Promovendo a Mobilidade por Bicicleta no Brasil | Entrega de Prêmios

O Prêmio Promovendo a Mobilidade por Bicicleta no Brasil tem seu ponto máximo na cerimônia de entrega dos troféus, feitos com madeira de demolição, certificados e kits aos escolhidos pela comissão avaliadora. A TA sempre procura realizar a entrega em um evento marcante e com público especial para que os agraciados sejam reconhecidos por quem mais sabe da importância de seus projetos.

Este ano a entrega aconteceu no Cargo Bike Festival, em Utrecht nos Países Baixos, com uma plateia repleta de amantes das bicicletas que puderam ouvir um pouco sobre cada projeto premiado.


· Categoria Empreendedorismo: Algoritmo baseado no cuidado – Señoritas Courier
· Categoria Ação Educativa e de Sensibilização: Nossa Bici – Sistema de Compartilhamento de Bicicletas Comunitárias – Instituto Democracia Popular
· Categoria Levantamento de Dados e Pesquisas: Roda Rosa – LAURB – Instituto de Urbanismo Ecossistêmico.

Além da entrega de prêmios, na viagem com todas as despesas pagas, as equipes dos projetos vencedores, passaram por uma semana de imersão cicloviária no país das bicicletas, com visitas guiadas aos maiores bicicletários do mundo, visitas técnicas a pontos de especial interesse para quem pedala, encontros com especialistas no assunto como Roelof Witink, diretor do Interface for Cycling Expertise e seu Bicycle Partnership Program e fundador da Dutch Cycling Embassy.

Esse Prêmio é sempre uma ocasião especial, reunindo algumas das melhores iniciativas de promoção ao uso da bicicleta para a mobilidade humana no Brasil. É onde plantamos a semente para que no próximo ano, novos e impactantes projetos e empreendimentos se inscrevam para inspirar todos aqueles que, como nós, trabalham e desejam que mais pessoas pedalem mais vezes.

É uma honra para nós poder proporcionar isso aos vencedores, que vem realizando excelentes trabalhos em prol da uso das bicicletas.

Agradecemos muito aos organizadores do evento que nos acolheu, proporcionando um momento muito especial para todos! E ao Itaú, que acredita no poder das bicicletas para transformar nossas cidades e tornou possível a realização do prêmio em todas as suas treze edições.

Parabéns aos vencedores, a todos os participantes e até 2027!

 

A Arte de Trancar Bicicletas

O furto de bicicletas é algo muito comum no mundo inteiro, quanto mais se usa, mais se furta. Apenas na Holanda, centenas de milhares de bicicletas são furtadas anualmente e eles estimam que apenas 1/3 dos furtos sejam reportados às autoridades. O problema é que furtar uma bicicleta ainda é algo fácil, então o ideal é que tomemos também nossas próprias providências ao trancar uma bicicleta na rua para evitar esse problema.

São muitas as nuances e vertentes que envolvem um furto, mas a forma de trancar sua bicicleta pode ser a mais importante delas. É comum se ver boas trancas sendo mal usadas ou trancas que funcionam apenas na ficção. Trancar a bicicleta é uma arte, não bastam boas trancas ou um local firme. É necessário alguns pequenos detalhes que podem fazer a diferença na hora de impedir ou inibir o ladrão de levar sua bicicleta.

Pensando nisso a Transporte Ativo se baseou em algumas iniciativas europeias, seguindo como base um folheto de 2011 da Transport for London e lançou há alguns anos atrás o guia “Tranque ou Perca“, com dicas para que você conheça os métodos mais utilizados pelos ladrões e como lidar com eles. Agora, com o aumento do uso de bicicleta e novos usuários, estamos republicando.

Clique na imagem abaixo para baixar o seu, ou entre em contato para solicitar a versão impressa com patrocínio do Itaú -Unibanco

Nova tiragem do CTB de Bolso impresso.

Em 2004 lançamos uma versão resumida e comentada do CTB – Código de Trânsito Brasileiro, elaborada por Claudilea Pinto, apenas com os artigos relacionados às bicicletas, para ser apresentada no III Encontro de Cicloturismo e Aventuras em Monte Alegre do Sul, SP.  Foi um sucesso com grande procura que nos levou a fazer, em 2007, uma versão em PDF para ser distribuída online, que logo se transformou no arquivo com maior número de downloads do site. Em 2012, com patrocínio do Itaú, veio a primeira edição impressa, com 10 mil exemplares, hoje já são mais de 300 mil exemplares impressos e distribuídos por diferentes grupos de mais de 20 cidades.

Sempre que o CTB é atualizado, fazemos uma atualização para a versão online e agora, mais uma vez com apoio do Banco Itaú, sai uma nova fornada impressa, totalmente atualizada até os dias de hoje.

Com o aumento de usuários de bicicletas e similares e a formação de novos grupos promovendo e defendendo nossos direitos e deveres, se tornou necessária essa nova rodada de impressos para manter a galera informada e com um documento em mãos para qualquer eventualidade.

Você pode ver a  apresentação de slides original, baixar a versão em PDF, ou entrar em contato conosco para receber alguns exemplares e distribuir localmente.

Existe ainda a opção de você mesmo imprimir, entre em contato que enviamos o arquivo pronto pra impressão com logo e texto sobre seu grupo / instituição incluídos.

Mais sobre o CTB de Bolso.

10 medidas para impulsionar o ciclismo e reduzir a dependência energética

Resposta da ECF à Comunicação da Comissão sobre energia acessível e segura.

