O Brasil e a TA no Velo-City 2017 Arnhen-Nijmegen

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A delgação brasileira no Velo-City deste ano, superou a de Nantes em 2015. Eram quarenta e dois brasileiros, mais da metade presentes na foto acima. Destes, quinze apresentaram seus trabalhos, moderaram ou participaram de mesas redondas em dezesseis oportunidades sobre os temas Governança, Bikenomics, People, Urban Planing e sessões externas. Levamos um pouco da Cultura da Bicicleta no Brasil para lá e com certeza trouxemos de volta muito aprendizado de experiências ao redor do mundo. Conheça a programação dos Brasileiros clicando aqui.

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A entrada do evento e seu bicicletário com mais de 1000 vagas.

A Transporte Ativo teve participação intensa, representada por Zé Lobo e Gabriela Binatti, que além de apresentarem um trabalho selecionado sobre a Pesquisa Perfil do Ciclista Brasileiro, foram convidados para participar de diversos painéis como o organizado pela ECF – European Cyclists Federation, Creating Advocacy Leaders, uma espécie de treinamento, com conselhos estratégicos para novas organizações em busca de melhores resultados; participamos junto com a JB Mobility do Painel Institutional arrangements for cycling: Challenges in Latin American cities, onde arranjos de sucesso como políticas, planos, estrutura institucional e capacitação aplicados em Rotterdam, Dublin, Portland e Sevilha foram apresentados e o que Bogotá, Cidade do México, Rio de Janeiro e Rosario poderiam aprender destas experiências e vice-versa. Na sessão externa promovida pela UN-Habitat Creating a cycling culture in bike-unfriendly environments, falamos sobre os desafios de promover a bicicleta no Rio de Janeiro. Participamos da reunião com a ECF e Diretoria da série Velo-City, para falar sobre os desafios da próxima edição do evento que acontecerá no Rio em junho de 2018 e ainda da reunião anual da WCA – World Cycling Aliance, da qual somos integrantes do conselho. Participamos também dos bastidores para compreender melhor o que teremos que fazer por aqui em 2018. Conheça a programação da TA clicando aqui.

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Para esta edição do evento a TA, em parceria com o Banco Itaú, levou um time de onze pessoas, dentre elas os vencedores do Prêmio a Promoção da Mobilidade por Bicicletas no Brasil 2017, três projetos selecionados e outros parceiros convidados, como Vá de Bike e Bike é Legal. E em parceria com o ICS – Instituto Clima e Sociedade, em um projeto juntamente com o Bike Anjo, levamos técnicos de diferentes cidades, como Brasília, Belo Horizonte, Recife e São Paulo. Em ambos os casos, com o objetivo de qualificar e motivar quem trabalha a bicicleta com seriedade no país, ao mesmo tempo que buscamos mostrar a cultura da bicicleta no Brasil por lá.

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Como sempre, o evento foi repleto de atividades extras, para além das plenárias, sub-plenárias e painéis. Muitas ativdades externas como pedaladas, recepções, festas, coffee-breaks onde rolam os contatos, a troca de informações e possíveis parcerias. Além é claro da Expo, que apresenta o que há de mais moderno em bicicletas compartilhadas, contagens e monitoramentos automáticos, planejamento e muito mais. Desta vez a Expo2 tinha um estande Carioca apresentando a edição do evento em 2018 no Rio de Janeiro. Vale comentar que literalmente suamos a camisa para montar o estande e que por trás de tudo isso há uma dedicada equipe na Prefeitura do Rio, fazendo o possível e o impossível para a realização do evento, que já tem dezenas de pessoas e empresas buscando se inscrever, comprar espaço na Expo e enviar trabalhos!

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Para finalizar, vale comentar que a experiência de se pedalar na cidade sede de um Velo-City, especialmente sendo esta uma edição realizada na Holanda, é sempre um aprendizado à parte, sobre as possibilidades que as cidades apresentam para a Mobilidade por Bicicletas.

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Nos vemos em 2018, no Rio!

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Transporte Ativo no FMB6 CDMX.

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Durante o mês abril tivemos a oportunidade de estar na Cidade do México (CDMX) para além de participar do Sexto Fórum Mundial da Bicicleta, quinto para nós, participar de diversas atividades incluindo visitas técnicas e oficinas e ampliando nossa rede de contatos na América Latina.

Durante a programação do Fórum apresentamos a pesquisa Perfil do Ciclista 2015 sob o título “Producción de conocimiento para la promoción de la movilidad por bicicleta en Brasil: Investigación Nacional y formación de la Red de investigadores”, onde abordamos o processo de planejamento, execução e resultados da pesquisa além da rede de colaboração formada a partir de sua execução, também apresentamos a Convocatória 2017 que comtemplará além de cidades brasileiras, cidades de toda a América Latina.

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Ainda na programação do Fórum apresentamos o “Perfil do Usuário de Bicicletas Públicas no Brasil” e participamos do Painel sobre a Bicicleta nos Meios de Comunicação, com uma apresentação sob o título “Terminología y Semántica en la promoción del uso de la bicicleta”, abordamos a importância da escolha dos termos na horar de abordar e promover o uso da bicicleta como meio de transporte nas cidades.

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Pudemos ainda visitar o centro de operações da EcoBici, sistema de bicicletas públicas da cidade, a Direção de Cultura, Desenho e Infraestrutura Ciclista e a Câmara dos Deputados (federais) onde tivemos a oportunidade de compartilhar experiências com o Presidente da Comissão Especial de Mobilidade.

