Nascimento de Uma Ciclista

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Jeanne é jornalista, conheceu a Bicicletada Paulistana e tornou-se ciclista. Foi mordida pelo prazer que não se explica, pela constante injeção de endorfina, pela praticidade de praticar exercício indo e vindo do trabalho. Uma maneira excelente de reconquistar um prazer aprendido na infância, locomover-se com liberdade pedalando.

Assim ela resume sua experiência:

Após quatro meses redescobrindo o prazer de pedalar, percebo que bicicleta é pra mim, sim. Os amigos ainda acham graça. Alguns não aguentam mais me ouvir falar de bicicleta. É que eu a considero o veículo ideal: permite vencer distâncias maiores que a pé, não polui, não faz barulho, é saudável e não gera trânsito. Mas o mais bacana da bike não é nada disso. O melhor é que é divertido. E isso é ótimo antes de encarar o batente. O resto, como se diz, é um “plus a mais”. Fazer um mundo melhor vem de brinde.

Vale a pena conferir a excelente matéria publicada pela Revista Época SP. A capa é sobre viver de forma saudável na Metrópole e a bicicleta certamente faz com que cada ciclista seja mais saudável e amigável ao ambiente que o circunda.

Diários de bicicleta
POR JEANNE CALLEGARI

Bonita, saudável, sexy

Você está acima do seu peso ideal. Mais de um médico mandou você incluir exercícios diários em sua rotina. E você não encontra tempo: trabalho, escola dos filhos, afazeres do dia-a-dia… Matricular-se numa academia é uma boa solução. Mas como encontrar mais tempo em sua agenda diária lotada?
Pedalar é o melhor exercício! Porém, se você está pensando em comprar uma bicicleta ergométrica, pense 2 vezes. Aliás, pense 22 vezes, pois exercitar-se numa ergométrica exige mais que o dobro de disciplina e força de vontade. Além disto, você vai precisar de ter um espaço dentro de casa. E se já não tem tempo, como vai conseguir minutos suficientes para usar a ergométrica?
Prefira pedalar pela cidade! A solução é fazer trocas inteligentes. Aqueles pequenos trechos que você faz de carro, vá de bicicleta. Para isto, não vai precisar de tempo adicional em sua agenda diária. Aliás, é provável que vá ganhar tempo, pois em pequenas distâncias a bicicleta é o meio de transporte mais rápido e eficiente. Seu trabalho é longe? Numa primeira etapa, vá de carro até certo ponto e de lá siga de bicicleta. Se você mora no Rio ou São Paulo, utilize os novíssimos sistemas de aluguel de bicicleta. A demanda faz o mercado.

Em poucos dias usando a bicicleta, você verá nitidamente os benefícios para sua saúde física e mental.

Um Caminho Verde para São Paulo

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São Paulo tem cada dia mais aberto caminho para a circulação por bicicletas. Mas não se trata apenas de uma política de construção de pistas segregadas em prol da segurança, é também um trabalho que envolve a promoção de uma nova cultura de mobilidade.

Um número expressivo de paulistanos utiliza a magrela como seu meio de transporte principal, todos os dias. Já estão nas ruas, ainda que em condições passíveis de serem melhoradas. Qualquer medida de incentivo ao aumento do deslocamentos em bicicleta irá ser em função do aumento do número de viagens em bicicleta e não da “mágica da fabricação de ciclistas”.

Ainda que inconclusa, a ciclovia do Caminho Verde na Radial Leste já é um símbolo concreto da inserção do planejamento cicloviário na lógica dos transportes em São Paulo. Um novo elemento já faz parte do sistema viário da cidade, ele não pode e não irá permancer isolado.

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Uma faixa compartilhada entre ciclistas e pedestres como o Caminho Verde na Radial Leste é também a requalificação de um espaço antes abandonado. A paisagem que antes tinha apenas um muro e muito concreto agora já tem flores, árvores recém-plantadas e um piso vermelho que parece brilhar com a água da chuva.

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O Centauro Moderno

Texto do Secretário do Verde e do Meio Ambiente do Município de São Paulo – Eduardo Jorge

Um cidadão reclama em artigo do JT do entusiasmo da SVMA com a causa da bicicleta em São Paulo.