Em resposta à mais recente crise energética global e ao aumento dos preços dos combustíveis, uma coligação de defensores da mobilidade na Europa apela aos governos a todos os níveis para que promovam urgentemente o ciclismo como uma solução rápida, acessível e energeticamente eficiente para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis.

O novo manifesto, descreve ações concretas a curto e longo prazo para mudar a mobilidade quotidiana, afastando-a dos automóveis e incentivando o transporte ativo.

As renovadas tensões geopolíticas expuseram, mais uma vez, a vulnerabilidade do sistema de transportes que continua fortemente dependente do petróleo.

“Precisamos de soluções que reduzam o uso de combustíveis fósseis na fonte. Andar de bicicleta é uma das ferramentas mais rápidas, baratas e eficazes que temos”, afirmou Laurianne Krid, Diretora Executiva da Federação Europeia de Ciclistas.

As ações propostas, cabem muito bem na realidade brasileira também, veja abaixo.

Cinco ações imediatas
O manifesto apela à implementação rápida de medidas comprovadas, incluindo:

  • Reintroduzir “ciclovias de resiliência” temporárias através da redistribuição do espaço viário;
  • Reduzir os limites de velocidade urbanos para 30 km/h para melhorar a segurança e reduzir o consumo de combustível;
  • Fornecer incentivos financeiros específicos para bicicletas, bicicletas elétricas e reparos;
  • Organizar dias regulares sem carros em cidades e bairros;
  • Promover o cicloturismo e melhorar o acesso de bicicletas ao transporte público.

Cinco reformas estruturais
Para garantir um impacto a longo prazo, os governos devem:

  • Expandir os programas de leasing de bicicletas através de incentivos fiscais;
  • Destinar pelo menos 10% dos orçamentos de transporte à mobilidade ativa;
  • Construir redes cicloviárias contínuas e de alta qualidade em todos os níveis;
  • Desenvolver programas abrangentes de incentivo ao uso da bicicleta para ir à escola;
  • Fortalecer a capacidade institucional para o planejamento da mobilidade ativa.

Um caminho para a resiliência e a acessibilidade.

Investir no uso da bicicleta reduz o consumo de energia e as emissões. E também fortalece a resiliência, melhora a saúde pública e torna a mobilidade mais acessível para todos.

“Com a vontade política adequada, milhões de viagens curtas de carro podem ser substituídas rapidamente”, acrescentou Laurianne Krid. “Cada deslocamento feito de bicicleta ajuda a reduzir a demanda por combustível e libera energia para setores essenciais.”

Veja a postagem original da ECF clicando aqui.
E baixe o Manifesto clicando aqui.

A simples bicicleta e a cidade caótica

As ruas das grandes cidades são lugares complexos. Além das vias normais com suas calçadas, temos avenidas, pontes, viadutos, passarelas e túneis à disposição da população para os seus deslocamentos diários. E para isso há diversas formas de se mover com ou sem motor, além do mais simples de todos que é o caminhar. A vida nas cidades traz muitas facilidades para suprir nossas necessidades, como comércio, educação, cultura, lazer, serviços e uma grande variedade de tipos de moradias. Mas o que proporciona acesso às necessidades humanas numa cidade é a mobilidade. Pessoas, produtos e serviços precisam circular para que as tais facilidades sejam alcançadas, se tornem realidade. E, por uma série de falhas de planejamento e erros de julgamento as cidades foram construídas, e remendadas, para priorizar a circulação de veículos motorizados, com ênfase nos carros. Ônibus e motos também são motorizados, mas não tem a mesma valorização e importância que os automóveis.

Assim sendo, o trânsito difícil e complicado se estabeleceu e cresceu, com engarrafamentos que não só fazem as pessoas perderem tempo, como encarece fretes e serviços, aumenta a poluição sonora e do ar, tira a qualidade vida das pessoas e a resiliência ambiental das cidades, sem contar com o prejuízo de milhões em atrasos, desperdício de combustível, perda de produtividade por estresse, doenças, acidentes, com mortos e feridos. O cenário ruim piora diariamente com mais e mais carros novos entrando no sistema viário das cidades.

E a bicicleta? Antes encarada apenas como um brinquedo ou um artigo esportivo, se encaixou como uma opção bem interessante para o deslocamento de algumas pessoas. De muitas pessoas, na verdade. Um dos modais que mais cresce em participação na matriz de transportes urbanos que, entre muitas virtudes, tem na simplicidade uma essência que a coloca em um outro patamar quando se fala em mobilidade urbana do século XXI. Claro que os transportes de massa como trens, ônibus e metrô fazem o trabalho pesado de levar muitas pessoas de maneira barata e eficiente nos deslocamentos urbanos mais longos, mas é nas pequenas rotas que a bicicleta mostra todo seu potencial (e resultados!) para agregar necessidades e anseios individuais de mobilidade com benefícios coletivos, como redução dos congestionamentos, da poluição, barulho, perda de tempo, estresse, despesas e caos urbano…

Mas é importante frisar que essas virtudes só são plenamente concretas e incontestáveis para a bicicleta pura, convencional, movida pela pedalada. Essa é a maior merecedora de atenção e incentivo de empresas e governos que realmente almejam cidades mais humanas, resilientes, acolhedoras e saudáveis. Para a bicicleta como instrumento de mobilidade urbana um motor não lhe faz falta, mas complica, encarece e desvirtua a ferramenta de deslocamento mais próxima da perfeição diante do desafio de reduzir esse panorama de caos, prejuízo, feridos e mortos que os motorizados impõem ao cenário urbano do século XXI.

“A bicicleta é uma das soluções mais simples e prazerosa para alguns dos problemas mais complicados do mundo”.