Famosas Moças e suas Lindas Máquinas

O site TreeHugger.com tem uma galeria de fotos dedicada as celebridades femininas em bicicleta. A moça acima é Scout Niblett uma cantora e compositora estadunidense.

Simplesmente feliz em seu veículo.

A cidade amiga da bicicleta é uma cidade onde pedalar não é uma atividade para ousados homens entre 20 e 30 anos. Uma cidade verdadeiramente acessível a todos tem que incluir as belas moças e seus esguios veículos.

Pedalar é transportar-se e também uma maneira de entrar em contato consigo, com seu bairro e o que há de bom para ser visto e apreciado.

Uma cidade pensada para nossas mães, esposas, filhas é um lugar mais interessante e belo para todos. Um espaço que não distingue idade, gênero ou classe social. Ambiente verdadeiramente democrático.

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– Confira a galeria de celebridades de Bicicleta.

– Mais belas e estilosas imagens no Copenhaguen Cycle Chic.

Bicicultura, Primeiras Impressões

Brasilia

O evento Bicicultura desse ano foi realizado em Brasília. No centro do poder nacional a idéia era levantar a bandeira da bicicleta como prioridade para o país. E a União dos Ciclistas do Brasil está cada vez mais se firmando no cenário federal.

A presença de tantos cicloativistas brasileiros na capital ajudou o trabalho colaborativo entre as diversas instituições locais que promovem a bicicleta. As dificuldades e boas práticas estão dadas e precisamos seguir rumo ao futuro.

Desde 2005 ciclistas ao redor do Brasil tem se reunido e essa regularidade e o contato virtual constante são os grandes responsáveis pelo nascimento e crescimento da UCB. Em 2005 foi em Florianópolis com a ViaCiclo, 2006 São Paulo e Escola da Bicicleta, 2007 Rio de Janeiro pela Transporte Ativo, 2008 Brasília com a Rodas da Paz.

Mas ainda há muito o que ser feito. Em entrevista ao Jornal do Brasil Beth Davidson da Rodas da Paz resumiu uma necessidade dos ciclistas:

– Temos que ter, sobretudo, educação no trânsito para reconhecer que existem outros meios de transportes. A bicicleta tem que ser vista como meio de transporte.

E o ciclista, “tem de ser respeitado como tal.”

Muito mais do que vultosos investimentos em infra-estrutura, a bicicleta precisa do apoio político proporcional a sua importância na construção de cidades melhores para todos. É essa a luta da União dos Ciclistas do Brasil e dos grupos locais nela representados.

Mais informações no site do Bicicultura.
– JB Online – Construção de ciclovias é prioridade do governo, diz secretário

Paradoxo no Trânsito

Durante muitos anos acreditou-se que a solução para melhorar a fluidez do trânsito rodoviário passava pela construção de novas vias. No entanto esse conceito não tem mais valor. Inclusive, ao aumentar a infra-estrutura viária pode-se até piorar as condições do tráfego.

Dada a natureza anárquica do trânsito e a escolha individual de cada motorista, temos que muitas vezes não há qualquer incentivo a que uma rota seja escolhida em detrimento de outra. Milhares de pessoas tomam decisões baseadas na sua própria conveniência e na presunção de que a rota escolhida é a melhor e mais rápida. Com isso o trânsito não fica distribuído de uma maneira que garanta o menor tempo de viagem possível.

Os físicos responsáveis pela pesquisa apresentam o seguinte exemplo para explicar a teoria: um motorista pode fazer um caminho mais curto por uma ponte estreita ou um trajeto mais longo por uma via expressa. Na melhor conjuntura, o tempo de viagem de todos seria menor se metade das pessoas escolhesse cada um dos caminhos. Mas não é assim que acontece. Alguns motoristas irão usar a ponte estreita para ir mais rápido e a medida que se formem engarrafamentos, muitos optam pela pista expressa. Assim, ela também fica engarrafada e alguns motoristas optam novamente pela ponte estreita. Gradualmente o fluxo nos dois trajetos atinge o “equilíbrio de nash”, quando nenhum motorista iria chegar mais rápido se mudasse seu trajeto.

A solução para a má distribuição do fluxo motorizado foge ao senso comum. Ao fechar algumas ruas, é possível se aproximar do tempo ótimo de viagem. O motivo é simples, uma distribuição mais homogênea de veículos nas vias que continuariam disponíveis a circulação motorizada.

Surgiriam naturalmente benefícios além da simples melhora na fluidez. Ao invés de uma via congestionada, ruas exclusivas para ciclistas e pedestres.

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Para quem quiser saber mais:
– If You Build, They Will Clog.
– Queuing conundrums

Transporte Ativo em São Paulo

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A Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET) contou essa semana com a presença da Transporte Ativo. Estivemos presentes para levar o Workshop de Introdução ao Mundo Cicloviário. No auditório diversos órgãos da administração municipal e o próprio secretário do Verde e Meio Ambiente (SVMA) Eduardo Jorge esteve presente.

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O curso foi feito com base no conteúdo apresentado a CET-Rio. Devido ao sucesso em terras cariocas, a iniciativa veio para São Paulo.

As duas turmas paulistanas sairam extremamente satisfeitas e puderam conhecer um pouco da realidade da bicicleta. Esse workshop marca uma importante fase de transição na visão da mobilidade nessa grande metrópole. Atualmente a bicicleta e sua promoção ainda se concentra na SVMA. Para o secretário Eduardo Jorge, o papel de sua pasta é acima de tudo mostrar novos caminhos. A mudança aos poucos tende a ganhar corpo e se espalhar por toda a administração municipal e dentro dessa perspectiva, é fundamental que toda a área de transportes esteja devidamente sensibilizada para a necessidade de se promover o uso da bicicleta dentro do contexto da nova mobilidade necessária à cidade de São Paulo.

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O curso será repetido e só foi possível graças a parceria entre a Transporte Ativo, o ITDP a Clinton Foundation e a Prefeitura da Cidade de São Paulo.

Sim, eles Podem

O domínio do transporte individual motorizado se alastrou dos Estados Unidos para o mundo. Mas os contornos mais dramáticos do desenvolvimento centrado no automóvel está em terras estadunidenses.

Movida a gasolina, a classe média norte-americana não está sendo mais capaz de arcar com a escalada no preço do petróleo. A isso soma-se a desvalorização das casas, o endividamento e tem-se um cenário de desespero.

O canal de televisão PBS apresentou um documentário chamado “Dirigido ao Desespero” que mostra como no sul da California a dependência do automóvel afetou negativamente a vida de pessoas que sonharam com uma vida tranquila longe dos grandes centros urbanos. Ainda que as oportunidades de trabalho e lazer sejam maiores dentro das cidades.

No entanto, há esperança até mesmo na verdadeira “sociedade do automóvel”. O novo presidente Barack Obama já mostrou-se a favor de investimentos em transporte público durante sua campanha e certamente a mudança de paradigma necessária nos Estados Unidos passa por incentivos e investimentos em transporte eficiente para as pessoas.

Mais:
– Driven to Despair – PBS.org
– Reconecting America.org
– Barack Obama sobre Transporte.
– Sociedade do Automóvel
– Custos Reais dos Motorizados – blog.ta.org.br