Dia Sem Carro no Rio

Diretamente do Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro.

O Dia Mundial sem Carro, festejado em 22 de setembro, contará com o apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro para a realização de eventos comemorativos e cursos para incentivar o uso de bicicletas na cidade. Conforme decreto publicado hoje, os órgãos municipais darão prioridade ao exame dos pedidos para a realização de atividades ao ar livre e as Subprefeituras participarão das iniciativas promovidas nos bairros. Atualmente, cerca de 2 milhões de veículos compõem a frota registrada na cidade.

Para incentivar o uso de bicicletas e promover as ciclovias criadas pela Prefeitura, a Secretaria Municipal de Transportes, a CET-Rio e a Guarda Municipal oferecerão aulas de noções básicas de trânsito e condução de bicicletas para crianças e adultos.
Leia o Decreto.

O 22 de setembro no Rio de Janeiro acontece desde 2005 por meio de ações promovidas pela Transporte Ativo. Esse ano a iniciativa contará com ações da TA e o apoio oficial da Prefeitura. Um dos responsáveis pela oficialização foi o deputado João Pedro, ex-secretário de Governo da cidade.

  • Saiba Mais:

> 22 de Setembro no Rio de Janeiro

Trabalhe mais Verde

Trabalhadores norte-americanos gastam 47 horas por ano em congestionamentos, indo e voltando do trabalho. São 3,7 bilhões de horas humanas e 87 bilhões de litros de gasolina que se vão nos engarrafamentos. O crescimento econômico nos moldes atuais traz consigo um impacto negativo sobre a estrutura viária urbana. A tendência pode e deve ser modificada.

Incentivos ao uso da bicicleta são certamente o caminho. Outros são o uso do transporte público, caminhadas, caronas organizadas ou uma combinação de todas as alternativas. Existem inclusive empresas que concedem bônus aos funcionários que abrem mão do uso do automóvel particular.

A idéia é de que não se pode esperar uma mudança no mundo sem que antes haja uma mudança individual. Os processos industriais e as modificações nas estruturas físicas e sociais não surgiram por “geração espontânea”, todos somos responsáveis pelas ações que representarão uma melhor qualidade de vida para todos os habitantes do planeta. Humanos ou não.

  • Mais:

Via TreeHugger: How to Green Your Work

Poder do Equilibrio

Antes mesmo de caminhar em posição ereta, o ser humano já sabia da importância do equílibrio. Mas foi caminhando que nossa espécie desbravou os continentes. Evoluímos e crescemos, sempre em frente.

Hoje vivemos talvez o ápice de um modo de vida que se universalizou enormente após a revolução industrial. Habitamos um mundo urbano, mais de 50% do total de 6 bilhões de indivíduos no planeta vivem em cidades.

A concentração populacional tão grande nas “selvas de pedra” é um enorme impulso a inovação de idéias e ações. As grandes metrópoles mundiais evidenciam com extrema dureza a necessidade de uma tomada de ação para que possamos, ricos e pobres, ver cumprido um desejo simples que aparentemente se perdeu ao longo dos últimos séculos, qualidade de vida.

Muitas vezes para seguir em frente precisamos repensar nossos caminhos. O cenário de caos climático e condições de vida abaixo do desejável no mundo apontam para a necessidade de reflexão.

A mobilidade urbana é um dos pontos a ser revisto. Responsável por mais de 50% das emissões de gases estufa além da emissão de gases tóxicos o trânsito das cidades é gerador não só de impactos locais negativos para a saúde da população, como também contribui para o tão falado aquecimento global.

Tantos malefícios são fruto de um rumo equivocado na condução de como devem ser organizadas nossas cidades. Já sabemos hoje que pensar o espaço urbano em função do automóvel particular é um equívoco, mas já existem alternativas.

A bicicleta é fruto da mesma revolução industrial que possibilitou termos hoje as megalópoles em um mundo globalizado. No entanto ela perdeu espaço durante o século XX com a popularização dos automóveis. Felizmente os tempos são outros e cada vez mais esse veículo simples e extremamente poderoso impulsiona não apenas pessoas, mas cidades inteiras rumo a novos horizontes. Já podemos constatar que quanto mais orientado para as pessoas, melhor é o ambiente urbano.

O trânsito motorizado está cada vez mais lento. Os custos para a população e para o planeta de uma mobilidade centrada no automóvel estão cada vez maiores. Os administradores, sejam municipais, estaduais, ou nacionais, devem portanto abrir o olhar para que nossas cidades possam ser espaços mais adequados aos seus habitantes.

