Bicicleta para Levar nos Braços


Pouco a pouco termino o trabalho
e relaxo pouco a pouco.
Pouco a pouco fico triste
e pouco a pouco supero.
Pouco a pouco de bicicleta,
pouco a pouco pedalo.

Pouco a pouco, pelas bordas
pouco a pouco com uma aro 20.


Vídeo gravado no parque do Ibirapuera e na Praça do Por do Sol em São Paulo. Para saber mais sobre as dobráveis Dahon, visite dahon.com.br

Compatibilização de Fluxos

Uma estação de trem é um nó de uma rede, um ponto de conversão de fluxos. Assim é na ponte Cidade Universitária com conexão direta para a estação da CPTM com o mesmo nome. Um enorme fluxo de pedestres vindo de ambos os lados do rio Pinheiros converge para a ponte. Pelos trilhos, o fluxo segue no ritmo constante e incessante enquanto o sol se põe.

Apesar do grande número de pedestres na ligação entre a praça Panamericana e a Cidade Universitária não há garantias para a fluidez e segurança do pedestre. As alças de acesso de onde vem e para onde vai o trânsito motorizado da marginal Pinheiros tornam-se barreiras difíceis de serem contornadas.

Mesmo em condições longe das ideais, milhares de pessoas cruzam a Ponte Cidade Universitária todos os dias. Nem mesmo as interrupções nos acessos impossibilita a circulação dos pedestres. Mas a premissa de deixar que o fluxo de pedestres se resolva sozinho é capaz de lentamente inviabilizar espaços urbanos.

A disputa de interesses por áreas de circulação é inerente as cidades e os rios são barreiras geográficas a serem transpostas, independente da forma de deslocamento usada. Dentro dessa lógica, o planejamento urbano da cidade de São Paulo precisa cada vez mais levar em consideração a importância da fluidez dos pedestres. E as pontes são um bom lugar para promover a compatibilização do fluxo motorizado e do que se move pelas próprias forças.

Mais:
Pontes Paulistanas
Álbum de fotos na Ponte Cidade Universitária

Convite para a Ciclofaixa de Lazer

image003

A Ciclofaixa de Lazer é uma forma de trazer vida as ruas de grandes avenidas, com a segregação espacial de pistas para o fluxo de pedestres, ciclistas, patinadores e skatistas. O percurso inicial irá ligar o Parque das Bicicletas ao Parque do Ibirapuera e ao Parque do Povo. Todo domingo, das 7h às 12h. Será possível ir com total tranquilidade de um parque a outro, sempre de bicicleta num circuito de 10 km.

O projeto por hora não irá beneficiar diretamente quem já pedala em São Paulo, mas irá certamente deixar um gostinho de “quero mais” nos milhares de neo-ciclistas que irão tomar as ruas nas manhãs de domingo.

O Informe oficial divulgado pela Secretaria de Esportes informa:

Objetivos da Ciclofaixa de Lazer:

– Promover o bem-estar, a convivência e a conscientização ambiental com o uso dos espaços públicos por pedestres e ciclistas.
– Possibilitar um olhar diferente sobre a metrópole, em que os paulistanos conheçam a cidade pedalando.
– Oferecer às famílias lazer seguro e saudável nos finais de semana.
– Fazer com que o paulistano conheça os equipamentos públicos de lazer, recreação e meio ambiente.
– Fomentar o uso da bicicleta como lazer e, consequentemente, como meio de transporte.
– Congregar ciclistas, corredores, caminhantes, famílias, crianças

————–

Pedalada Inaugural – Cerimônia Oficial de Inauguração

Dia: 30 de Agosto, Domingo.
Horário: 10h30

Local: Parque das Bicicletas

Destino: Parque do Povo (5 km de percurso), com chegada prevista para 11h30.

Para Ganhar as Ruas

DSC02511

São Paulo tem nas garagens uma frota de milhões de bicicletas cobertas de poeira e que anseiam por ganhar as ruas. Os motivos para o abandono de bicicletas perfeitas para a circulação são inúmeros e as maneiras de traze-las de volta a vida também.

A melhor forma de levar mais paulistanos em suas bicicletas para as ruas é tornar as pedaladas momentos agradáveis, algo que pode parecer simples para quem já se acostumou a pedalar na capital dos engarrafamentos motorizados no Brasil.

Os milhares de ciclistas apocalípticos paulistanos já fazem dos 17 mil quilômetros de ruas e avenidas de São Paulo suas “ciclofaixas”. Mas os deslocamentos em bicicleta na cidade precisam aumentar e o primeiro passo é aumentar o desejo pelas pedaladas. Aumentar o prazer quase indescritível de percorrer distâncias como se estivesse voando, ter o poder de ir e vir em silêncio e movido pelas próprias forças.

Um projeto piloto capitaneado pela Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo irá a partir do próximo domingo 30 de agosto aumentar imensamente o poder de atração de algumas grandes avenidas paulistanas. Um circuito de 10 km de pistas segregadas para a circulação exclusiva de transportes ativos.

—-
Mais detalhes no blog “Vá de Bike” e no blog do secretário Walter Feldman.

A Ciclovia está Limpa, Obrigado!

trecho0_d

A ciclovia Varjão-Paranoá, construída no canteiro central da rodovia DF-005, faz parte do conjunto de obras cicloviárias do programa Pedala-DF. A ciclovia não estava prevista inicialmente na duplicação da DF-005, por isto a obra padece de alguns pequenos defeitos, sendo o mais grave deles a existência de pontos de acúmulo de água das chuvas e deslizamento dos aterros laterais.

Em agosto de 2008, a Transporte Ativo fez um mutirão de limpeza que retirou muita terra solta, pedras e barro endurecido da pista. Após o período de chuvas, a ciclovia voltou a ficar suja nos mesmos pontos críticos. A Transporte Ativo convocou novo mutirão para o dia 16 de agosto, domingo, exatamente um ano depois do anterior. Mandamos convite para a comunidade ciclística de Brasília, na internet, e também para a imprensa.


convite para o mutirão em 2009

veja a imagem a ampliada

 

Um dia antes do evento, ficamos sabendo que o Governo do DF se antecipou e fez uma limpeza geral na ciclovia. Fomos conferir no local – e por via das dúvidas levamos pás, enxadas e vassouras. A ciclovia do Varjão recebeu mesmo um belo tratamento de limpeza. Não só foram tiradas terra e pedras, mas também foi cortado o mato que invadia a ciclovia em vários pontos.

Não sabemos de qual órgão partiu a decisão de limpar a ciclovia. Nenhuma notícia foi colocada no portal de notícias do GDF. Nenhuma notícia saiu na mídia candanga. Então fazemos aqui nosso agradecimento público: em nome de todos os ciclistas e pedestres que usam aquela via todos os dias, muito obrigado pela limpeza! Seja governo ou sociedade, todos precisamos manter a ciclovia, que foi construída para incentivar o uso da bicicleta com facilidade e em boas condições de trânsito.
[photopress:drms.jpg,full,centered]

Os voluntários Simone, Mara, Renato e Denir, que fomos prontos para pegar no pesado, aproveitamos a manhã de domingo para uma boa pedalada, agradáveis momentos de bate-papo e um lanche com muffins e barras de cereal.

Confira relato com fotos que mostram a situação antes e depois da limpeza.