Mobilidade e o Futuro das Cidades

Nas grandes metrópoles o trânsito caótico parece ser um problema insolúvel pela proporção que atingiu, em outras cidades a situação é menos dramática. Medidas podem ser tomadas antes que a situação fuja ao controle.
É isto que mostra o projeto “Melhorias e incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte” elaborado pela Prefeitura de Montes Claros, MG, com apoio e consultoria técnica da TA.
[photopress:mociclistas.jpg,full,centered]
Montes Claros tem cerca de 400 mil habitantes; é a 5ª cidade de Minas em população; possui a única fábrica de insulina do país; a Unimontes é considerada uma das melhores universidades brasileiras; e é a terra natal de terra de Darcy Ribeiro e Beto Guedes.

Por tradição e condição sócio-econômica do município, o número de ciclistas é muito grande na cidade. A atual gestão tem como diretriz a governança solidária e decidiu voltar os olhos para as bicicletas. Se por um lado vai atender a maior parte da população, por outro lado é uma medida inteligente, que procura prever e conter o caos urbano: as estreitas ruas centenárias da cidade, desenhadas na dimensão das pessoas, já estão saturadas de automóveis.

O projeto prevê as seguintes medidas:

  • Rotas e sinalização específica para bicicletas
  • Campanhas de educação dos ciclistas
  • 350 vagas em bicicletários modelo inglês
  • uma vez por mês, ruas de tráfego exclusivo para bicicletas [medida pioneira no Brasil.]
  • Mesmo de longe se vê no horizonte os montes que circundam e batizaram a cidade. Com a recente implantação de um moderno sistema de transporte coletivo e, agora, com medidas de valorização e incentivo ao uso da bicicleta, Montes Claros mostra que as soluções existem e podem ser adotadas preventivamente. A cidade coloca-se voltada para seu horizonte, em busca de um futuro melhor para todos.

  • Mais:
  • Projeto Cicloviário
    Cidades para bicicletas, cidades de futuro – Manual da Comissão Européia

    Uma Semana Livre em Angra

    “A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo vai aderir, pelo sexto ano consecutivo, à “Semana Europeia da Mobilidade”. De 16 a 22 de Setembro, os carros deixarão de circular nas artérias principais da cidade Património Mundial.”

    Jornal A União.

    Essa notícia vem diretamente de Portugal e trata de uma cidade nos Açores, arquipélago português no oceano Atlântico. No Brasil temos também uma Angra, mas dos Reis. Além de diversas outras cidades históricas que poderiam se beneficiar da participação na Semana da Mobilidade. Para este ano, já são 24 cidades brasileiras inscritas.

    • Mais:

    > European Mobility Week
    Lista de cidades brasileiras participantes.

    A notícia foi obtida via menos1carro.blogs.sapo.pt

    Bicicletas em Pequim

    A capital da China será em 2008 sede das Olimpíadas. Uma das grandes questões em qualquer grande evento é o transporte e em Pequim a questão é ainda mais crônica. Com o crescimento econômico a população passou a ter acesso a automóveis o que prejudicou a mobilidade e a qualidade do ar.

    Uma série de medidas serão tomadas pelo governo chinês para diminuir a poluição e aumentar a fluidez no trânsito. Uma correção de rumo na trajetória de um país inteiro que tem cedido espaço para a mobilidade individual motorizada em detrimento das bicicletas.

    • Mais:

    >Blog Cenas a Pedal:
    Pequim terá 50 mil bicicletas de aluguer em 2008

    >GloboEsporte
    Ar menos poluído em Pequim
    Pequim terá 50 mil bicicletas de aluguel

    Trânsito Holandês

    [photopress:utrecht_transito.jpg,resized,centered]

    Foto Zé Lobo

    A cidade de Utrecht na Holanda é exemplo de como a prioridade dada a bicicleta traz benefícios para todos. Em uma rua movimentada, o trânsito intenso de ciclistas deixa livre a rua para o deslocamento do transporte público e de quem precisa utilizar veículos motorizados.

    A Media Player is required.
    Baixe o vídeo do Trânsito em Utrecht.

    Na rua tomada pelo fluxo de bicicletas, ouve-se o silêncio e quase se sente o vento.

    Indicadores do Trânsito

    O Instituto Ethos publicou recentemente um extenso artigo que versa sobre a (i)mobilidade em São Paulo. O gancho foi o lançamento da Campanha do “Dia Mundial Sem Carro”. No entanto é possível visualizar com clareza uma mudança de perspectiva que ainda é necessária.

    Indicadores citados para avaliação da qualidade do sistema de transportes:
    – o número de dias em que o limite aceitável de poluição é ultrapassado,
    – a média de congestionamento em horários de pico,
    – o tempo médio que um veículo leva para deslocar-se entre determinados pontos da cidade,
    – o total anual de mortes em acidentes de trânsito,
    – a média de atropelamentos por ano,
    – o número de automóveis particulares na cidade,
    – o déficit de semáforos e de faixas de pedestres,
    – o total anual de ocorrências de doenças respiratórias ligadas à poluição.

    Certamente todos esses indicadores são de serventia quando se busca melhorar a mobilidade e por conseqüência a qualidade de vida de uma cidade. No entanto, é ainda mais importante uma simples troca nos termos a serem analizados.

    Ao invés de medirmos o “tempo de deslocamento dos veículos”, seria de mais serventia aos cidadãos, medir o deslocamentos das pessoas nas cidades. Afinal, o modal de deslocamento é apenas um meio para se atingir um destino. Caso tenhamos um real desejo por cidades melhores é necessário pensarmos em como pensa-la sempre ao redor das pessoas e suas necessidades.

    • Mais:

    > No Blog:
    Sem Carro em São Paulo
    > Instituto Ethos:
    Dia Mundial sem Carro estimula reflexão sobre os impactos negativos dos veículos particulares e a necessidade de transporte público de boa qualidade