Sozinha a bicicleta não será capaz de resolver o problema da imobilidade urbana. No entanto ela é acima de tudo um símbolo. É uma invenção que só se equilibra em movimento e mimetiza o fundamental ato de caminhar. Além disso, torna mais saudável quem pedala e não polui o ar que todos respiram. É igualitária e pode ser usada por ricos e pobres. Integra os espaços pela facilidade de estacionar e pela baixa velocidade. Mais ciclistas nas ruas deve ser portanto o desejo de todos.

Numa visão integrada da cidade, não basta apenas que mais pessoas usem a bicicleta, já que nem todos querem ou podem. Para transportar melhor a população de uma cidade mais humana, é necessário que haja transporte público de qualidade para todos e que a melhor e mais rápida maneira de se deslocar pelas cidades possa ser também geradora dos mínimos impactos negativos no ambiente urbano.

Essa realidade já é possível, basta apenas buscar um caminho mais equilibrado na gestão urbana.

Prêmio de Incentivo

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O IPB – Instituto Pedala Brasil está lançando este ano a primeira edição do Prêmio Pedala Brasil de Melhores Iniciativas em Prol da Mobilidade por Bicicleta.

Poderão concorrer: técnicos municipais, profissionais de trânsito e mobilidade urbana, arquitetos, consultores e especialistas no setor que tenham projetos, obras ou sistemas cicloviários implantados, ou trabalhos de educação e comunicação.

A cerimônia de premiação ocorrerá no dia 18 de outubro de 2007, durante o Salão das Duas Rodas, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Os documentos para inscrição ou indicação de indicado estão disponíveis no site da Transporte Ativo.

Projeto e Regulamento
Formulário I – Indicação
Formulário II – Relatório de Inscrição

Todos aqueles que tenham bons trabalhos para concorrer ou queiram indicar alguém, podem também entrar em contato diretamente com o IPB pelo www.pedalabrasil.com

A importância dos bicicletários

“Eu iria de bicicleta para o trabalho se lá encontrasse um local seguro para estacioná-la”.

A frase acima pode ser vista na capa do Guia para Bicicletários da Association of Pedestrian and Bicycle Professionalsapbp e sintetiza um dos principais problemas enfrentados por quem usa a bicicleta como meio de transporte.

Fala-se em ciclovias, ou a falta que elas fazem e os bicicletários vão para segundo plano. Seria como se os motoristas tivessem vias largas e seguras, mas não encontrassem lugar para estacionar seus automóveis. Certamente não haveria tantos carros nas ruas.

Uma curiosidade, no Japão por exemplo, para adquirir um carro é obrigatório apresentar um certificado de estacionamento com o qual comprova-se a existência de vaga própria para o automóvel na residência e no local de trabalho.


Foto do autor

A falta de um local seguro para estacionar impede muitas pessoas de usarem suas bicicletas como meio de transporte básico. (Guia da apbp)

Além da falta de bicicletários nas cidades, também são raros os textos técnicos sobre eles. Pensando nisto, a Transporte Ativo obteve autorização e acaba de traduzir para o português o guia da apbp. Com diretrizes para escolha e instalação do melhor bicicletário, o original em inglês [PDF] e a versão em português [PDF] estão disponíveis em nossa página. Ambos podem ser usados livremente, citando-se as fontes.

Nossa biblioteca sobre bicicletários conta também com a versão traduzida do folheto informativo FF37 da Sustrans. Além disso, nesta semana, foram acrescentados dois novos textos técnicos, em inglês, produzidos pela Prefeitura de Londres. Um dos documentos foi trazido pelo ciclista brasileiro e presidente da TA que esteve na Europa junto com a delegação brasileira que participou do VeloCity 2007 em Munique. Confira!


Foto Zé Lobo

Deixar uma bicicleta sem vigilância, mesmo por curtos períodos, pode facilmente resultar em danos ou roubo. Encontrar um bicicletário que não seja adequado ou que não esteja convenientemente localizado pode provocar uma experiência frustrante. (Guia da apbp)

A Transporte Ativo, ao fazer estas traduções ou coletando textos técnicos atualizados, busca reafirmar que a existência de bicicletários seguros e bem localizados é essencial para incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte.

  • Mais:

> Estacionamento para bicicletas – Sustrans [PDF]
> O dilema das ciclovias