Desafio em Nome da Diversidade

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Largada do Desafio Intermodal 2007. Foto das 17:59

Mais uma vez a pergunta se repete. Qual o meio de transporte mais eficiente para ir e vir em uma grande cidade? Hoje será a IV Edição do Desafio Intermodal Carioca. Um teste prático a ser realizado nas ruas. Da Central do Brasil no centro da cidade à Praça Antero de Quental no Leblon, Zona Sul. Aproximadamente 15 quilômetros serão percorridos com largada às 18 horas.

A grande novidade em 2009 é que a imprensa já começou a cobrir o evento antes da sua realização o que é um bom indicador para a visibilidade que essa simples iniciativa conseguiu alcançar. O resultado não deve fugir ao esperado com a comprovação evidente da eficiência energética e econômica da bicicleta, com as óbvias vantagens de ser amiga do meio ambiente.

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Chegada do DI em 2007. Foto as 19:23

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Confira como foi a III Edição do Desafio Intermodal Carioca.

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Transporte de Carga

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A bicicleta é também um excelente Veículo Urbano de Carga (VUC). Uma relação perfeita de peso e potência. Grandes volumes, caixotes e até um sofá. Tudo cabe em uma bicicleta.

A opção pelas magrelas tem fortes implicações econômicas. Uma barra-forte com freios de varão, uma mountain bike com bagageiro ou uma cargueira com aro 20 na dianteira. Veículos com preços acessíveis, ou até mesmo esquecidos sob uma grossa camada de pó. Podem simplesmente sair as ruas e levar o que a imaginação for capaz.

Lazer por uma Cidade mais Humana

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O clima estava perfeito e numa manhã de sol quente de fim de inverno aproximadamente 10 mil paulistanos pedalaram em um circuito de grandes avenidas.

Para os que já fazem dos bordos de todas as vias da cidade suas ciclofaixas não havia mistério, mas ao mesmo tempo tudo era um pouco novidade. Fiscais da CET pedalando, agentes treinados para orientar o fluxo de bicicletas nos semáforos. Durante uma manhã São Paulo foi um pouco Copenhague e a cidade passou a enxergar um caminho para o futuro, onde fluidez, saúde, prazer e alegria compartilham o mesmo asfalto.

Dentro do ambiente controlado da ciclofaixa, paulistanos de todas as idades puderam descobrir como é a cidade sob o olhar ciclista. A experiência de construir uma São Paulo para as bicicletas foi posta em um tubo de ensaio e da experiência piloto já surgiram lições e a prova de que estão certos os que sonham e trabalham para a cidade se tornar mais amigas das bicicletas.

– Foto Willian Cruz.

Visibilidade

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Números podem esconder dimensões humanas. Quantidade não pode medir felicidade ou satisfação. Centenas de milhares de paulistanos vão e vem para o trabalho todos os dias pedalando. Economia, talvez. Pelo meio ambiente, quem sabe. Pelo prazer, certamente. No entanto muito há para ser feito para induzir mais viagens em bicicleta por mais pessoas, mais vezes.

São Paulo ganhou pintura nova em grandes avenidas de uma área nobre da cidade. Uma grande bicicleta estampada no asfalto e a indicação de dia e horário. Domingo das 7h às 12h. Pouco ainda, um projeto piloto apenas. Mas uma iniciativa que já reverbera na grande mídia e que ajuda a cumprir uma missão hérculea para todos os que promovem a qualidade vida: dar visibilidade aos ciclistas.

Visibilidades se somam. O poder público age em seu próprio ritmo e a sociedade civil pressiona, demanda e até mesmo viabiliza iniciativas que aos poucos reverberam e promovem a qualidade de vida para todos. Sem líderes e sempre em consenso, a Bicicletada Paulistana em sua edição de agosto tomou o rumo do parque das Bicicletas para preencher os espaços vazios no asfalto sinalizado com bicicletas de verdade.

Números apontam 4 milhões de bicicletas esquecidas em garagens na cidade de São Paulo. São também mais de 300 mil viagens por dia em bicicleta e 700 mil aos fins de semana. Mas quando os números ganham as ruas em uma massa coesa, a alegria toma conta.