Doze Horas de Outra Mobilidade

Avenida Paulista, cartão postal paulistano. O trânsito motorizado em janeiro tem um horário de pico claro no começo da noite. O resto do ano não é assim tão fluido para quem depende de motores. Mas as bicicletas tem horários e usos diversos. Para dar visibilidade aos ciclistas, a Transporte Ativo convocou os amigos e suas máquinas fotográficas para uma contagem.

Quem são as pessoas que em uma segunda-feira em janeiro cruzam a Paulista? Trabalhadores, entregadores, esportistas, a maioria homens e pedalando por onde a bicicleta deve circular, na via. Os dados não tem valor estatístico, mas comprovam que em um único ponto da mais famosa avenida paulistana um número expressivo de bicicletas está presente.

Não se trata portanto de promover políticas para a “fabricação de ciclistas” na cidade de São Paulo, mas a região metropolitana precisa conhecer quem já pedala para que mais pessoas se sintam encorajadas a adotar a bicicleta em benefício de todos.

Foram mais de mil fotos, a maioria absoluta de bicicletas. Mas também foram clicados cadeirantes, skatistas, patinadores, carroceiros e até uma deficiente visual.

Em breve um relatório completo nos moldes do que foi feito no Rio de Janeiro na Contagem do Cantagalo. Enquanto isso vale conferir algumas das fotos:

André Pasqualini
Márcio Campos
Mathias
João Lacerda
Polly Rosa

Apenas um Pedido

Respeite o Ciclista.

A morte de um ciclista coloca em evidência nos meios de comunicação os riscos inerentes de pedalar no trânsito. Ao mesmo tempo no entanto, joga uma nova luz sobre as necessidades de medidas que favoreçam o uso das bicicletas.

Afinal, quanto mais magrelas nas ruas, mais seguro é o trânsito em geral. Já que os motoristas se acostumam a lidar com elas e acima de tudo, muitos deles acabam por ser eventuais ciclistas também. Portanto para diminuir o número de ciclistas mortos, há de se garantir a segurança dos que já pedalam e incentivar para que mais pessoas utilizem a bicicleta mais vezes.

Dentre a extensa cobertura jornalística em relação a morte da cicloativista Márcia Prado, alguns destaques:

Ciclistas de SP recorrem ao respeito como item básico de segurança

Ciclistas encurralados

Só uma multa por desrespeito a ciclista

Uma “bicicleta fantasma” por mais humanidade no trânsito

Um Pouco de Vaga Viva

A Vaga Viva Carioca aconteceu em 2008 junto com diversas cidades ao redor do mundo. No dia 19 de setembro, uma sexta feira, duas vagas de estacionamento de automóveis na rua ganharam um uso mais nobre. Foram transformadas em um belo e agradável espaço de convivência, com grama artificial, bancos.

Tudo para que as milhares de pessoas que caminham pela Travessa dos Poetas de Calçada, sejam capazes de enxergar uma nova poesia para nossas ruas. Enquanto setembro de 2009 não chega, confira abaixo o vídeo da última edição.

A Media Player is required.

English version.

Mais sobre Vaga Viva

Campeã da Regularidade

O III Desafio Intermodal Carioca serviu para comprovar a mais famosa das qualidades da bicicleta, sua regularidade. Independente das condições do tráfego motorizado nas abarrotadas ruas cariocas, quem pedala sempre sabe quanto tempo irá levar.

Basta ao ciclista saber a distância e sua média de velocidade será sempre a mesma, uma faceta que tem cheiro de novidade para quem costuma transitar no anda e pára dos congestionamentos urbanos. De certa forma a bicicleta é a tartaruga da fábula de Esopo. Segue devagar e sempre e chega primeiro. Já o automóvel particular nas cidades é como uma lebre com excesso de confiança e carregando um enorme casco. Altas velocidades finais, mas uma média abaixo da crítica.

Confira no relatório a superioridade da bicicleta. Há também o álbum de fotos e a planilha com os resultados objetivos e subjetivos.

Como diria Esopo: “Devagar se vai longe”.

Mais Desafio Intermodal no Blog.

Provocações Brancas

As Bicicletas Brancas nasceram com os artistas e contestadores do Provos na Holanda. Ficavam espalhadas pelas ruas para quem quisesse usar. A polícia não gostou e confiscou as bicicletas sem dono. Elas passaram a ter cadeados com um código numérico reproduzido no quadro da respectiva bici.

A idéia foi longe. Hoje em Amsterdã não existem bicicletas brancas, mas pelo mundo afora se popularizam as tecnológicas bicicletas públicas e a infra-estrutura computadorizada responsável por gerir os sistemas. Os Provos seguiram seus caminhos mas uma boa idéia nunca morre.

Longe da tecnologia um grupo de artistas irá distribuir as Bicicletas Brancas por Curitiba. A idéia é colocar em circulação as magrelas que estão sendo sucateadas nas garagens pela cidade afora. No lugar da ferrugem, a tinta branca, ao invés de ficar parada sendo coberta por poeira, o vento e a liberdade de circular pelas ruas.

Para cada bicicleta doada, uma muda arbórea de presente ao doador. E todas as bicis juntas ficarão expostas durante o bazar organizado pela galeria de arte. Formarão uma enorme árvore de bambu e bicicletas.

Para doar bicicletas para o plano das bikes brancas
ligue ->(41) 3082-7091<-
ou envie um email para: contato@galerialudica.com.br

Saiba Mais:
Galeria Lúdica.
– Blog Arte Bicicleta Mobilidade