10 medidas para impulsionar o ciclismo e reduzir a dependência energética

Resposta da ECF à Comunicação da Comissão sobre energia acessível e segura.

Em resposta à mais recente crise energética global e ao aumento dos preços dos combustíveis, uma coligação de defensores da mobilidade na Europa apela aos governos a todos os níveis para que promovam urgentemente o ciclismo como uma solução rápida, acessível e energeticamente eficiente para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis.

O novo manifesto, descreve ações concretas a curto e longo prazo para mudar a mobilidade quotidiana, afastando-a dos automóveis e incentivando o transporte ativo.

As renovadas tensões geopolíticas expuseram, mais uma vez, a vulnerabilidade do sistema de transportes que continua fortemente dependente do petróleo.

“Precisamos de soluções que reduzam o uso de combustíveis fósseis na fonte. Andar de bicicleta é uma das ferramentas mais rápidas, baratas e eficazes que temos”, afirmou Laurianne Krid, Diretora Executiva da Federação Europeia de Ciclistas.

As ações propostas, cabem muito bem na realidade brasileira também, veja abaixo.

Cinco ações imediatas
O manifesto apela à implementação rápida de medidas comprovadas, incluindo:

  • Reintroduzir “ciclovias de resiliência” temporárias através da redistribuição do espaço viário;
  • Reduzir os limites de velocidade urbanos para 30 km/h para melhorar a segurança e reduzir o consumo de combustível;
  • Fornecer incentivos financeiros específicos para bicicletas, bicicletas elétricas e reparos;
  • Organizar dias regulares sem carros em cidades e bairros;
  • Promover o cicloturismo e melhorar o acesso de bicicletas ao transporte público.

Cinco reformas estruturais
Para garantir um impacto a longo prazo, os governos devem:

  • Expandir os programas de leasing de bicicletas através de incentivos fiscais;
  • Destinar pelo menos 10% dos orçamentos de transporte à mobilidade ativa;
  • Construir redes cicloviárias contínuas e de alta qualidade em todos os níveis;
  • Desenvolver programas abrangentes de incentivo ao uso da bicicleta para ir à escola;
  • Fortalecer a capacidade institucional para o planejamento da mobilidade ativa.

Um caminho para a resiliência e a acessibilidade.

Investir no uso da bicicleta reduz o consumo de energia e as emissões. E também fortalece a resiliência, melhora a saúde pública e torna a mobilidade mais acessível para todos.

“Com a vontade política adequada, milhões de viagens curtas de carro podem ser substituídas rapidamente”, acrescentou Laurianne Krid. “Cada deslocamento feito de bicicleta ajuda a reduzir a demanda por combustível e libera energia para setores essenciais.”

Veja a postagem original da ECF clicando aqui.
E baixe o Manifesto clicando aqui.

A simples bicicleta e a cidade caótica

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As ruas das grandes cidades são lugares complexos. Além das vias normais com suas calçadas, temos avenidas, pontes, viadutos, passarelas e túneis à disposição da população para os seus deslocamentos diários. E para isso há diversas formas de se mover com ou sem motor, além do mais simples de todos que é o caminhar. A vida nas cidades traz muitas facilidades para suprir nossas necessidades, como comércio, educação, cultura, lazer, serviços e uma grande variedade de tipos de moradias. Mas o que proporciona acesso às necessidades humanas numa cidade é a mobilidade. Pessoas, produtos e serviços precisam circular para que as tais facilidades sejam alcançadas, se tornem realidade. E, por uma série de falhas de planejamento e erros de julgamento as cidades foram construídas, e remendadas, para priorizar a circulação de veículos motorizados, com ênfase nos carros. Ônibus e motos também são motorizados, mas não tem a mesma valorização e importância que os automóveis.

Assim sendo, o trânsito difícil e complicado se estabeleceu e cresceu, com engarrafamentos que não só fazem as pessoas perderem tempo, como encarece fretes e serviços, aumenta a poluição sonora e do ar, tira a qualidade vida das pessoas e a resiliência ambiental das cidades, sem contar com o prejuízo de milhões em atrasos, desperdício de combustível, perda de produtividade por estresse, doenças, acidentes, com mortos e feridos. O cenário ruim piora diariamente com mais e mais carros novos entrando no sistema viário das cidades.

E a bicicleta? Antes encarada apenas como um brinquedo ou um artigo esportivo, se encaixou como uma opção bem interessante para o deslocamento de algumas pessoas. De muitas pessoas, na verdade. Um dos modais que mais cresce em participação na matriz de transportes urbanos que, entre muitas virtudes, tem na simplicidade uma essência que a coloca em um outro patamar quando se fala em mobilidade urbana do século XXI. Claro que os transportes de massa como trens, ônibus e metrô fazem o trabalho pesado de levar muitas pessoas de maneira barata e eficiente nos deslocamentos urbanos mais longos, mas é nas pequenas rotas que a bicicleta mostra todo seu potencial (e resultados!) para agregar necessidades e anseios individuais de mobilidade com benefícios coletivos, como redução dos congestionamentos, da poluição, barulho, perda de tempo, estresse, despesas e caos urbano…

Mas é importante frisar que essas virtudes só são plenamente concretas e incontestáveis para a bicicleta pura, convencional, movida pela pedalada. Essa é a maior merecedora de atenção e incentivo de empresas e governos que realmente almejam cidades mais humanas, resilientes, acolhedoras e saudáveis. Para a bicicleta como instrumento de mobilidade urbana um motor não lhe faz falta, mas complica, encarece e desvirtua a ferramenta de deslocamento mais próxima da perfeição diante do desafio de reduzir esse panorama de caos, prejuízo, feridos e mortos que os motorizados impõem ao cenário urbano do século XXI.

