Motivos no Espirito Santo

O jornal “A Gazeta” de Vitória no Espírito Santo publicou nesse domingo uma matéria que apresenta “5 motivos para deixar o carro em casa e ir de bicicleta”. Assim escreve a repórter Cida Alves:

Várias são as vantagens apontadas por quem decidiu deixar de lado o suposto conforto do carro e passou a usar a bicicleta como meio de transporte. É mais saudável, menos estressante, econômico e, ainda, ecologicamente correto.

Como bem definiu um dos personagens da matéria. Andar de bicicleta é também uma “Higiene Mental”. Afinal, quem pedala sabe que mover-se movido pelo próprio esforço é o caminho para a liberdade e com o benefício de uma leve brisa no rosto.

  • Mais:

– 5 motivos para deixar o carro em casa e ir de bicicleta

Dia Sem Carro no Rio

Diretamente do Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro.

O Dia Mundial sem Carro, festejado em 22 de setembro, contará com o apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro para a realização de eventos comemorativos e cursos para incentivar o uso de bicicletas na cidade. Conforme decreto publicado hoje, os órgãos municipais darão prioridade ao exame dos pedidos para a realização de atividades ao ar livre e as Subprefeituras participarão das iniciativas promovidas nos bairros. Atualmente, cerca de 2 milhões de veículos compõem a frota registrada na cidade.

Para incentivar o uso de bicicletas e promover as ciclovias criadas pela Prefeitura, a Secretaria Municipal de Transportes, a CET-Rio e a Guarda Municipal oferecerão aulas de noções básicas de trânsito e condução de bicicletas para crianças e adultos.
Leia o Decreto.

O 22 de setembro no Rio de Janeiro acontece desde 2005 por meio de ações promovidas pela Transporte Ativo. Esse ano a iniciativa contará com ações da TA e o apoio oficial da Prefeitura. Um dos responsáveis pela oficialização foi o deputado João Pedro, ex-secretário de Governo da cidade.

  • Saiba Mais:

> 22 de Setembro no Rio de Janeiro

Trabalhe mais Verde

Trabalhadores norte-americanos gastam 47 horas por ano em congestionamentos, indo e voltando do trabalho. São 3,7 bilhões de horas humanas e 87 bilhões de litros de gasolina que se vão nos engarrafamentos. O crescimento econômico nos moldes atuais traz consigo um impacto negativo sobre a estrutura viária urbana. A tendência pode e deve ser modificada.

Incentivos ao uso da bicicleta são certamente o caminho. Outros são o uso do transporte público, caminhadas, caronas organizadas ou uma combinação de todas as alternativas. Existem inclusive empresas que concedem bônus aos funcionários que abrem mão do uso do automóvel particular.

A idéia é de que não se pode esperar uma mudança no mundo sem que antes haja uma mudança individual. Os processos industriais e as modificações nas estruturas físicas e sociais não surgiram por “geração espontânea”, todos somos responsáveis pelas ações que representarão uma melhor qualidade de vida para todos os habitantes do planeta. Humanos ou não.

  • Mais:

Via TreeHugger: How to Green Your Work

Poder do Equilibrio

Antes mesmo de caminhar em posição ereta, o ser humano já sabia da importância do equílibrio. Mas foi caminhando que nossa espécie desbravou os continentes. Evoluímos e crescemos, sempre em frente.

Hoje vivemos talvez o ápice de um modo de vida que se universalizou enormente após a revolução industrial. Habitamos um mundo urbano, mais de 50% do total de 6 bilhões de indivíduos no planeta vivem em cidades.

A concentração populacional tão grande nas “selvas de pedra” é um enorme impulso a inovação de idéias e ações. As grandes metrópoles mundiais evidenciam com extrema dureza a necessidade de uma tomada de ação para que possamos, ricos e pobres, ver cumprido um desejo simples que aparentemente se perdeu ao longo dos últimos séculos, qualidade de vida.

Muitas vezes para seguir em frente precisamos repensar nossos caminhos. O cenário de caos climático e condições de vida abaixo do desejável no mundo apontam para a necessidade de reflexão.

A mobilidade urbana é um dos pontos a ser revisto. Responsável por mais de 50% das emissões de gases estufa além da emissão de gases tóxicos o trânsito das cidades é gerador não só de impactos locais negativos para a saúde da população, como também contribui para o tão falado aquecimento global.

Tantos malefícios são fruto de um rumo equivocado na condução de como devem ser organizadas nossas cidades. Já sabemos hoje que pensar o espaço urbano em função do automóvel particular é um equívoco, mas já existem alternativas.

A bicicleta é fruto da mesma revolução industrial que possibilitou termos hoje as megalópoles em um mundo globalizado. No entanto ela perdeu espaço durante o século XX com a popularização dos automóveis. Felizmente os tempos são outros e cada vez mais esse veículo simples e extremamente poderoso impulsiona não apenas pessoas, mas cidades inteiras rumo a novos horizontes. Já podemos constatar que quanto mais orientado para as pessoas, melhor é o ambiente urbano.

O trânsito motorizado está cada vez mais lento. Os custos para a população e para o planeta de uma mobilidade centrada no automóvel estão cada vez maiores. Os administradores, sejam municipais, estaduais, ou nacionais, devem portanto abrir o olhar para que nossas cidades possam ser espaços mais adequados aos seus habitantes.

Sozinha a bicicleta não será capaz de resolver o problema da imobilidade urbana. No entanto ela é acima de tudo um símbolo. É uma invenção que só se equilibra em movimento e mimetiza o fundamental ato de caminhar. Além disso, torna mais saudável quem pedala e não polui o ar que todos respiram. É igualitária e pode ser usada por ricos e pobres. Integra os espaços pela facilidade de estacionar e pela baixa velocidade. Mais ciclistas nas ruas deve ser portanto o desejo de todos.

Numa visão integrada da cidade, não basta apenas que mais pessoas usem a bicicleta, já que nem todos querem ou podem. Para transportar melhor a população de uma cidade mais humana, é necessário que haja transporte público de qualidade para todos e que a melhor e mais rápida maneira de se deslocar pelas cidades possa ser também geradora dos mínimos impactos negativos no ambiente urbano.

Essa realidade já é possível, basta apenas buscar um caminho mais equilibrado na gestão urbana.

Prêmio de Incentivo

[photopress:logo_ipb.JPG,full,centered]

O IPB – Instituto Pedala Brasil está lançando este ano a primeira edição do Prêmio Pedala Brasil de Melhores Iniciativas em Prol da Mobilidade por Bicicleta.

Poderão concorrer: técnicos municipais, profissionais de trânsito e mobilidade urbana, arquitetos, consultores e especialistas no setor que tenham projetos, obras ou sistemas cicloviários implantados, ou trabalhos de educação e comunicação.

A cerimônia de premiação ocorrerá no dia 18 de outubro de 2007, durante o Salão das Duas Rodas, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Os documentos para inscrição ou indicação de indicado estão disponíveis no site da Transporte Ativo.

Projeto e Regulamento
Formulário I – Indicação
Formulário II – Relatório de Inscrição

Todos aqueles que tenham bons trabalhos para concorrer ou queiram indicar alguém, podem também entrar em contato diretamente com o IPB pelo www.pedalabrasil.com