Diversidade em Três Rodas

Triciclos à propulsão humana podem ter diversos usos. Transporte, carga e passageiros. Todas formas não-poluentes e eficientes que pela simplicidade são bastante utilizadas ao redor do mundo.

Veículo de carga e de longas distâncias para cadeirantes nas Filipinas.

Transporte de passageiros em um filmete peruano.

Por fim um videoclipe ilustra um uso fundamental para as três rodas. Servem para despertar nas crianças o prazer de pedalar.

Pedale Legal na Escola – Vídeo

Está disponível para Download o vídeo do Pedale Legal na Escola. Em 20 minutos são mostradas as ações e a metodologia usada para sensibilizar estudantes da rede de escolas municipais do Rio de Janeiro.

A campanha foi uma realização da Prefeitura do Rio de Janeiro através do Instituto Pereira Passos da Secretaria Municipal de Urbanismo. A iniciativa contou com o apoio da Transporte Ativo e suporte financeiro da União Européia por meio da rede URB-AL.

Como cantaram em verso os estudantes:
“Bicicleta é muito bom e faz bem pra você, bicicleta é muito bom e não é só pra lazer.”

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Baixe o vídeo aqui.
Mais informações sobre o Pedale Legal na Escola.

Exemplo Mexicano

Uma excelente iniciativa da administração local na cidade do México é de grande valia para demonstrar um passo fundamental para a construção de cidades mais humanas.

Publicado neste 2 de abril no jornal mexicano “La Jornada” (1):

“Desde hoje, a primeira segunda-feira de cada mês, por ordem do chefe de governo do Distrito Federal, Marcelo Ebrard Casaubon, todos os funcionários de primeiro escalão da administração local, sem exceção, deverão transportar-se em bicicleta aos seus escritórios, com o objetivo de estimular entre a população, o uso deste meio de transporte.”

Os funcionários municipais contaram com a ajuda de organizações da sociedade civil envolvidas na promoção ao uso da bicicleta na capital mexicana. Além disso, como foi noticiado ontem na versão online do mesmo jornal (2), outros funcionários também foram ao trabalho de bicicleta ou utilizando transporte público.

Essa experiência pioneira certamente deveria ser copiada por governos ao redor do mundo, principalmente em países sem tradição no uso da bicicleta como meio de transporte entre todas as classes sociais.

Os países latino americanos em geral sofrem ainda com o preconceito em relação ao uso das bicis, já que as parcelas mais ricas da população dispõe dos incentivos e dos meios de utilizar o automóvel nos seus deslocamentos particulares.

Prioridade para as bicicletas e um sistema de transporte público de qualidade são cada dia mais necessidades para atender de maneira mais justa a todos os cidadãos.

Um política séria de incentivo ao uso da bicicleta nas cidades tem de partir também daqueles responsáveis pela administração municipal. Que seja apenas o começo e que cada dia mais pessoas em todos os escalões, possam utilizar e percorrer as cidades da melhor maneira possível.

  • Mais informações:

> México estimula cidadãos da capital a irem de bicicleta para o trabalho
> Bicitekas
> ITPD

(1) Comienza la transportación en bicicleta de funcionarios del GDF
(2) Otros funcionarios también utilizaron el velocípedo
> Cumplen funcionarios capitalinos con su primer traslado obligatorio en bici

Cidades para Ciclistas

Deslocar-se de bicicleta é uma atividade ainda desconhecida por muitos urbanistas e planejadores urbanos em geral. Um artigo bastante interessante aborda um tema difícil: “Por que ciclistas odeiam sinal fechado?”

A conclusão explicita claramente uma contradição hoje existente em nossas cidades. A necessidade de incentivos ao uso da bicicleta e a falta de um planejamento que atenda as necessidades dos ciclistas.

Motoristas se dizem confusos com a presença de bicicletas nas ruas, alguns desejam até que veículos de duas rodas simplesmente desapareçam. Os carros são a principal preocupação dos ciclistas em relação a sua segurança. Os técnicos de trânsito têm de descobrir maneiras de coexistência pacífica entre bicicletas e automóveis.

Um bom começo, é levar as preocupações dos ciclistas a sério. Quem pedala não será bem servido por um sistema viário desenhado para motorizados. A redução do número de paradas obrigatórias em rotas ciclísticas faria com que os deslocamentos por bicicleta se tornassem mais atraentes tanto para os atuais usuários, como os em potencial. Permitir que os ciclistas tratem sinais de parada obrigatória como sinais de “dê a preferência” poderia resolver o problema de uma maneira diferente.

Talvez as cidades devessem comprar bicicletas para os seus engenheiros de trânsito e exigir que eles as usassem frequentemente para ir ao trabalho. Não há maneira para que eles aprendam o que é pedalar no trânsito do que experimentando os riscos e alegrias de faze-lo.

Contando com a força das próprias pernas, ciclistas têm necessidades especiais para bons deslocamentos. Uma delas, como também aborda o artigo, é manter uma velocidade constante, que implica num bom ritmo de batimentos cardíacos que acarreta na diminuição do esforço para cumprir distâncias.

  • Mais Informações:

> Why Bicyclists Hate Stop Signs
Joel Fajans & Melanie Curry

Velha Mobilidade

A humanidade está sempre caminhando rumo ao que se convencionou chamar de progresso, no entanto, um dos princípios básicos dessa jornada são as tentativas e erros. Muitas vezes algo que se mostra como uma solução, acaba sendo um equívoco depois.

O transporte urbano no começo do século XX era em grande parte, tracionado por cavalos. Uma série de problemas eram gerados em virtude dessa falta de diversidade na mobilidade das cidades. Por ruas mais limpas, surgiu o automóvel que não gerava fezes e não produzia o mal cheiro, como os cavalos.

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Avenida Rio Branco, Anos 50 – Foto “O Cruzeiro”

Via André Decourt.

Aproximadamente 50 anos foram necessários para que a supremacia do automóvel se tornasse um problema. Os efeitos malévolos de um planejamento urbano equivocado, produziram o que hoje se define como “Velha Mobilidade”. A expressão pode ser traduzida por ficar parado no engarrafamento, ou em um ponto de ônibus em dia de chuva, enquanto investimentos pesados continuam a ser feitos em infra-estrutura viária que privilegiam a mobilidade individual motorizada.



Avenida Rio Branco
Foto de alex robinson.

O século XXI já tem sido marcado pela intensificação de um processo ainda recente, mas que balizará o futuro dos transportes. São dois conceitos: Transporte Sustentável e Agenda da Nova Mobilidade. O primeiro visa moldar as políticas ambientais e de meio ambiente. O segundo conceito visa trabalhar a oferta de idéias sustentáveis que possam ser aplicadas. Cidades mais humanas serão construídas através de uma visão sistêmica, diversidade, participação de todos e amplo alcance. Tudo somado a uma vasta rede de parcerias, interações e colaboração sinergética.

Os ambientes naturais são ricos em diversidade para garantir a sua sobrevivência. Certamente a jornada evolutiva humana irá seguir os mesmos moldes. Na ótica urbana, isso quer dizer que deveremos cada vez mais ter ambientes ricos e diversos com inúmeras possibilidades habitacionais e de deslocamento para a população.

A Velha Mobilidade em Vídeo:

  • Mais informações (em inglês):
  • Vídeos sobre Velha Mobilidade.
    Agenda da Nova Mobilidade no wikiVelha Mobilidade.