É verdade, desde 2005 a SVMA tem se dedicado a mudar a relação da cidade com os ciclistas.

De parte do poder público, das empresas aqui sediadas e dos próprios motoristas de veículos motorizados em 2005 estávamos partindo praticamente do zero. Porém o que se ignorava e o que nós descobrimos é que 300.000 pessoas já usam mesmo assim a bicicleta como meio de transporte principal em São Paulo e vizinhanças. São na maioria trabalhadores e estudantes moradores de áreas periféricas e em menor número ciclista por opção de consciência que sabem que estão ajudando a cidade. Ajudando a diminuir a poluição, o aquecimento global, beneficiando a saúde pública e o trânsito da capital paulista.

O que já fizemos de 2005 para cá? O Prefeito criou um grupo executivo intersecretarial – Pró Ciclista – que está estudando todos os possíveis locais de apóio com infra-estrutura pública ou em parceria.

Como resultado a SVMA já licitou via Metro uma ciclovia de 12 km ao longo da Radial Leste que já foi inaugurada parcialmente e deve ser concluída este ano. Também em outros locais na Zona Norte e Zona Sul a SVMA vem implantando ciclovias em conjunto com Subprefeituras. Outros 100 km estão em diferentes estágios de concretização (projeto, licitação, etc).

Já instalamos quase 2.000 paraciclos na cidade e estamos apoiando o Governo Estadual, via Metro e CPTM, na implantação de bicicletários e aluguel de bicicletas (o primeiro deste tipo na América do Sul).

A Secretaria de Esportes criou a escola de ciclismo para criança da rede pública de ensino.

Com a Secretaria de Transporte estamos iniciando um esforço de educação para cultura de paz no trânsito primeiro com os motoristas de ônibus e depois para o conjunto dos motoristas.

Este é o investimento mais importante. Mudar a cultura imperante de que os veículos motorizados são donos da cidade. Aliás, as maiores vítimas não são os ciclistas. São os pedestres, principalmente idosos e crianças. É só estudar as estatísticas de São Paulo e de todo Brasil.

Mesmo em cidades com boa estrutura de ciclovias e ciclofaixas elas cobrem uma parcela relativamente pequena das vias públicas. Na maior parte destas cidades as vias são compartilhadas por bicicletas e veículos motorizados. Pacífica e educadamente.

Na Grécia mitológica os centauros eram famosos por seu comportamento selvagem e turbulento. No Século XXI temos centauros modernos com cabeça, tronco, braços e quatro rodas. Realmente é um trabalho para Hércules trazer este tipo de ser vivo para uma convivência civilizada com os demais habitantes da cidade.

Promoção para ir ao Samba

Samba estacionada
A SAMBA, bicicletas públicas do Rio, está com uma promoção por tempo limitado. O passe por um ano está por 100 reais e 6 meses custam 50 reais. Além disso todo o valor pago é revertido em créditos nas viagens remuneradas, aquelas acima de 30 minutos.

O sistema operacional é muito bom, facílimo e prático de usar não deixando nada a dever aos sistemas europeus, sendo inclusive mais moderno e prático em diversos aspectos. As deficiências existentes tem sido sempre equacionadas pela responsável.

Ter acesso a uma tecnologia nacional de enorme qualidade é certamente um privilégio que os cariocas devem aproveitar. Faça chuva ou faça sol, o ciclista não precisa se preocupar em lavar, lubrificar, ajustar ou calibrar os pneus. Uma equipe faz isso pra você.

Além das suas bicicletas pessoais o ciclista pode ter mais 60 espalhadas por Copacabana para pegar e deixar na estação que quiser sem pagar nada nos primeiros 30 minutos.

Por enquanto são seis estações em Copacabana, em março começam a ser instaladas as de Ipanema, Leblon e Lagoa cada uma delas com 10 bicicletas e 14 vagas. Até o final do ano serão 50 estações e 500 bicicletas do Leblon a Tijuca.

Pra quem é de Copacabana, Leme, Lagoa, Ipanema e Leblon, vale muito a pena aproveitar a promoção, pra quem é de outros bairros do Rio mas roda muito por estes locais também é uma ótima oportunidade de testar o sistema por seis meses ou um ano por um preço bem convidativo.

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Mais:
Site Oficial do sistema de Bicicletas Públicas Cariocas: