Exemplo que se Alastra

No Rio de Janeiro shoppings e hipermercados são obrigados por lei a destinarem espaço para o estacionamento de bicicletas. Há um projeto de lei similar proposto em Curitiba.

Iniciativa louvável numa cidade famosa por seus parques, mas que precisa também investir na infra-estrutura cicloviária por completo. Já há uma interligação entre as áreas verdes, faz-se necessário agora, acolher as bicicletas em estacionamentos seguros para que se possa usá-las não só nos fins de semana.

O texto do projeto de lei termina com uma citação de David Engwicht:

A cidade é um ecossistema criado pelas pessoas para sua mútua realização. Num ecossistema, assim como numa floresta tropical tudo está interrelacionado e é interdependente. Cada organismo provê algo essencial para a vida de outros organismos e, em troca deles, recebe aquelas coisas essenciais para sua própria sobrevivência e bem-estar.

  • Mais

> Projeto de Lei 05.00065.2007
> Hipermercados e shopping centers podem ser obrigados a ter estacionamento para bicicletas.
> Bicicletários no Rio de Janeiro.

> Lei de Florianópolis que regulamenta a obrigatoriedade de espaços reservados para bicicletas

Nas Ondas do Rádio

Ao contrário do resto do mundo, os brasileiros ainda resistem a usar a bicicleta como meio de transporte. Sob esse título, foi ao ar nesse sábado pela Rede CBN de rádio um bate-papo sobre a mobilidade por bicicleta na coluna Mundo Sustentável, apresentada por André Trigueiro.

Durante a conversa ao vivo, o apresentador aproveitou para convidar os ouvintes a participar do Seminário Nacional Bicicleta e a Mobilidade Urbana no Brasil promovido pela ANTP. Durante aproximadamente 15 minutos, foram abordadas uma série de questões em relação a realidade da mobilidade urbana por bicicleta ao redor do mundo.

A conclusão final é que pedalar na cidade é sem sombra de dúvida, entrar em contato com o meio ambiente que habitamos. Um ato simples e prazeroso individualmente é capaz ao mesmo tempo de mostras benesses e mazelas da cidade em que vivemos. Além de nos apontar qual cidade queremos viver, certamente com mais bicicletas.

  • Mais

> Ouça na íntegra – Bicicleta no Mundo Sustentável.
Site da Coluna
> Informações sobre o Seminário da ANTP.

Pedale Legal na Escola – Vídeo

Está disponível para Download o vídeo do Pedale Legal na Escola. Em 20 minutos são mostradas as ações e a metodologia usada para sensibilizar estudantes da rede de escolas municipais do Rio de Janeiro.

A campanha foi uma realização da Prefeitura do Rio de Janeiro através do Instituto Pereira Passos da Secretaria Municipal de Urbanismo. A iniciativa contou com o apoio da Transporte Ativo e suporte financeiro da União Européia por meio da rede URB-AL.

Como cantaram em verso os estudantes:
“Bicicleta é muito bom e faz bem pra você, bicicleta é muito bom e não é só pra lazer.”

A Media Player is required.

Baixe o vídeo aqui.
Mais informações sobre o Pedale Legal na Escola.

Planeta Amigo das Bicicletas

John Burke é presidente da Trek, grande fábrica norte-americana de bicicletas. Nada mais natural que seja do seu interesse a expansão do mercado em que atua. Há no entanto uma grande mudança em seu discurso que vem sendo repetida nas suas últimas apresentações.

Nos últimos 20 anos a indústria de bicicletas vem investindo basicamente em desenvolvimento de produtos e marketing para o aumento das vendas. Essa prática não irá ser capaz de realizar a expansão do mercado de bicicletas nas próximas décadas, afirma Burke.

Normalmente, para cada US$ 100 em vendas as companhias de bicicleta investem US$ 3,90 em marketing, USS$ 1,60 em desenvolvimento de produto e somente 10 centavos na promoção ao uso da bicicleta (ou em inglês, advocacy).

O sucesso dos fabricantes ao redor do mundo no futuro depende que a indústria comece a repensar a maneira que aloca seus recursos. Existe a necessidade de buscar alternativas as formas tradicionais de investimento.

