Como Utilizar as Bicicletas de Aluguel Cariocas

O carnaval passou, mas o carioca poderá continuar no ritmo de SAMBA. Trata-se do sistema de bicicletas públicas cariocas, uma excelente maneira de realizar pequenas viagens. Sem preocupações com estacionamento e manutenção, pedalar fica ainda mais simples. Um vídeo mostra o que fazer para ter dezenas de bicicletas a disposição a um toque de celular.

Uma excelente alternativa para quem já pedala e também uma nova opção para motoristas e usuários do tranporte público de experimentarem as duas rodas. A principal vantagem para os não-ciclistas é a gratuidade nos 30 primeiros minutos. Ideal para trajetos curtos onde a bicicleta é sempre mais rápida.

As bicicletas públicas são também uma opção para ir direto até o metrô, diminuindo o tempo de deslocamento. Seja por caminhar menos ou não ter de pegar o ônibus de integração.

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Baixe o Vídeo – Em alta (mpg 22mb) em baixa (wmv 5mb).

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Coréia do Sul Adota as Bicicletas

O governo federal sul coreano tem planos ambiciosos para incrementar a mobilidade por bicicleta no país. Nos próximos 10 anos, mais de 3 mil quilômetros de estradas exclusivas para bicicleta irão circundar a Coréia do Sul.

As magrelas também devem ganhar visibilidade esportiva com o “Tour da Coréia”, uma competição nos moldes do Tour de France. Mas naturalmente essa visibilidade para as bicicletas irá ser acompanhada de planos para as cidades. Os administradores locais deverão adequar vias para os ciclistas e incluir as magrelas na construção de novas ruas e avenidas.

Os incentivos a mobilidade por bicicleta tem um motivo econômico, uma lição para os tempos de crise. Para cada 1 bilhão de won (R$ 1.5 milhão) que o governo sul coreano invista em um segmento industrial, são criados aproximadamente 16 empregos. Com o mesmo investimento na indústria ciclística são criados mais 60 novos postos de trabalho.

Via Green Daily.

Caminhos da Massa Crítica

Foto Gustavo Henrique

A Massa Crítica Paulistana ganhou vulto. É hoje um momento único de encontro de ciclistas. Sempre as centenas, saem pelas ruas e transformam por algumas horas o trânsito de São Paulo. Pedalam em silêncio ou clamam em uníssono por menos carros e mais bicicletas. Sem líderes comportam a diversidade e acima de tudo a anarquia. E na definição de anarquia mora a controvérsia.

Inegavelmente trata-se de um movimento que luta por mudanças e é contra o status quo. A ausência de uma liderança central é ao mesmo tempo o maior trunfo e um problema. Afinal manter a ordem na anarquia implica responsabilidades individuais para não descambar para a total desordem sem lei. A permissividade implica na maioria das vezes em contestação pela alegria, mas pode gerar confusões.

Cada participante tem objetivos diversos, mas ao mesmo tempo todos juntos formam uma utopia. Um momento em movimento em que as pessoas fluem pelas amplas avenidas, em forma de nuvem o grupo fica denso e depois se espalha para mais a frente adensar-se novamente. O desafio da Bicicletada agora é um pouco o desafio de todos os milhares de ciclistas da cidade. Ser respeitado como mais um componente do trânsito na metrópole. Respeito que não será feito pela afronta violenta, mas pela colaboração.

A massa crítica é o momento em que cada ciclista presente inverte a ordem que enfrenta diariamente nas ruas. A bicicletas em grande número passam a ser o elemento mais forte nas ruas. Mas a realidade no dia a dia não é essa e impedir que aflorem “delírios de poder” nos participantes é a única maneira de não matar o movimento.

A Bicicletada precisa ser vista pelo que é. Uma contestação em relação as dificuldades de transitar em São Paulo, seja qual for o meio de transporte escolhido. E essa contestação é boa para todos, é boa para a cidade. O desafio está em mostrar nas ruas, de maneira anárquica que cada ciclista em grupo ou individualmente é um aliado no trânsito da cidade e na construção de uma cidade mais humana.

Ronda em Bicicleta

De dia eu rondo a cidade
A pedalar, sempre a girar
No meio de olhares espio
Entre ruas, bares e lares
Em segurança a passar…

Volto pra casa alegre
Contente da vida
É como se sonho fosse
Essa história de em bicicleta rondar…

Ah! É como se a todos
Bem eu quisesse
Por entre eles estar
E cada um me viesse
Incentivar e pedir
Segue a pedalar.

—-
Paródia livremente inspirada em Maria Bethânia – Ronda. Sobre notícia em Biriguí.
GM de Birigui faz ronda em bicicletas – Folha da Região
– Vale elogios a Secretaria de Segurança de Birigui.

Nascimento de Uma Ciclista

jeanne

Jeanne é jornalista, conheceu a Bicicletada Paulistana e tornou-se ciclista. Foi mordida pelo prazer que não se explica, pela constante injeção de endorfina, pela praticidade de praticar exercício indo e vindo do trabalho. Uma maneira excelente de reconquistar um prazer aprendido na infância, locomover-se com liberdade pedalando.

Assim ela resume sua experiência:

Após quatro meses redescobrindo o prazer de pedalar, percebo que bicicleta é pra mim, sim. Os amigos ainda acham graça. Alguns não aguentam mais me ouvir falar de bicicleta. É que eu a considero o veículo ideal: permite vencer distâncias maiores que a pé, não polui, não faz barulho, é saudável e não gera trânsito. Mas o mais bacana da bike não é nada disso. O melhor é que é divertido. E isso é ótimo antes de encarar o batente. O resto, como se diz, é um “plus a mais”. Fazer um mundo melhor vem de brinde.

Vale a pena conferir a excelente matéria publicada pela Revista Época SP. A capa é sobre viver de forma saudável na Metrópole e a bicicleta certamente faz com que cada ciclista seja mais saudável e amigável ao ambiente que o circunda.

Diários de bicicleta
POR JEANNE CALLEGARI