E a Zona Azul ficou Verde

A Vaga Viva é bastante simples, uma ação que sem rodeios devolve as pessoas o espaço público. No lugar de estacionamento de carros, pequenos parques com grama artificial e espaço de convivência. O conforto para ficar pode vir de um banco de praça ou de um belo pufe, até simples cadeiras de praia transformam o espaço.

Fazer uma Vaga Viva é fácil, barato e prazeroso. Basta chegar cedo, convidar os amigos para uma visita e desfrutar do espaço público, aquele mesmo que pertence a todo mundo.

Confira abaixo as fotos da Vaga Viva Paulistana do dia 18 de setembro, dia em que cidades ao redor do mundo replicaram o evento, sob a tutela dos criadores dessa intervenção, o grupo Rebar de São Francisco.

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Saiba mais:
– Sobre “Park(ing) Day” (em inglês)
– Sobre as comemorações do Dia Mundial sem Carro em São Paulo.

Rivalidades Urbanas

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Rio de Janeiro e São Paulo tem uma lendária rivalidade bairrista, “competição” em nome da relevância econômica, política e cultural. Para adicionar caldo a essa informal disputa, entra em cena o Dia Mundial sem Carro. Reportagem do Estado de S. Paulo no próprio dia 22 mencionou as atitudes e atividades nos dois extremos da Via Dutra.

Na Cidade Maravilhosa a prefeitura impôs restrições ao estacionamento de motorizados em ruas do centro, o prefeito pedalou 20 km até o trabalho e foi inaugurado o projeto Zona 30 em Copacabana. Além disso a frota de trens suburbanos, do metrô e ônibus circulou em maior número.

Restringir estacionamento capacitou a cidade a ser participante oficial da jornada mundial em prol da mobilidade sustentável e encorajou a adesão da população. Já a pedalada do prefeito é um exemplo pessoal de grande impacto midiático. Finalmente, a maior disponibilidade de transporte público ajuda a população a abraçar a idéia e a Zona 30 em Copacabana serve para deixar frutos para além do dia 22 de setembro.

Enquanto isso na Paulicéia, a sociedade civil liderou a reflexão em torno do Dia Mundial Sem Carro, mas com a adesão da população pouco visível em meio a um dia nublado e com garoa. Ainda assim, o prefeito e seu secretário de transportes foram de ônibus ao trabalho, o bom exemplo que aparece na mídia. O secretário de Esportes, também deixou o carro em casa e circulou pela cidade somente de transporte público. Além disso também fechou as portas da secretaria para o estacionamento de veículos automotores. Todos tiveram de procurar alternativas, ou ao menos pagar pelo estacionamento mais distante e caminhar até o trabalho.

O exemplo dos prefeitos e secretários ilustrou a maneira de agir na cidade no Dia Mundial sem Carro, ainda centrada na ação de cidadãos, mas sem o apoio institucional da administração municipal. Mas a sociedade civil fez um belo papel. Com intervenções a beira do rio Tietê, faixas bem humoradas em viadutos, uma Vaga Viva a prova de chuva, andomóveis na avenida Paulista e mais uma belíssima Bicicletada especial com centenas de ciclistas.

Para a além das rivalidades, o Rio de Janeiro teria muito a ganhar com o engajamento dos seus cidadãos em maior número, uma realidade paulistana. Enquanto a administração municipal em São Paulo precisa saber valorizar a mobilidade sustentável, bandeira do 22 de setembro, como um símbolo de uma política em defesa do futuro da cidade.

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Foto: Luddista

Mais que Uma Praça

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Um objeto físico tem pouco valor, diante daquilo que representa. Ao longo dos anos a defesa do uso da bicicleta na cidade de São Paulo tem sido uma bandeira cada vez mais hasteada por quem já pedala. E de um grupo pequeno que cresceu e se modificou, a bicicletada é hoje voz a ser ouvida. Ganhou respeito, credibilidade, é chamada de movimento, convidada a dar palestras e entrevistas. Mas na verdade nem existe.