A bicicleta é o produto perfeito no momento ideal. Ela já está pronta para ajudar a solucionar diversos problemas urgentes da humanidade:

– Agravamento do Efeito Estufa;
– Poluição;
– Obesidade;
– Trânsito Congestionado.

No futuro, existirão cada vez mais megacidades, já que a tendência de urbanização e a migração do campo continua. Além disso, as emissões veículos contribuem com 60 a 70% da poluição urbana e 50% das viagens em automóveis particulares nas cidades são menores do que 3,5km.

Os problemas urbanos, de saúde e ambientais não serão solucionados por nenhuma quantia de dinheiro, nem mesmo nos países ricos. Não haverá uma nova pílula contra a obesidade, mais viadutos e estradas não serão capazes de solucionar os problemas de trânsito. A necessidade de mudança de enfoque é por esse motivo, urgente.

Mesmo enfático em relação aos problemas, John Burke apontou como solução a necessidade da indústria se unir aos governos e a sociedade civil. Em muitos países já se concluiu que a bicicleta é uma excelente solução urbana e, por conseqüência, planetária. O executivo da Trek fez seu mea culpa dizendo que no passado negou dinheiro a iniciativas de promoção a uso da bicicleta. Hoje, essa atitude tem de ser diferente.

Uma citação mostrada durante a palestra exemplifica a importância da bicicleta. Quem disse foi o prefeito de Londres, Ken Livingstone:

Pedalar é a maneira mais rápida, barata, saudável e ecologicamente amigável de se deslocar em Londres. Por esse motivo, estamos investindo quase £20 milhões (R$ 80 milhões), em melhorias na infra-estrutura cicloviária na capital. O número de ciclistas em nossas ruas dobrou desde 2000 e já excedemos nossa meta 5 anos antes do previsto.

Em sua conclusão, Burke afirma que:

A indústria precisa compreender que a forma numero um, a melhor e mais rápida, de expandir o mercado de bicicletas é através da criação de um mundo amigo da bicicleta.

  • Mais informações:

> Spend more on bicycle advocacy, urges Trek boss

> O vídeo com a palestra editada.
http://www.youtube.com/watch?v=OfRiFylmiS0

>Reprodução da apresentação
http://www.youtube.com/watch?v=kfGTppMYSYo

Bicicleta como Bagagem

[photopress:campinas_117__Small_.jpg,resized,centered]

Foto: Cezar Barbosa

O feriado de Páscoa se aproxima, como no Brasil os deslocamentos intermunicipais são majoritariamente feitos por ônibus, algumas dicas úteis para quem quer embarcar com a magrela na bagagem.

O decreto 2.521 de 1998 informa no artigo 29 os direitos e deveres dos passageiros de ônibus. Já o artigo 70 trata do valor a ser cobrado quando a bagagem exceder a franquia (usualmente denominada pelos despachantes de excesso de bagagem).

Parágrafo único. Excedida a franquia fixada nos incisos I e II deste artigo, o passageiro pagará até meio por cento do preço da passagem correspondente ao serviço convencional pelo transporte de cada quilograma de excesso.

Vale também consultar os “Direitos e deveres dos Passageiros pela ANTT” que repete o que diz o decreto acima.

Quando consultada a companhia em geral não há qualquer objeção para transportar as magrelas. Apenas recomendam que a bicicleta seja embalada para prevenir danos a ela e as outras bagagens. Na “linha de frente” é o despachante que pode criar problemas. Portanto diplomacia e pleno conhecimento dos seus direitos são as duas premissas básicas.

[photopress:malabike02_1_2.gif,resized,centered]

Mala bike Ararauna

Uma solução que sempre resolve problemas e poupa aborrecimentos é um “mala bike”. Bicicletas dobráveis são uma outra opção.

Para quem não tem nenhuma das possibilidades, na aquisição da passagem leve as normas da ANTT acima impressas. Caso necessário, entre em contato com o supervisor da empresa no ato da compra. Faça o mesmo se o despachante criar problemas durante o embarque. É direito do passageiro embarcar suas bagagens gratuitamente obedecendo os limites impostos.

  • Mais Informações:
  • > DECRETO Nº 2.521, DE 20 DE MARÇO DE 1998
    >Manifesto Bicicleta no Bagageiro do Ônibus do Clube de Cicloturismo.

    Agradecimentos a Juan Ramos da lista Cicloturismo Brasil.