Proteção as Idéias

Um novo texto contra o uso obrigatório do capacete está disponível no banco de dados da Transporte Ativo. O autor é Colin Clarke da organização inglesa Cyclists Touring Club.

O documento reforça os argumentos de que os malefícios da obrigatoriedade não compensam os benefícios gerais para a sociedade. Trata-se de colocar o uso do capacete dentro da esfera de decisão de cada ciclista, já que obrigar a todos, diminui o uso da bicicleta o que acarreta danos a saúde da população em geral.

Naturalmente que para a prática esportiva o capacete é um item mais do que recomendado, mas no dia-a-dia, o uso da bicicleta deve ser pensado para que todos que pedalam possam desfrutar livremente do espaço público das ruas, em segurança. Sabe-se que a melhor maneira de dar mais segurança aos ciclistas é com cada vez mais bicicletas nas ruas. O que necessariamente implica na consolidação de incentivos e facilidades aos usuários.

  • Mais:

> The Case against bicycle helmets and legislation – Colin Clarke

> No Blog:
Capacetes e Segurança
Capacetes e Cabelos
Uso do capacete

> Bicycle Helmet Safety Institute (Organização Norte Americana)

Alegria Alemã

Um grupo de geógrafos alemães mantém o Radlust, que eles traduzem como “a alegria de pedalar”. Em bom português, trata-se de uma iniciativa de promoção ao uso da bicicleta em terras germânicas.

A idéia é fazer uma publicidade do bem. Belas imagens somadas a informações simples e diretas que divulguem para o maior número de pessoas o enorme prazer de pedalar.

Há uma série de cartazes traduzidos para o inglês e que podem ser baixados em formato pdf. Vale a pena conferir. É a “publicidade verdade” capaz de anunciar vantagens sem ter de omitir “danos colaterais” do produto anunciado. Afinal, todo ciclista sabe que a mais grave conseqüência do uso constante da bicicleta é querer pedalar cada vez mais.

Pedalar…. é a revolução por uma vida melhor na cidade.

(…) por menos poluição e um clima (global) de conforto.

  • Mais:

> Radlust.info
Publicidade Ciclística (em inglês)

Metrópoles Brasileiras

O site de Jornalismo Ambiental “O Eco” traz duas reportagens sobre as maiores cidades brasileiras. Em ambas, o uso da bicicleta cresceu nos últimos anos. A tendência é de que siga crescendo. Trata-se não só de uma mudança cultural, mas da constatação cada vez mais difundida das maravilhas das duas rodas a propulsão humana. Sejam cariocas ou paulistas o importante é pedalar.

Confira os textos.
Sobre o Rio de Janeiro: “Pegue a Bicicleta” e “Sampa em duas rodas“. Por fim uma coluna de 2006, cujo título fala por si: “Uma Cidade para os Seres Humanos“.

Bicicleta Rio de Janeiro

Rio de Janeiro – Foto do Autor


Bicicleta Sao Paulo

São Paulo no Metrô. Foto Carolina Morena

Bicicletas no Plano Diretor

Corre no Senado um projeto de lei de 2005 que estabelece a obrigatoriedade da inclusão da mobilidade “não-motorizada” no plano diretor das cidades. O último passo foi dado no final do mês de maio após a aprovação pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR).

De maneira resumida:

O projeto, de autoria do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), propõe financiamento federal para plano de circulação que contemple os espaços para ciclovias e estacionamentos de bicicletas.

Já o substitutivo aprovado pela comissão estabelece prioridade para as bicicletas nas cidades com mais de 500 mil habitantes. Para isso, o município deverá elaborar um plano de transporte urbano integrado, compatível com o plano diretor ou nele inserido.

Iniciativas no âmbito do legislativo federal são sempre bem vindas. Mas são acima de tudo a constatação dos senadores de que é necessário atender aos interesses da população que já usa bicicleta hoje e acima de tudo, aumentar o número de usuários para que os benefícios possam se alastrar por toda a sociedade.

Falta apenas o devido cuidado em não confundir a pura e simples construção de ciclovias com planejamento cicloviário. Prioridade para as bicicletas não se trata de segregar os ciclistas em pistas exclusivas, mas promover o melhor uso das ruas por todos os meios de transporte. Tem de ser respeitado o que já estabelece o Código de Trânsito Brasileiro. A prioridade será sempre do veículo mais frágil e todos devem garantir a segurança dos pedestres.

Portanto iniciativas que contemplem uma circulação mais segura em nossas cidades irão naturalmente promover a mobilidade por bicicleta.

  • Mais

> No Blog:
Planejamento Cicloviário
Outros

> No Senado:
Aprovado projeto que determina prioridade para bicicletas em cidades com mais de 500 mil habitantes
Tramitação de Matérias (Proposições)

Conversa com Enrique Peñalosa

Nessa entrevista, o ex-prefeito de Bogotá fala sobre as mudanças implementadas em sua administração. O conselho é simples, precisamos saber que tipo de cidades queremos, uma que seja amigável com as pessoas, ou com os carros.

 

Vale conhecer o serviço de hospedagem de videos legendados. De maneira colaborativa o dotSUB.com convida os usuários a traduzirem os filmes disponbilizados. Por hora, quase nada sobre bicicletas.