Photographic bicycle counts

Photographic bicycle counts manual

Photographic bicycle counts combines the reliability of the automated processes with the practical and low-cost practice of manual bike counts.

This new method of bicycle counting was developed to respond to the needs of cyclists groups as well as civic organizations as partners in the process of local bikeway planning.

The translation of this manual, originally produced in Portuguese by a non-profit organization in Rio de Janeiro, Brazil by the name of Transporte Ativo (Active Transport), was meant to target the same goals in other countries. Furthermore, it offers a low-cost and efficient way to monitor the flow of bicycle traffic.

Throughout the world, bicycle counts have been incompletely and infrequently performed. Unlike the established methodology for counting motor vehicles, monitoring cycle use is still in its infancy.

In addition, bicycle counts have usually been a difficult, expensive and labor-intensive task for transit authorities.

From an urban policy perspective, growth in bicycle traffic (rather than motor vehicle traffic) is desirable, as the bicycle is the most efficient vehicle in terms of road space, parking space, fuel consumption and emissions. Increased bicycle use can reduce the need for new and expensive road infrastructure, which improves the efficiency of the overall transport system.

Once cycling is supported at a policy level by local, regional and national governments, cost-effective methods of monitoring cycling activity will be needed to monitor the effectiveness of existing and future policies.

The manual’s topics covered include: reasons to monitor bicycle traffic, where and when to do the counts, advantages and disadvantages of both automated and manual bicycle counts. In addition, all you need to know about photographic bicycle counts: equipment, locale, countig method and technical report.

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Crianças em Movimento

http://www.ta.org.br/blog/crianas_em_movimento.jpg

As crianças são muitas vezes mais vulneráveis aos efeitos negativos de um ambiente degradado do que os adultos, especialmente em áreas urbanas. No entanto, elas não são apenas pequenas vítimas inocentes. As crianças têm um potencial ainda inexplorado para incentivar e influenciar outras pessoas a adotarem comportamentos mais sustentáveis. Nós, adultos, devemos assumir nossa responsabilidade para envolvê-las no planejamento e na tomada de decisões com maior seriedade, para que elas tenham uma chance de influenciar o presente e moldar o futuro.

O manual “Kids on the move” foi lançado pela Comissão Europeia, Diretório Geral do Meio Ambiente, em 2002, após ser anunciado pela Sra. Margot Wallström na conferência Velocity daquele ano. Está sendo publicado hoje, em português, com o título “Crianças em movimento”.

Assim como o manual “Cidades do futuro, cidades para bicicletas”, que reconheceu o valor das bicicletas para as cidades, “Crianças em movimento” mostra a importância de reconhecer as necessidades específicas das crianças no trânsito. O manual destaca as iniciativas desenvolvidas, na Europa, por escolas, empresas de transporte público ou autoridades locais que tenham objetivo de promover o bem-estar dos nossos filhos.

“Crianças em movimento” contém numerosas sugestões práticas, endereços internet e documentação de referência sobre como abordar a questão da mobilidade da criança no trânsito do ponto de vista de um pai, uma escola, uma empresa de transporte, uma autoridade local e do ponto de vista da própria criança. O manual também inclui uma breve descrição de quinze iniciativas que foram tomadas a nível local, nacional ou internacional (assembleias de crianças e jovens, rotas seguras para as escolas, pédibus e grupos de bicicleta, campanha em favor dos transportes públicos, bicicletas para jovens mulheres, eventos como o italiano Bimbimbici, dias sem carro, etc).

A publicação foi apresentada oficialmente durante um seminário organizado pela Federação Europeia de Ciclistas (ECF) na Green Week, em Bruxelas. O manual foi criado para ser distribuído tanto através dos canais habituais de informação da União Europeia e através de redes ou associações de autoridades locais, escolas, pais, jovens, etc, e pode ser uma ajuda útil com ideias para aqueles que querem participar do Dia 22 de Setembro – Na Cidade sem meu Carro.

A Associação Transporte Ativo obteve autorização expressa, a tradução foi feita por Patrícia Casela, e agora o manual está disponível gratuitamente em língua portuguesa.

Compartilhamos aquelas mesmas preocupações sobre o futuro, a saúde e o lugar das crianças no trânsito. Com a tradução do manual Kids on the move almejamos dar outro enfoque para a “Semana do Trânsito” nas escolas e as discussões sobre o assunto, em vez de moldar “pequenos motoristas” e forjar uma dependência ao carro, muitas vezes desnecessária e quase sempre prejudicial.

Temos certeza que podemos aprender com o exemplo europeu. Autoridades e escolas precisam conscientizar-se de que crianças e adolescentes possuem necessidades próprias no trânsito. Ruas vivas e espaços vivos nas cidades influenciam diretamente o desenvolvimento corporal, mental e de cidadania das crianças. Mostrar a elas, e aos jovens em formação, o caminho dos transportes ativos é o primeiro passo da independência. Construir cidades onde seja permitido crianças nas ruas é abrir as portas para que elas encontrem seu lugar no espaço urbano, desde bem cedo. Isto só trará benefícios. Uma cidade mais segura, mais saudável e mais agradável para crianças é uma cidade boa para todo mundo.

