Destaques
O que Esperar dos Prefeitos?
Posted onAuthorJoão LacerdaLeave a comment
No próximo domingo o Brasil vai as urnas. Em outubro serão eleitos mais de 5 mil prefeitos e outros milhares de vereadores. Serão eles os representantes diretos dos cidadãos, os responsáveis por propor soluções para os problemas que afetam diretamente a rotina de todos. Mas o que esperar desses administradores.
Uma frase do prefeito de Charleston capital da Carolina do Sul nos EUA define quem é esse importante servidor público:
“Você tem uma relação pessoal com a população. Você recolhe o lixo deles. Você faz eles se sentirem seguros. Você busca ajudá-los quando eles estão com problemas. Temos a chance de fazer as coisas diretamente pelas pessoas – para a mais pobre na cidade assim como a mais rica.”
Cada eleitor deve portanto esperar que seu representante goste da cidade e esteja atento a seus problemas. Ao redor do mundo esses políticos tem ganho notoriedade pelo papel revolucionário exercido na melhoria das condições de vida de população. Ken Livingstone teve a coragem de implantar o pedágio urbano em Londres, Bertrand Delanoë será lembrado para sempre como o homem que revolucionou Paris através do Velib. Enrique Peñalosa tornou-se consultor internacional depois das mudanças implementadas na mobilidade em Bogotá na Colômbia.
A “Nova Mobilidade” deve portanto estar na pauta de todas as cidades, já que o trânsito motorizado é um grave problema urbano. Afeta negativamente a vida de milhões de pessoas e são os prefeitos as figuras centrais para resolver a situação.
Os administradores públicos que forem eleitos tem portanto a chance de promoverem suas cidades e juntarem-se a nomes celebres. Para isso, terão de conhecer as ruas, amar sua cidade. Caminhar por ela, pedalar por ela, usar o transporte público.
Mais:
– Bicicletas no Plano Diretor – blog.ta.org.br
– Sobre a Velha Mobilidade – blog.ta.org.br
– How Great Mayors Enliven Cities – Project for Public Spaces
– Letter of Invitation to City Leaders – New Mobility Agenda
Combustíveis para o Ciclista
Posted onAuthorJoão Lacerda3 Comments
Neste sábado 27 de setembro no SESC – Ipiranga em São Paulo a cicloturista Eliana Garcia irá falar sobre suas experiências em busca de uma alimentação adequada.
A idéia é não ficar restrito apenas a opções óbvias como géis de carboidrato, ou miojo com atum, mas procurar de forma criativa descobrir alimentos leves, simples de preparar e com um sabor especial. Serão destacados alimentos que servem como boa fonte de nutrientes e que são ao mesmo tempo duráveis.
A iniciativa é promovida pelo Clube de Cicloturismo e “tem a função de permitir que a comunidade cicloturística, desde o iniciante ao veterano, possa se encontrar, trocar experiências e planejar viagens.”
Saiba mais em sobre a Reunião – Alimentação em Viagens e os outros eventos promovidos pelo Clube de Cicloturismo.
Pedal Eleitoral 2008
Posted onAuthorEduLeave a comment

Um convite a cumprir a obrigação cívica do próximo domingo a bordo das magrelas, afinal de contas domingo de eleições também pode ser dia de pedalada.
A idéia é juntar um grupo e, sabendo, onde ficam seus locais de votação traçar uma rota em que todos vão juntos de seção em seção. Lá chegando o eleitor deixa a bicicleta com os colegas e vai votar. Após cada voto, seguimos para a próxima seção.
No Rio de Janeiro o Pedal Eleitoral terá concentração às 9 horas no Arpoador, mais precisamente no quiosque em frente ao Colégio São Paulo. Começo da pedalada às 9:15 em ponto. De lá vamos percorrer as zonas eleitorais dos que votam na zona sul, a seguir centro e depois zona norte.
Todos estão convidados a cumprir o trajeto todo ou a se juntar a nós em parte dele.
A organização do percurso depende do envio de informações dos que querem participar para o e-mail pedal_eleitoral@ta.org.br.
Para os que estão fora do Rio de Janeiro, organizem um em suas cidades e nos avisem para divulgarmos aqui. Dúvidas também podem ser sanadas neste mesmo endereço eletrônico ou in-loco durante a pedalada.
