Minha Terra tem Bicicletas

Canção do exílio na cidade de automóveis

Minha cidade tem avenidas,
Onde ando de Bicicleta;
E aves que gorjeiam,
e flores e borboletas.

No céu tem mais estrelas,
porque não tem poluição,
As ruas têm mais vida,
Nossa vida mais paixão.

Em pedalar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro ali;
Meu bairro tem ipês amarelos,
Onde canta o Bem-te-vi.

Minha cidade não tem engarrafamentos,
buzinas, freadas, carros sobre calçadas.
Meu Deus!
Em minha cidade as crianças
andam sozinhas para a escola
e não morrem atropeladas.

Não permitam Homens que eu morra,
Sem que eu viva nessa cidade

é aqui!
Onde canta o Sabiá.
Onde canta o Bem-te-vi.

Campeã da Regularidade

O III Desafio Intermodal Carioca serviu para comprovar a mais famosa das qualidades da bicicleta, sua regularidade. Independente das condições do tráfego motorizado nas abarrotadas ruas cariocas, quem pedala sempre sabe quanto tempo irá levar.

Basta ao ciclista saber a distância e sua média de velocidade será sempre a mesma, uma faceta que tem cheiro de novidade para quem costuma transitar no anda e pára dos congestionamentos urbanos. De certa forma a bicicleta é a tartaruga da fábula de Esopo. Segue devagar e sempre e chega primeiro. Já o automóvel particular nas cidades é como uma lebre com excesso de confiança e carregando um enorme casco. Altas velocidades finais, mas uma média abaixo da crítica.

Confira no relatório a superioridade da bicicleta. Há também o álbum de fotos e a planilha com os resultados objetivos e subjetivos.

Como diria Esopo: “Devagar se vai longe”.

Mais Desafio Intermodal no Blog.

Sacode Ossos

Um Pouco de história segundo a Escola de Bicicleta:

James Starley, um apaixonado por máquinas, decidiu repensar o biciclo e criou um modelo completamente diferente.

Tinha construção em aço, com roda raiada, pneus em borracha maciça e um sistema de freios inovador. Sua grande roda dianteira, de 50 polegadas ou aproximadamente 125 cm, fazia dela a máquina de propulsão humana mais rápida até então fabricada.

Isso foi nos idos de 1868 e essas velozes máquinas fizeram sucesso sacudindo os ossos dos homens ricos que podiam pagar oito libras pelas excêntricas “Big Wheels”. O preço era equivalente a mais ou menos 6 meses de salário de um operário inglês da época.

Na Austrália intépridos ciclistas ainda competem nesses inseguros veículos de duas rodas.

Via: Ecovelo

Quem é o Pedivela?

Triciclo TA em Ação

A língua falada muitas vezes corrompe a língua escrita. Quando se fala de bicicletas, um termo logo vem a mente. O pedivela. Na língua inglesa não importa se com as mãos ou com os pés, o nome é crank. Já em português à peça que se aciona com os pés deu-se o nome de pedivela, fundamental para impulsionar a bicicleta. Afinal uma manivela com pedais merecia um nome melhor.

Por conta da sonoridade da palavra, muitas vezes o pedivela acaba se tornando um pé de vela. Palavra que se prestarmos atenção não faz o menor sentido. Poderia no máximo se tratar da base de uma vela, mas nunca de um dispositivo de tração.

Para sanar qualquer dúvida, podemos usar o termo de Portugal: pedaleira.

Mais:
Glossário de peças de bicicleta.

– A discussão segue nos comentários abaixo.

Apaixone-se pela Cidade

Montreal no Canadá. Por lá se fala o inglês e o francês. Bicicletas dos anos 80 ainda podem ser pedalas e em movimento traduzem um amor que cresce dela por ele e não sabe muito bem aonde tudo vai parar.

O importante é seguir pedalando humanizando a cidade e principalmente buscando sempre ser um pouco mais feliz.


Coeur de Pirate || Comme des enfants from Dare To Care Records on Vimeo.

Via:
Copenhagen Cycle Chic.