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Sempre à frente

A cidade do Rio de Janeiro tem planejado e executado uma série de intervenções cicloviárias espalhadas em toda a cidade. Tem na Zona Norte e na Zona Sul, na Zona Oeste e também na ilha do Fundão. A maior malha cicloviária em extensão segue em expansão.

Transformar uma cidade não é tarefa a ser feita do dia para a noite, mas assim como na bicicleta, quando a cidade entra em movimento, a mesma lei da inércia que paralisa, ajuda a seguir em frente.

O planejamento cicloviário no Rio de Janeiro tem sido feito como forma de corrigir graves problemas na mobilidade urbana da futura sede das Olimpíadas de 2016 que também será palco da Copa de 2014. Grandes eventos só fazem sentido quando fica presente o famoso “legado” e as bicicletas na cidade maravilhosa já estão usufruindo desde já desse famoso legado.

Malha Cicloviária Rio de Janeiro

A figura acima (clique para ampliar) ilustra em azul todas as obras em andamento ou que serão iniciadas em novembro. Em vermelho estão assinaladas a infraestrutura existente. Cabe ressaltar que nos projetos com previsão de conclusão até 2012 está a criação da maior rede interligada das Américas com um total de mais 100km, a malha cicloviária da Barra da Tijuca e baixada de Jacarepaguá.

Em detalhes temos o seguinte:

Zona Norte/Tijuca: liga a Praça Saens Peña ao Maracanã e a ciclovia existente lá, tem também uma variante pela rua Jaceguai.

Zona Sul: uma ligação da Orla de Copacabana à Botafogo via túnel velho, ligação da Orla de Ipanema à estação General Osório do Metrô, ligação da ciclovia Mané Garrincha à Praia Vermelha e por fim uma ligação da Ciclovia Rubro Negra na Praça Sibélius com a ciclovia da General Garzon via Jardim Botânico.

Zona Oeste: uma ligação da ciclovia Bangu/Campo Grande (existente) a estação de trem Campo Grande e daí até a ciclovia da Alfredo Del Cima, com mais uma ligação até a ciclovia existente na Senador Camará em Santa Cruz (14km), e daí segue por 5km pela João XXII até o acesso da Companhia Siderúrgica do Atlântico.

Baixada de Jacarepaguá: cria uma rede no entorno da ciclovia já existente em Curicica e a outra faz uma nova rede ligando a Praça Seca à Vila Valqueire, com 7,7 km.

Ilha do Fundão: serão 14km sendo 5 já inaugurados. O trajeto inaugurado passa pelos prédios da UFRJ e o refeitório. Os outros 9km serão mais bucólicos passando pelas praias e recantos da llha, esta foi uma iniciativa da Prefeitura do Campus da UFRJ.

No total serão implantados 64kms em 2010, 59kms em 2011 e 50kms em 2012, mas pelo jeito que as coisas vão é possível que esta marca seja superada.

Tudo sobre bicicletas públicas

Sistemas de transporte público em bicicleta (STPB), ou simplesmente bicicletas públicas, são um sucesso mundial. Estão na Europa, na Ásia e nas Américas. Mas desde os primórdios, com as bicicletas brancas na Holanda, muita coisa mudou.

O ITPD acaba de lançar um documento de mais de 70 páginas que descreve desafios e caminhos possíveis para bicicletas públicas na América Latina. Rio de Janeiro, Santiago do Chile e a cidade do México são analisadas. Mas muitos outros exemplos estão lá.

Das várias lições e dicas, uma delas é fundamental, a importância do planejamento e desenho do sistema. Não basta simplesmente disponibilizar bicicletas a preços convidativos em locais de grande movimento, tudo tem de ser pensado como qualquer outro meio de transporte público.

O sistema de Londres ainda não tinha sido implantado quando da conclusão da publicação e merece especial atenção. Foram 95 mil usuários cadastrados e mais de 1 milhão de viagens nas 10 primeiras semanas. Só esses números atestam o sucesso, mas uma peculiaridade londrina desenha um horizonte positivo ao sistema.

Na Inglaterra, o transporte público é altamente subsidiado. Cada ônibus que sai da garagem e cada trem que circula em Londres gera prejuízo ao sistema de transporte urbano. Por esse motivo, mesmo com a maioria das viagens de bicicleta pública sendo gratuita, o aluguel de bicicletas é lucrativo para a cidade. Cada usuário paga apenas £1 por dia de uso, mas acaba sendo uma viagem a menos nos já sobrecarregados trens e ônibus da cidade. Daí para um lucro operacional é apenas questão de tempo.

Seja onde for, iniciativas em prol dos serviços de bicicleta pública requerem uma adequação a realidade local e acima de tudo força do poder público para facilitar o uso da bicicleta na cidade.

Saiba mais:

ITDP publica documento sobre sistemas de bicicleta pública para América Latina
London bike hire scheme on road to be only public transport system in profit

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