Destaques
Ciclistas Apocalípticos e Integrados
Posted onAuthorJoão Lacerda2 Comments
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Umberto Eco falou sobre os “apocalípticos” e os “integrados”. Reginaldo Paiva da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) usou os termos para separar diferentes tipos de ciclistas.
Os apocalípticos tem as ruas como espaços suficientes e não há qualquer necessidade de mudanças para integrar as bicicletas aos outros meios de transporte. Para eles pedalar já é vantajoso pelo ganho de tempo e economia de dinheiro. Os “integrados” por outro lado precisam de uma série de investimentos em infra-estrutura, rotas cicloviárias, estacionamentos para bicicletas nas estações, etc.
A definição é bastante abrangente, mas certamente resume bem uma grande diferença entre usuários da bicicleta. No entanto para que mais pessoas pedalem pela cidade mais vezes esses dois grupos devem ser levados em consideração. Um ciclista “apocalíptico” aprendeu aos poucos como ser portar nas ruas e transitar em segurança. Já os “integrados” representam um outro extremo que se devidamente priorizado é capaz de produzir os melhores resultados na mobilidade urbana.
O principal objetivo de qualquer planejamento em prol do uso da bicicleta, deve ser sempre atender as demandas de quem já pedala sem perder de vista as necessidades dos que gostariam de pedalar. Dentro desse último grupo, estão principalmente os pedestres que acessam as estações de trem. Usuários aptos a utilizar a bicicleta e que economizaram um tempo considerável nos seus deslocamentos.
Um texto interessante que dialoga com o que disse Umberto Eco diz que devemos reavivar “o aspecto lúdico e prazeroso da construção coletiva do conhecimento”. Nada mais perfeito portanto que pensemos a bicicleta e os ciclistas de maneira integrada para que o prazer de pedalar ajude a influenciar as decisões em prol da mobilidade de todos os cidadãos.
Mais:
– Confira a íntegra da apresentação de Reginaldo Paiva no Seminário em Santos (pdf).
– Texto “Apocalípticos, integrados e… hackers (overmundo).“
De bicicleta para o trabalho
Posted onAuthorDenir5 Comments
Passamos pela Semana Brasileira da Mobilidade, cuja data máxima foi o Dia sem Carros. “O objetivo deste movimento é chamar a atenção para a necessidade de se repensar o modelo de mobilidade que estamos aplicando em nossas cidades desde o advento do automóvel no início do século passado” (Rua Viva, Carta aos Municípios Brasileiros, 14.jul.2008).
A valorização do uso da bicicleta tem sido um dos principais eixos desta mudança pretendida. Contudo, a realidade diária torna esta mudança inviável para muitas pessoas, por barreiras que se firmam ou no preconceito ou, sobretudo, no desconhecimento. O que fazer para ir de bicicleta para o trabalho? O que as empresas devem fazer? O que as pessoas precisam saber? Foi pensando nisto que a Associação Transporte Ativo e o Mountain Bike BH elaboraram o Guia De bicicleta para o trabalho.

Trabalhamos desde fevereiro para lançar o Guia como parte dos eventos da Semana da Mobilidade e Dia sem Carros.
Traduzimos dois manuais estrangeiros, fizemos adaptações para nossa realidade e preparamos um leiaute especial, para acrescentar leveza e beleza ao conteúdo. Com isto, conseguimos produzir um documento exclusivo, único em língua portuguesa, que se iguala ao que existe de melhor em outros países.
Quais são as respostas para aquelas desculpas clássicas que as pessoas dão para não usar a bicicleta? Veja se sua bicicleta está preparada para o trabalho. Como você pode atuar dentro da empresa para criar uma cultura pró-bicicleta? Você sabia que, como política de incentivo, empresas no exterior financiam a compra de bicicleta por seus funcionários? Que há abonos e horas de folga cumulativas para quem vai de bicicleta para o trabalho??
Confira tudo isto e muito mais no Guia De bicicleta para o trabalho
Veja também o cartaz “Respostas para desculpas clássicas“. Esta seção do guia foi especialmente selecionada para que você possa divulgar entre colegas de trabalho. Imprima colorido e coloque no mural de avisos do seu local de trabalho!! Para fazer um “dia sem carros” todos os dias.
Simplicidade Máxima
Posted onAuthorJoão Lacerda2 Comments
Peão, coroa, corrente. Um de cada, todos em sintonia fixa com o giro da roda traseira. Nada de freio, sem complicações.
Assim é são as “roda-fixa”, bicicletas que primam pela simplicidade e controle total e por isso mesmo são as favoritas dos entregadores ciclistas nos Estados Unidos.
Um vídeo do balé sobre rodas que apenas uma fixa é capaz de realizar.
A prática e a intimidade com o veículo produz movimentos belíssimos, nem sempre recomendáveis de serem feitos nas ruas.
Para quem quiser saber mais informações:
– A mentalidade purista de culto à roda-fixa
O Prazer e Teoria da Relatividade
Posted onAuthorJoão Lacerda2 Comments
A bicicleta é um pequeno vício que beneficia os infectados. Não foi diferente com o jornalista e neo-ciclista Pedro Cirne. Ele aceitou o desafio de escrever sobre como é trocar o carro pela bicicleta por uma semana.
Já no segundo dia uma importante conclusão, todas as distâncias de bicicleta são percorridas em 15 minutos. Ainda que o relógio marque o dobro disso, o prazer de pedalar se encarrega de relativizar o tempo e o espaço. É a “Teoria da Relatividade” aplicada as bicicletas.
Como diria o próprio Albert Einstein: “A vida é como andar de bicicleta. Para manter-se equilibrado é preciso continuar em movimento.” Vale confirar os relatos do Pedro no Especial de Trânsito. Ele ajuda a mostrar benefícios evidentes que todo ciclista pode desfrutar, mesmo em São Paulo. Cidade famosa pelo trânsito intenso.
Os outros quatro jornalistas optaram pelo Transporte Público, sempre dentro da premissa de ver um mundo possível hoje, com uma nova mobilidade. Confira a íntegra.
Consuma mais Oxigênio
Posted onAuthorJoão Lacerda2 Comments
São apenas algumas fotos e poucas imagens em movimento. Mas está lá o incentivo, pegue uma bicicleta velha e passe a usá-la. Consuma menos petróleo e mais oxigênio. O planeta e os moradores da sua cidade agradecem.