Prefeito, devolva minha ciclovia

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Nas rodas da vida e da bicicleta muitas vezes os altos e baixos fazem parte do ciclo. Nos últimos anos a bicicleta apareceu e ganhou força em cidades ao redor do Brasil e do mundo. São Paulo e Rio de Janeiro ajudaram a inspirar políticas públicas em favor de quem pedala e quer pedalar.

A grande ciclovia Tim Maia ao largo da Avenida Niemeyer no Rio caiu, matou ciclistas e está até hoje fechada. Foi ainda removida, no centro, a ciclofaixa da Avenida Graça Aranha. Ao mesmo tempo São Paulo já teve vias para bicicletas removidas e a prefeitura já anuncia que vem mais por aí. Mas para tentar confundir, as remoções serão para colocar ciclo rotas no lugar. Sabe aquelas pinturas no chão que cicloativistas faziam lá em 2008 e a prefeitura fez em algumas ruas em administrações passadas? Parece que agora o jogo virou e agora a inspiração vem de João Pessoa para as duas capitais do sudeste. Por lá o prefeito já removeu, mas o povo quer de volta.

Depois do boom de ciclovias, com o conforto, segurança e tranquilidade que representam para quem pedala, parece que 2017 será um ano “ladeira acima”. Mas como bem sabemos, há alegria de descer uma ladeira e também a dignidade de pedalar na subida.

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Pedalemos cada vez mais, seja no giro rápido ou socando a bota nos pedais. Por hora nos resta assinar a petição de João Pessoa, orar por São Paulo e olhar pra subida à frente como Armstrong olhou nos olhos do Ullrich nos Alpes.

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Sistemas de Bicicletas Compartilhadas e a experiência Latino-Americana

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Estação EcoBici, Sistema de Bicicletas Públicas da Cidade do México

Dentre as atividades prévias ao Sexto Fórum Mundial da Bicicleta, mas já dentro da programação oficial do evento, ocorreram algumas oficinas voltadas a funcionários públicos. No dia 18 de abril ocorreu a Oficina “Sistemas de Bicicletas Compartidas, realidades y retos hacia uma política de movilidad sustentable” promovida pelo WRI México, onde participamos não apenas como ouvintes, para aprender mais sobre a realidade dos sistemas latino-americanos seus desafios e futuro, mas também como expositores compartilhando sobre a realidade e experiência brasileira.

Modelos de aquisição, operação e negócio, novas tecnologias, mecanismos de financiamento, políticas públicas, legislação, uso de dados abertos estiveram dentre os temas abordados na oficina.  Que contou com a participação de especialistas, gestores, cidadãos e empresas de tecnologia e operação de sistemas de bicicletas compartilhadas da América Latina, Estados Unidos e Europa. Um espaço de trocas, perguntas e debates que se estendeu ao longo do dia.

Casos exitosos como EcoBici da cidade do México e inovadores como de Rosário na Argentina foram apresentados e debatidos, respectivamente, entre os presentes. O caso brasileiro, incluindo a recente anunciada troca de operador de alguns sistemas do país, foi amplamente comentado e discutido durante o painel Modelos de Aquisição, operação e Manutenção e mecanismos de implementação, que contou com a participação de representantes da empresa Serttel e TemBici (antiga CompatBike), que operam sistemas no Brasil, e da Transporte Ativo enquanto sociedade civil atuante e envolvida com a temática.

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Rodrigo Vitório da Transporte Ativo fala durante o painel “Modelos de Aquisición, Operación y Mantenimiento, mecanismos de implementación”

Dentre o conteúdo abordado pontuou-se que as cidades que querem ter um sistema de bicicletas compartilhadas, espacialmente no caso latino-americano, precisam primeiramente entender as necessidades da cidade, saber o que querem, o que pretendem com a implementação um sistema de bicicletas compartilhadas (SBC).

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Gabriela Binatti da Transporte Ativo fala durante o painel “Ciudades en Movimiento. La bicicleta en otras latitudes, como transporte público y privado.” Foto: WRI Ciudades

Quando o tema é políticas públicas para promoção do uso da bicicleta, incluir os sistemas de bicicletas públicas dentro dos planos de mobilidade pode ser peça chave para garantir sua implementação e continudade.

Posicionar a bicicleta como parte integrante do sistema público de transporte, considerar e entender a experiência dos seus usuários – apropriação social do sistema –, garantir o marco legal e criar capacidade institucional – formar equipes técnicas capacitadas – também são pontos chave para o êxito e sustentabilidade ao longo do tempo de um SBC.

Como Impulsionar o Ciclismo Urbano

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Na América Latina, as cidades e seus adminstradores estão cada vez mais interessados em promover a bicicleta como meio de transporte diário e resgatar o valor que esta tem para a comunidade em geral. Sabemos que isso pode fortalecer um estilo de vida de baixo carbono, reduzir os congestionamentos e os tempos de viagem, incentivar encontros entre cidadãos, evitar emissão de gases poluentes e ruído, melhorar a saúde das pessoas, e promover a equidade. Os governos locais têm ainda respondido à crescente popularidade do uso da bicicleta, criando infra-estrutura e realizando atividades promocionais. No entanto, em muitos casos, as políticas e medidas revelaram-se fracas e descoordenadas, pois não têm sido sustentáveis e integradas, devido à fraca capacidade institucional e a falta de fontes de financiamento a médio prazo.

Buscando uma solução para isso, a Universidad de Los Andes, em parceria com o BID, acaba de lançar o guia, em espanhol, Cómo impulsar  el ciclismo urbano: recomendaciones para las instituciones de América Latina y el Caribe.

Baixe o Guia clicando aqui ou na imagem abaixo.cicuA TA trabalhou por dois anos nesse projeto, coletando informações e realizando oficinas e pesquisas sobre o Rio de Janeiro. A base de dados da publicação pode ser vista aqui.