensa, representada por Zé Lobo e Gabriela Binatti, que além de apresentarem um trabalho selecionado sobre a Pesquisa Perfil do Ciclista Brasileiro, foram convidados para participar de diversos painéis como o organizado pela ECF – European Cyclists Federation, Creating Advocacy Leaders, uma espécie de treinamento, com conselhos estratégicos para novas organizações em busca de melhores resultados; participamos junto com a JB Mobility do Painel Institutional arrangements for cycling: Challenges in Latin American cities, onde arranjos de sucesso como políticas, planos, estrutura institucional e capacitação aplicados em Rotterdam, Dublin, Portland e Sevilha foram apresentados e o que Bogotá, Cidade do México, Rio de Janeiro e Rosario poderiam aprender destas experiências e vice-versa. Na sessão externa promovida pela UN-Habitat Creating a cycling culture in bike-unfriendly environments, falamos sobre os desafios de promover a bicicleta no Rio de Janeiro. Participamos da reunião com a ECF e Diretoria da série Velo-City, para falar sobre os desafios da próxima edição do evento que acontecerá no Rio em junho de 2018 e ainda da reunião anual da WCA – World Cycling Aliance, da qual somos integrantes do conselho. Participamos também dos bastidores para compreender melhor o que teremos que fazer por aqui em 2018. Conheça a programação da TA clicando aqui.

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Para esta edição do evento a TA, em parceria com o Banco Itaú, levou um time de onze pessoas, dentre elas os vencedores do Prêmio a Promoção da Mobilidade por Bicicletas no Brasil 2017, três projetos selecionados e outros parceiros convidados, como Vá de Bike e Bike é Legal. E em parceria com o ICS – Instituto Clima e Sociedade, em um projeto juntamente com o Bike Anjo, levamos técnicos de diferentes cidades, como Brasília, Belo Horizonte, Recife e São Paulo. Em ambos os casos, com o objetivo de qualificar e motivar quem trabalha a bicicleta com seriedade no país, ao mesmo tempo que buscamos mostrar a cultura da bicicleta no Brasil por lá.

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Como sempre, o evento foi repleto de atividades extras, para além das plenárias, sub-plenárias e painéis. Muitas ativdades externas como pedaladas, recepções, festas, coffee-breaks onde rolam os contatos, a troca de informações e possíveis parcerias. Além é claro da Expo, que apresenta o que há de mais moderno em bicicletas compartilhadas, contagens e monitoramentos automáticos, planejamento e muito mais. Desta vez a Expo2 tinha um estande Carioca apresentando a edição do evento em 2018 no Rio de Janeiro. Vale comentar que literalmente suamos a camisa para montar o estande e que por trás de tudo isso há uma dedicada equipe na Prefeitura do Rio, fazendo o possível e o impossível para a realização do evento, que já tem dezenas de pessoas e empresas buscando se inscrever, comprar espaço na Expo e enviar trabalhos!

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Para finalizar, vale comentar que a experiência de se pedalar na cidade sede de um Velo-City, especialmente sendo esta uma edição realizada na Holanda, é sempre um aprendizado à parte, sobre as possibilidades que as cidades apresentam para a Mobilidade por Bicicletas.

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Nos vemos em 2018, no Rio!

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Transporte Ativo no FMB6 CDMX.

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Durante o mês abril tivemos a oportunidade de estar na Cidade do México (CDMX) para além de participar do Sexto Fórum Mundial da Bicicleta, quinto para nós, participar de diversas atividades incluindo visitas técnicas e oficinas e ampliando nossa rede de contatos na América Latina.

Durante a programação do Fórum apresentamos a pesquisa Perfil do Ciclista 2015 sob o título “Producción de conocimiento para la promoción de la movilidad por bicicleta en Brasil: Investigación Nacional y formación de la Red de investigadores”, onde abordamos o processo de planejamento, execução e resultados da pesquisa além da rede de colaboração formada a partir de sua execução, também apresentamos a Convocatória 2017 que comtemplará além de cidades brasileiras, cidades de toda a América Latina.

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Ainda na programação do Fórum apresentamos o “Perfil do Usuário de Bicicletas Públicas no Brasil” e participamos do Painel sobre a Bicicleta nos Meios de Comunicação, com uma apresentação sob o título “Terminología y Semántica en la promoción del uso de la bicicleta”, abordamos a importância da escolha dos termos na horar de abordar e promover o uso da bicicleta como meio de transporte nas cidades.

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Pudemos ainda visitar o centro de operações da EcoBici, sistema de bicicletas públicas da cidade, a Direção de Cultura, Desenho e Infraestrutura Ciclista e a Câmara dos Deputados (federais) onde tivemos a oportunidade de compartilhar experiências com o Presidente da Comissão Especial de Mobilidade.

Prefeito, devolva minha ciclovia

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Nas rodas da vida e da bicicleta muitas vezes os altos e baixos fazem parte do ciclo. Nos últimos anos a bicicleta apareceu e ganhou força em cidades ao redor do Brasil e do mundo. São Paulo e Rio de Janeiro ajudaram a inspirar políticas públicas em favor de quem pedala e quer pedalar.

A grande ciclovia Tim Maia ao largo da Avenida Niemeyer no Rio caiu, matou ciclistas e está até hoje fechada. Foi ainda removida, no centro, a ciclofaixa da Avenida Graça Aranha. Ao mesmo tempo São Paulo já teve vias para bicicletas removidas e a prefeitura já anuncia que vem mais por aí. Mas para tentar confundir, as remoções serão para colocar ciclo rotas no lugar. Sabe aquelas pinturas no chão que cicloativistas faziam lá em 2008 e a prefeitura fez em algumas ruas em administrações passadas? Parece que agora o jogo virou e agora a inspiração vem de João Pessoa para as duas capitais do sudeste. Por lá o prefeito já removeu, mas o povo quer de volta.

Depois do boom de ciclovias, com o conforto, segurança e tranquilidade que representam para quem pedala, parece que 2017 será um ano “ladeira acima”. Mas como bem sabemos, há alegria de descer uma ladeira e também a dignidade de pedalar na subida.

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Pedalemos cada vez mais, seja no giro rápido ou socando a bota nos pedais. Por hora nos resta assinar a petição de João Pessoa, orar por São Paulo e olhar pra subida à frente como Armstrong olhou nos olhos do Ullrich nos Alpes.

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