Qual Cidade Queremos?

Ribeirão Preto no interior de São Paulo é uma das cidades mais ricas do estado. No entanto essa riqueza tem produzido um efeito nefasto para seus cidadãos. Ao invés de mais qualidade de vida para todos, o crescimento econômico tem trazido enormes transtornos.

O motivo é muito simples, o crescimento do transporte individual motorizado somado a diminuição do número de viagens no transporte público. As conseqüências são famosas, congestionamentos, poluição, horas perdidas e piora na saúde da população.

A única maneira de não fazer do crescimento econômico um problema crônico para a mobilidade urbana é através da priorização do transporte público, dos pedestres e ciclistas. Uma cidade onde se caminha e onde andar de moto ou automóvel é apenas mais um opção é uma cidade melhor para todos.

Fica a esperança de que Ribeirão Preto siga pelo caminho do crescimento sustentável, da priorização da qualidade de vida da sua população, essa sim, a maior riqueza de qualquer cidade.

Mais:
– RP “desiste” do transporte coletivo.
– Velha Mobilidade.

Fabricantes premiam Jornalistas

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A Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) premiou diversas matérias que falavam sobre seus produtos. A Transporte Ativo ajudou aos profissionais que fizeram duas delas.

O grande prêmio na categoria Bicicleta foi para Sonia Araripe da revista Plurale. E além disso, André Trigueiro pela edição especial do Cidades e Soluções foi destaque na categoria televisão.

Parabéns a todos os profissionais envolvidos e que as bicicletas sejam cada vez mais um assunto recorrente e sempre premiado.

Mais:
– Leia a Matéria “Duas Rodas” por Sonia Araripe.
– Assista: Bicicletas – Parte I e Bicicletas – Parte II
– Conheça o blog do programa Cidades e Soluções.
– Confira todos os premiados do Prêmio Abraciclo de Jornalismo 2008.

Diferença entre Ter e Usar

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O consumo deixa cada vez mais de ser baseado em “ter”. Passa a ser mais importante um modelo de negócios voltado à função das coisas. O pensamento das empresas sai portanto da lógica de comercializar bens físicos para buscar atender as necessidades do cliente de uma maneira integrada.

Dentro desse contexto, as bicicletas públicas são uma tendência que não se resume as magrelas e a mobilidade em geral. Trata-se de uma aplicação, nas ruas. A satisfação de ir e vir com total liberdade encarada através de um novo olhar.

Ter e manter uma bicicleta tem um custo, ciclistas inveterados normalmente tem até mais do que uma bicicleta. No entanto para usos eventuais e para quem não quer se preocupar em manter sua bici, a mobilidade em duas rodas se traduz no compartilhamento. Um modelo de uso para as magrelas que representa o nascimento de um novo modo de transporte público, bem como uma exemplificação exemplar de um modelo econômico em dia com a sustentabilidade.

Mais:
– Bicicletas Públicas
– Velha Mobilidade
– Product service system – Wikipedia (em inglês)

Pedalemos no Ritmo da Samba

SAMBA
Já está em funcionamento em caráter experimental as bicicletas públicas Cariocas. Até o dia 29 de dezembro pouco mais de 200 pessoas poderão testar gratuitamente o sistema e sugerir melhorias.

A pedalada fundamental do Sistema Alternativo para Mobilidade por Bicicletas de Aluguel – “SAMBA” já foi dada. Elas já estão nas ruas e certamente tem tudo para se multiplicarem e ajudar a mobilidade em bicicleta no Rio de Janeiro.

SAMBA 2

Uma iniciativa da Prefeitura em parceria com a Serttel, visite o Mobicilidade.com.br para fazer o cadastro.

Mais:
– Prefeitura inaugura estação de bicicleta de aluguel em Copacabana
– Bicicleta ‘parisiense’ faz sucesso no Rio

Se Essa Rua Fosse Minha

Talvez não pusesse ladrinhos na minha rua, mas certamente ela seria aberta apenas aos meios silenciosos de transporte.

Pedestres e ciclistas teriam prioridade se essa rua fosse minha.

Nessa rua, se apenas ela fosse minha, as calçadas seriam uma extensão das lojas e das casas. Lugar convidativo aos passos leves. Nada de trotes apressados.

Tudo isso apenas se essa rua fosse minha. Mas parece que ela vai deixar de ser.

As obras de expansão do Metrô de São Paulo seguem seu ritmo. Por conta disso a interdição da rua Fradique Coutinho irá terminar. Até hoje, somente ciclistas e pedestres podiam acessar a rua dos Pinheiros. No lugar do asfalto para a circulação motorizada, um grande canteiro de obras. Os buracos foram tampados e voltou reluzente o asfalto.

Essa rua deixará de ser minha. Deixará de ser silenciosa para quem nela mora, deixará de ser tranquila e de interesse apenas para quem quis estar nela. Virará mais um local de passagem, mas eu vou continuar passando por ela.

Ah mas se ela fosse minha…

Livremente inspirado na cantiga popular “Se Essa Rua Fosse Minha“.

Vale conferir o vídeo abaixo com intervenções em uma outra rua, que também não é minha, mas é humana e alegre.