Uma política cicloviária para o Rio de Janeiro

ITDP, Transporte Ativo e Studio X têm acompanhado a elaboração do documento, e gostaríamos de convocá-los para participar ativamente do processo, construindo em conjunto um documento com diretrizes para a política cicloviária a serem consideradas na elaboração do Plano. O objetivo é consolidar um relatório e entregá-lo à Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e ao consórcio contratado para apoiar o processo de elaboração do PMUS.

Para discutir sobre a visão que gostaríamos que fosse adotada no planejamento cicloviário no Rio e coletar contribuições das principais organizações, movimentos, coletivos e indivíduos interessados em mobilidade por bicicleta da cidade, estamos organizando um encontro no dia 16 de maio (sábado). A proposta é realizar um workshop nos moldes do que foi o encontro “Que mobilidade queremos para a nossa cidade?”, no qual debatemos de forma abrangente a visão de mobilidade para o PMUS e consolidamos um relatório que foi entregue à Prefeitura e ao consórcio. Algumas temáticas serão pré-selecionadas para nortear a discussão, que se dará em grupos. Ao final teremos uma rodada geral de apresentações e discussões.

Prêmio visionários em bicicleta

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Acontecerá em Viena, de 11 a 16 de junho de 2013 o Velo City, a maior conferência de promotores ao uso da bicicleta do mundo.

O tema desse ano é a cultura urbana do uso da bicicleta e com muito orgulho, nós da Transporte Ativo estamos concorrendo com o Cycling Visionaries Awards, ou em tradução livre, o prêmio visionários da bicicleta.

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A votação é simples e vai só até o dia 15 de abril. Basta inserir o email e clicar em “Vote Now”, depois confirmar o voto no email recebido.

Estamos concorrendo com 4 projetos:

  1. O Mapa Colaborativo
  2. A contagem de bicicletas de carga
  3. A contagem fotográfica de ciclistas
  4. Uma visão sobre o futuro da bicicleta no Rio de Janeiro

Existem diversas outras iniciativas interessantes e cada pessoa pode votar em quantos projetos quiser (com apenas um voto). Pedalemos!

Superpoderes Ciclísticos: conectar gerações

Não por causa de juntar pontos no espaço. Nossas pernas fazem isso. A bicicleta cumpre algo mais difícil: unir dois eventos isolados no tempo. Criar ligações entre duas ou mais gerações.

Por suas ligações com os primeiros estágios de vida, a bicicleta simboliza vigor juvenil que revitaliza o ciclista que está no controle. O jovem, ao contrário, tem na bicicleta um símbolo de responsabilidade de estar crescendo.

Realmente não importa o motivo. Uma vez no selim, a natureza essencial da bicicleta nos obriga a descartar o supérfluo, o oposto de ficar em um carro. O biciclo pode transportar apenas nós mesmos, sob o risco de nos transformar em um motor dois tempos. Para o ciclista, uma declaração de independência.

Libertado de sua situação precária de ser bípede, responsáveis por manter o equilíbrio tênue, pai e filho, tio e sobrinho, avô e neto estão prontos para compartilhar a riqueza da estrada. Uma experiência muito grande.

Esta não é a comunicação típica de palavras, tão imperfeitas e enganosas. A comunicação é muito mais abrangente, sentimentos internos que se afloram a medida que nos tornamos parte de certas paisagens. A conversa, se ocorrer, é casual. Mas como sempre, sua musicalidade está cheia de notas profundas.

Ao ar livre o caminho volta a ter o sentido de promessa de quando éramos nômades. As hierarquias não se desfazem, tornam-se toleráveis. A criança finge ser um adulto no estilo de dominar uma máquina. O adulto tenta ser uma criança na maneira de desfrutar de uma curva.

Pela primeira vez, ao mesmo tempo, eles parecem estar dispostos a prestar atenção um ao outro. Dois conjuntos fechados que se cruzam em um ponto. Dois solitários que formalizam uma trégua. Não importa o que o ciclista tenha vinte ou trinta anos a mais ou a menos, ou que pelo resto de seus dias voltem para o isolamento das tarefas diárias.

Compartilhar um passeio de bicicleta é um mistério que restabelece a possibilidade de estarmos juntos, independente da nossa idade ou relação de parentesco. Uma virtude que as caminhadas foram perdendo por estarem contidas em centros comerciais luminosos que eufemisticamente chamamos agora de “cidades”.

Texto traduzido livremente do espanhol, publicado originalmente em: “Ciclovía: Transportes y comunicaciones“. Vídeo visto primeiro aqui: ‘Sonho: a bicicleta’.

Confira outros superpoderes ciclísticos.