O que sempre existiu e irá continuar a existir são ciclistas cada vez mais engajados e que fazem novos amigos, ajudam a colocar mais pessoas para pedalar e vão longe. Sem esses ciclistas a praça ainda não teria nome nem teria o grande e nobre propósito de reunir centenas de pessoas toda última sexta-feira do mês. Faça chuva ou faça lua, ao por do sol ou noite escura, os ciclistas estarão na praça que é deles por merecimento e agora está sinalizado.

Carnaval de 2006 o (ainda) pequeno grupo que formava a bicicletada paulistana fez festa para inaugurar uma praça oficialmente sem nome. O espaço ganhou placas improvisadas que imitavam as oficiais. Elas foram retiradas e na bicicletada de julho foram penduradas mais uma vez (veja o video). Ficaram por lá mais um tempo, o nome da praça virou lei, mas a sinalização não veio com a mesma celeridade dos ciclistas. Mas ontem, foram fincadas em cimento fresquinho reluzentes placas. Dessa vez vieram para ficar, instaladas pelo EMURB. Os ciclistas agradecem e certamente irão comemorar pedalando.

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Mais no apocalipse motorizado:
Três Carnavais
Revitalização da Praça do Ciclista na 46a Bicicletada

O Tempo no Intermodal

Largada

Largada do Desafio Intermodal 2009.

O primeiro resultado disponível nos desafios intermodais é o tempo. Ao mesmo tempo o mais fácil de ser obtido e o menos importante. São números frios que não refletem os pequenos prazeres ou desconfortos de ir e vir na cidade. No IV Desafio Intermodal Carioca, alguns números no entanto saltaram aos olhos. A eficiência de integrar a bicicleta com o metrô (49 min de Samba, 50 min Dobrável) e a diferença quase nula de tempo entre ser pedestre (127 min) ou passageiro do ônibus (124 min). Cabe ressaltar no entanto que a distância total percorrida pelo pedestre foi inferior a percorrida pelo ônibus, mas a ineficiência do modal é inconstestável.

Certamente o grande vencendor dessa edição do Intermodal foi a integração. Ir de metrô e depois skate foi 5 minutos mais rápido do que percorrer todo o trajeto em um automóvel. Considerando as descargas de endorfina do skatista, dos ciclistas ou do pedestre fica incontestável a liderança dos transportes ativos na promoção da qualidade de vida das pessoas.

Abaixo os tempos totais:

Integração Metrô Bicicleta Pública SAMBA: 49 minutos
Integração Metrô bicicleta dobrável: 50 minutos
Moto; 55 minutos
Bicicleta pela rua , homem pedalando: 58 minutos
Integração Metrô Skate: 59 minutos
Carro: 64 minutos
Integração Metrô ônibus 69 minutos
Bicicleta pela Ciclovia 70 minutos
Metrô + ônibus Comum 75 minutos
Bicicleta pela rua, mulher pedalando 76 minutos
Taxi 79 minutos
Ônibus 124 minutos
Pedestre 127 minutos

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O Desafio Intermodal 2009 contou com apoio do ITDP e I-CE.

Desafio em Nome da Diversidade

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Largada do Desafio Intermodal 2007. Foto das 17:59

Mais uma vez a pergunta se repete. Qual o meio de transporte mais eficiente para ir e vir em uma grande cidade? Hoje será a IV Edição do Desafio Intermodal Carioca. Um teste prático a ser realizado nas ruas. Da Central do Brasil no centro da cidade à Praça Antero de Quental no Leblon, Zona Sul. Aproximadamente 15 quilômetros serão percorridos com largada às 18 horas.

A grande novidade em 2009 é que a imprensa já começou a cobrir o evento antes da sua realização o que é um bom indicador para a visibilidade que essa simples iniciativa conseguiu alcançar. O resultado não deve fugir ao esperado com a comprovação evidente da eficiência energética e econômica da bicicleta, com as óbvias vantagens de ser amiga do meio ambiente.

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Chegada do DI em 2007. Foto as 19:23

Trânsito do Rio será circuito de desafio entre meios de transporte
Desafio testa qual o melhor meio de transporte urbano a ser usado no Rio

Confira como foi a III Edição do Desafio Intermodal Carioca.

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