Crescimento Urbano

O Rio de Janeiro cresceu entre o mar e montanhas. Túneis foram escavados para reduzir distâncias entre lados opostos dos morros. Ao mesmo tempo, rios foram canalizados, encostas ocupadas por construções.

Quando a água cai, cobra um preço alto. O bom planejamento urbano deve sempre levar em conta as condições climáticas e geológicas dos terrenos. Dentro de um pensamento mais amplo, a cidade não deve se impor à natureza em seu entorno, pelo contrário, devemos pensar em como nos aliar as forças naturais.

Pensar uma cidade para as pessoas é otimizar o fluxo dos habitantes. Planejar para o transporte público e meios não-motorizados traz como benefício portanto um menor impacto ao meio ambiente. Já que serão necessários menos ruas asfaltadas, túneis e viadutos para o deslocamento da população.

Basta nos mirarmos no exemplo de Seoul que mostra como podem ser as cidades no futuro. Cidades ao redor do mundo já descobriram que mais espaço para as pessoas, bicicletas e transporte público faz diminuir progressivamente a necessidade e a intensidade do uso de automóveis particulares, gerando benefícios para todos.

  • Mais:

> blog.ta.org.br
– Eficiência da Bicicleta
– Transporte Público

> No Impact Man
– O que são as cidades

> Tree Hugger
– Park Avenue antes e Depois

Avante Brasil

O Brasil ambiciona ser sede da Copa do Mundo no ano de 2014. Fanáticos por futebol irão em breve lotar o estádio Mário Filho, o Maracanã, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Estado e Município do Rio esperam ver o antigo “Maior do Mundo” como estádio oficial do maior evento futebolístico do planeta.

Para impressionar o comitê da FIFA em visita à cidade, foi preparado um esquema especial de trânsito para atender ao enorme fluxo de pessoas. A mensagem é clara: “utilizem o transporte público”.

Trens e metrô funcionarão até mais tarde e as linhas de ônibus contarão com veículos extras para suprir a demanda. Além disso, o espaço público das ruas ao redor do estádio não será disponibilizado para o estacionamento de automóveis particulares. Tudo para facilitar a fluidez de pessoas e veículos, bem como criar dificuldades para quem faz questão de se deslocar de carro.

Todas essas medidas são de enorme importância para o sucesso do evento e mostram a competência dos técnicos municipais em lidar com grande concentração e dispersão de pessoas. Vide os eventos na orla de Copacabana que chegam a reunir 2 milhões de pessoas na noite de Ano Novo.

Cabe apenas ressaltar que para incentivar o carioca a deixar o carro em casa não bastam restrições ao estacionamento e esquemas especiais para o transporte público. A bicicleta pode também contribuir para diminuir as retenções no trânsito, nos grandes eventos. Um excelente exemplo, já citado aqui, são os “manobristas ciclísticos” que atuam em um estádio de Futebol Americano em São Franscisco.

  • Mais:

> GloboOnline:
Prefeitura prepara superesquema para impressionar fiscais da FIFA.

> Streetsblog.org:
Bike Parking on Steroids – “Manobristas Ciclísticos”

> blog.ta.org.br
Estacionamento nas Cidades

Panorama da Bicicleta no Século XXI

A Transporte Ativo foi convidada a redigir um artigo para o caderno especial da ANTP sobre a importância da bicicleta na mobilidade urbana.

O texto chama-se “UM PANORAMA DA BICICLETA NO SÉCULO XXI” e visa ilustrar o atual estágio e o futuro da bicicleta como peça fundamental na mobilidade urbana mundo afora.

Cidades saturadas, engarrafamentos constantes, poluição atmosférica, acidentes de trânsito aumento
do estresse, queda da qualidade de vida e a bicicleta retorna como elemento renovador, uma esperança na re-humanização das cidades. A bicicleta já ocupou vários degraus na pirâmide social. No início era uma diversão para os nobres, em seguida se tornou o principal veículo das classes operárias, sendo compreendida de diferentes formas ao redor do mundo durante o Século XX.

Escrito por José Lobo e João Guilherme Lacerda o artigo traz também depoimentos de especialistas em mobilidade urbana ao redor do mundo.

  • Mais:

Confira como adquirir o Caderno Técnico (ANTP/BNDES) que discute o transporte cicloviário no Brasil.

Base Legal

Pôr-do Sol na Lagoa

Foram publicadas hoje duas leis sobre bicicletas no Rio de Janeiro. A mais importante delas é a LEI N.º 4678 DE 11 DE OUTUBRO DE 2007 que:

Institui a política de incentivo ao uso da bicicleta na Cidade do Rio de Janeiro.

O parágrafo único da lei resume sua importância:

O incentivo ao uso da bicicleta como forma de mobilidade urbana tem por objetivo proporcionar o acesso amplo e democrático ao espaço urbano, por meio da priorização dos modos de transporte coletivo e não motorizado.

As medidas que defende a nova lei já vem sendo implementadas pela prefeitura do Rio de Janeiro nos últimos anos. O fato de atitudes pela promoção da bicicleta serem sancionadas como lei é portanto apenas mais um passo rumo a uma mudança na mobilidade da cidade.

No entanto, toda lei requer atitudes para que seja devidamente cumprida e realize as boas intenções que visa valorizar. Cabe agora a sociedade civil e aos responsáveis pela administração da cidade fazer valer cada vez mais o que foi oficializado no papel.

A cidade de São Paulo já conta com o apoio legal desde o início de 2007 mas sem a adoção de medidas efetivas em uma velocidade condizente com a gravidade da situação da mobilidade na maior metrópole do país.

A outra lei sancionada hoje no Rio de Janeiro é a 4677/2007 que autoriza ao Poder Executivo ampliar e dotar de ciclovia a Rua Olinda Elis no bairro de Campo Grande. A ampliação pura e simples da malha viária dedicada aos veículos motorizados é sabidamente associada ao aumento do uso do automóvel particular. Novas ruas ou vias mais largas dotadas de infra-estrutura cicloviária visam colaborar para que aumente também o uso da bicicleta.

  • Mais:
  • Lei 4678-2007 (pdf)
    Bicicleta em São Paulo
    Diário Oficial do Município Rio de Janeiro

    Felicidade e Carga

    Uma reportagem bastante completa da Reuters mostra o transporte de carga e crianças em Amsterdam, meca dos transportes a pedal. O fabricante dos veículos aponta as distinção entre o mercado interno holandês e os consumidores de outros países. Na Holanda a cultura já está estabelecida e todos utilizam a bicicleta, enquanto no exterior, os compradores costumam ser pessoas a frente do seu tempo.

    O exemplo de Amsterdam e dos meios de transporte lá utilizados é claro, o futuro das cidades dependerá do uso massivo de veículos movidos a propulsão humana. Inclusive pelo potencial de gerar felicidade em seus usuários.