Destaques
Futuro das Cidades
Em 2006 divulgamos aqui no blog a cidade de Freiburg na Alemanha. Cidade onde cada vez menos as pessoas utilizam o automóvel particular. Além disso, foi lá onde primeiro surgiu um empreendimento modelo na área de urbanismo. Recentemente a mesma cidade foi motivo de reportagem na televisão.
Freiburg certamente está mais perto da cidade que sonhamos, com mais qualidade de vida e menos poluição. Uma cidade onde a bicicleta está inserida na mobilidade de maneira quase imperceptível, pedalar é apenas uma atividade corriqueira.
– Confira mais no blog sobre Freiburg.
– Fantástico visita cidade onde não há desperdícios – Rede Globo.
Mutirão de limpeza de ciclovia no DF
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No período das chuvas, alguns trechos da ciclovia Varjão-Paranoá (DF-005), em Brasília, foram cobertos de lama e agora estão cheios de terra, pedras e barro endurecido. Para suprir a falta de manutenção nesta infra-estrutura cicloviária, a Associação Transporte Ativo realizará no próximo domingo, 17 de agosto, um mutirão de limpeza dos pontos críticos da ciclovia. Os voluntários irão levar vassouras e enxadas, com a intenção de deixar a ciclovia limpa.
A iniciativa visa agir em prol da melhoria da qualidade de vida de quem faz a opção por se deslocar em bicicleta na capital federal, que traz benefícios tanto para o ciclista quanto para a cidade. Também prevemos que, se a ciclovia não for limpa agora, quando as chuvas voltarem a sujeira ficará pior do que está.
Se o Governo do DF infelizmente não mostra agilidade ou interesse para zelar a contento pelas vias cicláveis implementadas, nós da sociedade civil podemos fazer a nossa parte. Não basta apenas apontar defeitos, carências e fazer cobranças. Já temos quase 40km de ciclovias no DF. Isto é uma conquista de toda a cidade e, para mantê-la e exigir a continuidade destas melhorias, é necessária a participação cidadã de todos.
Confissões de um Atropelador
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Era cedo e caí da cama para ir ao trabalho. Uma névoa fria dominava São Paulo e o trânsito de carros estava congestionado. Meu caminho normal é descer até o Rio Pinheiros. Seguia ladeira abaixo pela Cardeal Arcoverde, trânsito parado, cruzei o sinal amarelo no corredor dos carros. Passei a faixa de pedestres e fiquei mais tranquilo.
Ainda com a mão no freio vi um homem entre os carros. Nada que eu pudesse fazer evitaria o choque. Freiando calculei a melhor maneira de acertar minha “vítima” sem machucar a mim, nem a ele nem tão pouco a bicicleta. Não sei se o guidão acertou o corpo dele, mas senti o impacto no meu corpo. O freio deu para reduzir bastante a velocidade e não caí da bicicleta.
Parei menos de um passo depois do pedestre, no meio da rua, culpado e preocupado de te-lo machucado. Ele sorria nervoso, reconheceu o risco de atravessar em meio aos carros em uma cidade como São Paulo, onde um fluxo paralelo sobre duas rodas flui entre os automóveis. Para sorte minha e dele eu estava de bicicleta. Apenas 12 quilos de metal mais 70 kilos de carne e ossos. Seguimos nossos caminhos. Ele rumo à calçada e eu pelo mar de motores parados ou quase parados.
Reavaliando o choque, foi realmente quase engraçado. Estava mais para um esbarrão no meio da rua entre dois seres humanos do que um atropelamento propriamente dito. Ambos soubemos de antemão do choque inevitável, nos preparamos para ele. O pedestre se encolheu eu reduzi a velocidade e joguei meu corpo contra o dele.
Uma cidade é melhor quando as pessoas se cruzam por acidente sem que uma machuque a outra. Assim foi mais esse choque entre humanos.
Realidade Carioca
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A Barra da Tijuca no Rio de Janeiro é um bairro com o maior indíce de automóveis particulares por habitante. Uma cena inusitada acontece diariamente na avenida Ayrton Senna. Uma massa de ciclistas a cada vez que o sinal fecha cruza a avenida. Mesmo sem incentivos, eles estão lá. Dignos representantes da silenciosa parte da população que faz uso cotidiano da bicicleta. Homens e mulheres que voltam do trabalho utilizando o meio de transporte mais eficiente que ainda trás benefícios econômicos.
Planejar para a bicicleta é enxergar a realidade das ruas, um trânsito mais humano que está lá presente e que deverá ser cada vez mais incentivado em nome da qualidade de vida da população. As bicicletas no Rio de Janeiro já são uma opção adotada por cada vez mais pessoas, para termos um impacto ainda mais significativo, devemos cada vez mais criar condições para que mais pessoas pedalem mais vezes. Assim cenas como as vistas na Avenida Ayrton Senna serão mais comuns cidade afora e as cenas de engarrafamentos mais incomuns.
Utopia em Nova Iorque
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Seguindo o exemplo de Bogotá, Nova Iorque começou no último sábado com o programa de “Ruas de Verão”. Onze quilômetros de famosas avenidas abertas as bicicletas e aos pedestres da 7 da manhã às 13 horas. Foi um momento único para quem estava lá e traduzido com brilhantismo em vídeo:
“Summer Streets 2008 NYC“.
As palavras ditas são em inglês, mas o resultado está visível nos sorrisos e na alegria de todos. É uma utópica Nova Iorque. Os congestimentos de veículos motorizados e o barulho deram lugar a uma cidade humana repleta de crianças livres pelas ruas. Um lugar onde se pode olhar os prédios, admirar a cidade. Contemplar e ser um pouco mais feliz no lugar onde se vive.
– Mais sobre Cidades Humanas
– Vias Humanas – sobre a liberdade da propulsão humana.
– Mais sobre Nova Iorque:
Trânsito e Qualidade de Vida – O Impacto dos Motorizados
Por toda a América – Desafio Intermodal em NYC.
– Mais sobre Bogotá:
Três milhões nas ruas durante a Ciclovia Noturna