“A bicicleta é uma das soluções mais simples e prazerosa para alguns dos problemas mais complicados do mundo”.

 

Rua Dois Coqueiros

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Após um longo período buscando soluções para usar o contador de tráfego Telraam em ambiente externo, finalmente conseguimos, através de parcerias feitas em Ilhabela – SP. O equipamento foi instalado em uma caixa estanque feita especialmente para isso, e foi acoplado a um painel solar e a uma bateria externa de lítio. Além disso, a parceria com a Telraam foi renovada e nos permite acesso a todos os dados coletados, o que nos deixa prontos para novas contagens.

O teste com a caixa estanque e o painel solar, está sendo realizado na Rua Dois Coqueiros em Ilhabela – SP, os dados básicos podem ser acessados clicando na imagem acima. Em breve o contador irá para a estação das Barcas de Ilhabela, onde ficará por um período, antes de seguir para novas contagens. Publicaremos as novidades por aqui.

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Abram caminho para caminhadas e uso de bicicletas

PATH COP30 Open Letter - Main Visual

Apelo a todos os governos nacionais para que tornem a caminhada e o ciclismo centrais nos compromissos climáticos antes da COP30

A Parceria para a Mobilidade Ativa e Saúde (PATH) apela a todos os governos nacionais para que se juntem à iniciativa de integrar a caminhada e o uso de bicicletas nas suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) antes da COP30.

Permitir que mais pessoas caminhem e pedalem com segurança é cada vez mais reconhecido como uma forma rápida, confiável e acessível de reduzir as emissões dos transportes pela metade até 2030 e ajudar a alcançar as metas do Acordo de Paris. As pesquisas da PATH mostram que dois terços dos países têm agora políticas de mobilidade ativa, mas os compromissos atuais muitas vezes não alcançam os objetivos necessários para garantir que atendam ao imperativo climático. Novas políticas de países como Brasil, Camboja e Lesoto mostram o que é possível. Suas ações planejadas vêm com metas e financiamentos, prometendo experiências de caminhada e uso de bicicletas mais seguras, limpas e agradáveis. Isto permitirá que milhões de pessoas que caminham e pedalam evitem as potenciais emissões que seriam geradas e incentivará os poluidores existentes a mudarem os seus hábitos e se beneficiarem de melhores condições.

Formuladores de políticas podem seguir o Modelo de Política de Deslocamento Ativo (2025) da PATH , um guia passo a passo abrangente, para a criação de políticas eficazes. A estrutura contém exemplos inspiradores de 20 ações que, quando implementadas, têm um impacto mensurável.

A COP30 é uma oportunidade crucial para incorporar a mobilidade sustentável à ação climática global. A PATH e seus apoiadores estimulam todos os governos nacionais a apresentarem NDCs ambiciosas sem demora. Agora é o momento de ampliar a ambição, os investimentos e incorporar a caminhada e o uso de bicicletas às estratégias climáticas para reduzir a poluição, beneficiar a saúde pública e criar sociedades vibrantes, inclusivas e equitativas.

PATH COP30 Open Letter - TA Logo

180 organizações de 47 países de 6 continentes já aderiram à carta.
Saiba mais sobre a Parceria pela Mobilidade Ativa e Saúde clicando aqui.

Agora é a vez da Gávea!

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A Rua Marquês de São Vicente na Gávea, Rio de Janeiro, conta com tráfego intenso e muitos ciclistas circulando. São estudantes, moradores, trabalhadores, entregadores, mães e pais, que seguem por esta via, com diferentes motivações.

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Fazem dois anos que aos poucos, temos mostrado por aqui e nos boletins mensais, diversas atividades que realizamos no Bairro da Gávea, em parceria com a Escola Parque, apoio da AMA Gávea e outras escolas do bairro. Tudo começou com alguns pais de alunos que levam seus filhos de bicicleta para a escola, em busca de mais segurança, para eles e para as centenas de alunos que circulam de bicicleta pelo bairro, fora os demais.

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Fizemos mapeamentos com os alunos do ensino médio, indicamos o Projeto A Caminho da Escola da CET Rio para o ensino fundamental, nos reunimos com pais, associação de moradores, Prefeitura do Campus da PUC Rio, realizamos pesquisas com pais e funcionários dentre outros, realizamos contagens e buscamos conhecer a realidade local e envolver aqueles que pedalam ou gostariam de pedalar com segurança na região. Tudo seguindo estratégias e metodologias já realizadas antes, com sucesso, como o Ciclo Rotas Centro, Tecnologia Social certificada pela Fundação Banco do Brasil.

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Com dados e fatos em mãos, veio o momento de apresentar a proposta à Prefeitura, via CET Rio, uma vez que o traçado já estava delineado no plano Cicloviário da Cidade. O Projeto foi muito bem recebido, vistorias na via foram feitas e hoje temos a implantação em andamento, já repleta de ciclistas circulando com maior segurança e respeito.

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Existem ainda muitos desafios, por ser uma via cheia de escolas com seus horários de entrada e saída, ônibus e trânsito intenso em vários horários do dia e da noite. Mas, dentro do possível a presença do ciclista agora está validada na via. Alguns ajustes já estão sendo pensados, seguiremos acompanhando, em breve realizaremos nova contagem e voltaremos a Escola Parque para apresentar aos alunos o resultado daquelas oficinas.

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