Ciclistas Apocalípticos e Integrados
Posted onAuthorJoão Lacerda2 Comments
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Umberto Eco falou sobre os “apocalípticos” e os “integrados”. Reginaldo Paiva da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) usou os termos para separar diferentes tipos de ciclistas.
Os apocalípticos tem as ruas como espaços suficientes e não há qualquer necessidade de mudanças para integrar as bicicletas aos outros meios de transporte. Para eles pedalar já é vantajoso pelo ganho de tempo e economia de dinheiro. Os “integrados” por outro lado precisam de uma série de investimentos em infra-estrutura, rotas cicloviárias, estacionamentos para bicicletas nas estações, etc.
A definição é bastante abrangente, mas certamente resume bem uma grande diferença entre usuários da bicicleta. No entanto para que mais pessoas pedalem pela cidade mais vezes esses dois grupos devem ser levados em consideração. Um ciclista “apocalíptico” aprendeu aos poucos como ser portar nas ruas e transitar em segurança. Já os “integrados” representam um outro extremo que se devidamente priorizado é capaz de produzir os melhores resultados na mobilidade urbana.
O principal objetivo de qualquer planejamento em prol do uso da bicicleta, deve ser sempre atender as demandas de quem já pedala sem perder de vista as necessidades dos que gostariam de pedalar. Dentro desse último grupo, estão principalmente os pedestres que acessam as estações de trem. Usuários aptos a utilizar a bicicleta e que economizaram um tempo considerável nos seus deslocamentos.
Um texto interessante que dialoga com o que disse Umberto Eco diz que devemos reavivar “o aspecto lúdico e prazeroso da construção coletiva do conhecimento”. Nada mais perfeito portanto que pensemos a bicicleta e os ciclistas de maneira integrada para que o prazer de pedalar ajude a influenciar as decisões em prol da mobilidade de todos os cidadãos.
Mais:
– Confira a íntegra da apresentação de Reginaldo Paiva no Seminário em Santos (pdf).
– Texto “Apocalípticos, integrados e… hackers (overmundo).“
De bicicleta para o trabalho
Posted onAuthorDenir5 Comments
Passamos pela Semana Brasileira da Mobilidade, cuja data máxima foi o Dia sem Carros. “O objetivo deste movimento é chamar a atenção para a necessidade de se repensar o modelo de mobilidade que estamos aplicando em nossas cidades desde o advento do automóvel no início do século passado” (Rua Viva, Carta aos Municípios Brasileiros, 14.jul.2008).
A valorização do uso da bicicleta tem sido um dos principais eixos desta mudança pretendida. Contudo, a realidade diária torna esta mudança inviável para muitas pessoas, por barreiras que se firmam ou no preconceito ou, sobretudo, no desconhecimento. O que fazer para ir de bicicleta para o trabalho? O que as empresas devem fazer? O que as pessoas precisam saber? Foi pensando nisto que a Associação Transporte Ativo e o Mountain Bike BH elaboraram o Guia De bicicleta para o trabalho.

Trabalhamos desde fevereiro para lançar o Guia como parte dos eventos da Semana da Mobilidade e Dia sem Carros.
Traduzimos dois manuais estrangeiros, fizemos adaptações para nossa realidade e preparamos um leiaute especial, para acrescentar leveza e beleza ao conteúdo. Com isto, conseguimos produzir um documento exclusivo, único em língua portuguesa, que se iguala ao que existe de melhor em outros países.
Quais são as respostas para aquelas desculpas clássicas que as pessoas dão para não usar a bicicleta? Veja se sua bicicleta está preparada para o trabalho. Como você pode atuar dentro da empresa para criar uma cultura pró-bicicleta? Você sabia que, como política de incentivo, empresas no exterior financiam a compra de bicicleta por seus funcionários? Que há abonos e horas de folga cumulativas para quem vai de bicicleta para o trabalho??
Confira tudo isto e muito mais no Guia De bicicleta para o trabalho
Veja também o cartaz “Respostas para desculpas clássicas“. Esta seção do guia foi especialmente selecionada para que você possa divulgar entre colegas de trabalho. Imprima colorido e coloque no mural de avisos do seu local de trabalho!! Para fazer um “dia sem carros” todos os dias.
